OPINIÃO SMARTPHOTO

Unreal, o melhor Selfie Stick do mundo

Sinceramente não sei muito bem o que se passa. Anda tudo doido?? Primeiro alguém resolve dar o nome de selfie a uma “atividade” que já eu praticava nos anos 80 e que, por causa disso (de ter um novo nome, não por causa de eu já fazer), virou moda. Depois alguém pegou na moda e … melhorou! Surgiu o selfie stick que, de entre a estupidez do conceito, acho ser uma boa opção para melhorar a condição dos seus praticantes. Como se isso não chegasse, eleva-se ao limite do aceitável (e não aceitável) e surge um novo conceito – o Unreal!

Ao que parece os adeptos fervorosos da prática do “selfismo” têm agora um novo elemento na família. Um objeto de luxo (e portanto de desejo) que visa elevar a outro patamar o conceito. Depois de na semana passada vos falar da substituição do bouquet das noivas por … selfie sticks, surge agora a notícia de um novo modelo, mais avançado que gostava de poder comparar com uma prática usada nos automóveis – o tunning!

Automático, com um comando extremamente elaborado para controlar toda uma nova gama de acessórios (agora) ao dispor do fotógrafo: ventoinhas para dar o efeito de “cabelos ao vento”, sistema de extensão/recolha automatizado e (inclusivamente) dois painéis de LED para as selfies noturnas.

UNREAL – O melhor Selfie Stick do mundo

Achei tudo isto tão estranho que dei por mim a achar que poderia ser mesmo uma solução… Sozinhos, temos dificuldade em utilizar algumas técnicas que nos ajudam a obter melhores resultados. Por norma, as câmaras frontais dos smartphones têm menor qualidade de imagem do que as traseiras, e uma das situações em que isso é mais notório (relevante) é nas fotografias com pouca luz. Embora as ventoinhas tragam vantagem apenas às mulheres (que gostam de aparecer de cabelos ao vento), os painéis de LED até que podem não ser uma má ideia…

Vi em tempo um artigo sobre a nova forma (e técnica) usada por uma cadeia de televisão americana onde os repórteres de rua usavam todo um set portátil, tendo como peça base um smartphone. Com um selfie stick ou um tripé, um microfone de lapela e pouco mais, tinha ali, mesmo à mão de semear, um (micro/mini) estúdio pronto a entrar em direto. Aqui, e considerando a possibilidade da reportagem ser feita à noite, que jeito não daria um Unreal… com aqueles painéis de LED…

Depois de ver o vídeo promocional, mais me convenci de que este produto tinha tudo para andar e se tornar rapidamente num sucesso.

 

Mas quanto mais me convencia de que até eu me poderia render a este gadget, eis que tudo cai por terra… Na realidade existe, o Unreal é real, mas foi construído apenas um exemplar…

Com um peso exagerado para uma utilização regular, o Unreal foi criado aparentemente como um “golpe” de marketing para uma nova temporada da série televisiva UnREAL.

Imagem/Capa/Poster da série televisiva UnREAL

Esta série, pelo que consegui perceber, retrata os bastidores de um programa de encontros à semelhança de muitos outros como Love on Top e semelhantes.

(Até certo ponto) Dececionado, dei por mim a pensar que muitas vezes o ridículo pode tornar-se o primeiro passo para o sucesso. Haverá alguém que pegue nesta ideia e a transforme numa solução comerciável? Talvez não fosse uma má ideia, afinal de contas… Já imaginaram a quantidade de potenciais clientes que não haveria? Quantos youtubers e pseudo-youtubers não há por esse mundo fora? … e os jornalistas? … e os curiosos? … e os que compram “tudo”, só para dizerem que têm? Hum… vejo “cifrões” à frente dos olhos, … muitos “cifrões”!

 

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