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Roubados? Saibam se já foram vítimas

Quem nunca caiu em tentação que atire a primeira pedra! Já usaram fotografias de outro profissional? pediram autorização ou têm o cuidado de recorrer sempre aos bancos de fotos gratuitas? Com tantas fotografias que tiramos, é normal que alguma vez sejamos roubados.

A utilização não autorizada de fotografias da nossa autoria é roubo. Os direitos de autor estão regulamentados e protegidos pela lei. Ainda assim, a internet é uma fonte inesgotável de recursos e, quantas vezes não vemos fotógrafos a serem roubados? Não falo em termos físicos, mas intelectuais… Quantas fotografias são usadas sem autorização?

Obviamente que quanto maior o nosso sucesso, maior a probabilidade de sermos roubados. Ainda assim, nunca se perde em saber como descobrirmos se fomos vítimas ou não. Para tal, há essencialmente 3 formas de o fazer.

Pesquisa Google

A primeira forma, e a forma mais direta, é pesquisarmos o nosso nome no Google. Lá encontraremos todas as páginas que contém o nosso nome. Quem sabe se, numa delas, não está uma fotografia nossa, neste caso com os devidos créditos? Mesmo com a devida referência, a ilegalidade está presente. Nada nem ninguém autorizou a utilização de uma fotografia sua, por troca de créditos. Agora o bom senso diz que é “desculpável”… Mais ou menos! Quer dizer, depende do contexto em que é utilizada. Por norma ninguém usa a fotografia de outro fotógrafo para apresentar um mau exemplo, mas há gente para tudo. Neste caso, o contacto e o alerta para o uso indevido de uma fotografia deve ser levado a cabo.

Como a pesquisa pode ser monótona e demorada, há uma forma de agilizar a pesquisa é através dos Google Alerts. Sem querer ser muito específico e maçador, o Google Alerts permite que o próprio Google nos envie um email com todas as entradas que definirmos na pesquisa. Ou seja, caso pretenda saber se alguém referenciou a FOTO GURU, basta criar uma entrada com a pesquisa definida para “FOTO GURU“. Existem certamente vídeos que explicam detalhadamente a configuração e a utilização desta excelente ferramenta que muitos desconhecem.

Pesquisa pela Imagem

O nome, em português, não fica tão explícito. Mas se o colocarmos em inglês, “Reverse Image Search” torna-se mais fácil de perceber do que se trata. No caso de querermos saber, mais uma vez, se fomos roubados, podemos pesquisar pelas próprias imagens. Ao fazermos o upload de uma determinada imagem para o Google podemos saber onde é que aquela imagem está a ser utilizada.

pesquisa-por-imagem-saber-se-fomos-roubados

O envio da imagem pode ser através de upload normal ou apenas com o URL onde a fotografia está guardada. Assim, para uma qualquer fotografia, apenas temos de selecionar com o botão direito do rato e escolher “Guardar Endereço da Imagem“.

 

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O link será copiado para a área de transferência do computador e apenas temos de o colar na caixa de pesquisa do Google (imagem anterior). Caso utilizem o Chrome como browser definido, reparem que abaixo da opção selecionada tem “Pesquisar Imagem no Google“. Esta opção sobrepõe-se a todos os passos anteriormente referidos, apresentando o mesmo resultado.

Como resultado serão apresentados todos os links onde consta a imagem escolhida. Está será, talvez, uma forma mais direta de sabermos onde fomos roubados. Por outro lado, não nos dá a informação da utilização de créditos (ou não). Para tal, teremos de abrir cada link e verificar…

Assinatura Digital

Assinar uma fotografia, com marca de água, é uma tarefa corriqueira. Há quem não veja grande interesse ou proteção neste processo. Dependendo do local onde é colocada, poderá facilmente ser recortada. Ainda assim, há quem mantenha a tradição de marcar cada fotografia sua. As assinaturas digitais são algo substancialmente diferentes. São serviços prestados por empresas especializadas que, de forma totalmente transparente, colocam uma marca em cada fotografia. Tais marcas de água são posteriormente reconhecidas e encontradas através de processos de algoritmos próprios (não há muita informação técnica de como se processa a pesquisa). O inconveniente deste último processo é que, para além de ser pago, não pesquisa alguns tipos de sites como Facebook, Flickr, Instagram, …

 

Acredito que não são os únicos processos de descoberta de trabalhos roubados, mas são certamente ferramentas bem vantajosas. Utilizem-nas, experimentem e comentem. Caso conheçam estas, ou outras, ferramentas, façam-nos chegar as vossas opiniões.

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