OPINIÃO

A segurança do equipamento fotográfico

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Na fotografia, qualquer investimento que se faça incluí (quase sempre) uma quantia avultada. O material é bom, mas é caro! Mantê-lo em segurança quase requer não o tirar de casa. Mas então, como e quando vamos fotografar?

 

Mantermos o nosso material em segurança pode parecer uma tarefa difícil. Quer dizer, fácil também não é, mas há sempre forma de minimizarmos as perdas. Já aqui falamos em sites que permitem identificar as câmaras com que foram fotografadas determinadas fotografias. Assim, é sempre possível encontrar algum do equipamento furtado.

Se, por um lado, é possível encontrar a câmara, já com as lentes, flashes, triggers, tripés, focos, … o caso muda de figura. Os registos marcam o corpo e não os “acessórios”. Ainda que o EXIF identifique a lente usada para fotografar, não lhe identifica números de série e derivados. Ou seja, podemos, quando muito, supor que foi usada a nossa lenta quando, na verdade, pode ter sido usada uma igual (mas não a nossa).

Em conversa com um fotógrafo conhecido (Álvaro Miranda), fiquei a saber que ele utiliza um métodos que talvez não seja tão mau quanto parece. O início da conversa foi sobre impressão de fotografias e a forma como ele as dispôs na parede do seu escritório. A fotografia foi publicada por ele no seu instagram e suscitou-me alguma curiosidade.

 

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A conversa variou e chegamos ao tema do transporte diário do material fotográfico. Não obstante de outras questões colocadas, questionei-o acerca do medo que teria por andar regulamente com o material no carro. Aí, e porque considero que essa questão é colocada por muitos de vós, o meu interesse redobrou-se.

Ao que parece, o Álvaro usa um sistema básico e que requer pouco investimento. Pessoalmente, ele usa 3 mochilas com material fotográfico que o acompanham para onde vai. Sempre com elas no carro, em cada uma tem um localizador GPS.

A solução não é mirabulante, nem tão pouco terá ele descoberto o Ovo de Colombo, mas é interessante o facto de se ter lembrado que existe e ter procurado soluções baratas. Pelo que percebi, comprou no Ebay uns quantos localizadores GPS. Há-os para todos os gostos, feitios e preços. O que ele comprou terá sido este:

 

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Dá para perceber, pela imagem, que é suficientemente pequeno para estar escondido dentro da mochila. Por outro lado requer um cartão SIM. Por norma, todos os cartões têm uma assinatura ou um carregamento associado. Acontece que consultei os sites das diversas operadoras e, mesmo sem grandes pesquisas, descobri o Vodafone Easy Total. Infelizmente este artigo não é patrocinado, mas ainda assim acho que devo apresentar a solução global…

O plano Vodafone Easy Global não obriga a carregamentos. É lógico que tem custos de chamadas e SMS bastante mais caros que o normal, mas considerem as vezes que usarão o referido cartão… Ele é grátis e, com um carregamento de 5€ (por exemplo), terão a localização exata do vosso material assegurada por muito tempo.

O plano não é infalível. Antes pelo contrário, nunca se sabe quando o mal nos vai bater à porta. Se normalmente iríamos à polícia apresentar queixa e teríamos a certeza absoluta que jamais recuperaríamos o equipamento, neste caso resta-nos ainda alguma esperança. Juntamente com as autoridades, podemos sempre ir à localização enviada pelo dispositivo e tentar reavê-lo.

A segurança não está garantida, mas pelo menos está um pouco mais presente. Com os preços que aqui estão associados (cerca de 10€ pelo localizador + 5€ para o carregamento do cartão) parece-me um investimento bastante em conta. Segurança e poupança de mãos dadas!

No final deste artigo irei fazer a encomenda do localizador e pedir o meu cartão SIM. A ver vamos como correm as compras. Depois, é só testar!!

 

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