GUIAS RÁPIDOS INSPIRAÇÃO

Recebe, mesmo que o cliente não tenha dinheiro!

Tenho, ultimamente, andado a escrever muito sobre dinheiro e sobre lucro com a fotografia. Não sendo obsessão, é sempre bom sabermos como podemos rentabilizar um hobbie. Em primeiro lugar, porque todos gostamos de ganhar dinheiro, depois porque fazer o que se gosta e receber por isso é o sonho de todos nós, e por último porque nos debatemos constantemente com a desculpa do “não há verbas” para tal. Assim, espero com este artigo mostrar-te que há outras formas de capitalizar o teu tempo. Recebe o valor do teu trabalho e não deixes que a falta de orçamento o impeça.

Patrocínio

Os principais causadores dos maus pagamentos são as instituições de solidariedade. Podes pensar que é toda a gente, mas o grande problema é que (quase) todos se vêem como uma instituição de solidariedade… É uma questão de confusão linguística… Enfim!

Caso te venhas a deparar com um pedido de trabalho, para uma marca, cuja execução esteja a ser complicada pelo pagamento do valor requerido, tenta arranjar um patrocínio. Parece estranho, mas não o é! Muitas empresas representam marcas; marcas essas que precisam de material de divulgação. Se vais fotografar um produto e a representante alega falta de verba, recebe pelo teu trabalho sendo a marca a pagar! Eu passo a explicar:

“Um café precisa de uma sessão fotográfica de um tipo de cerveja que tem para venda. Se o café não tem dinheiro, pode sempre pedir à marca de cerveja que suporte o custo.”

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Fotografia de produto, patrocinada pela marca

Muitas das vezes as marcas acabam por aceitar, visto que ficam com imagens para publicidade… É uma possibilidade!

Tempo é dinheiro

… e sendo assim é preciso que o cliente gira as expectativas. Fotografar numa casa de luxo ou numa moradia alugada – sem qualquer desprimor para esta última, é apenas uma questão de comparação – poderá não fazer diferença. Numa praia paradisíaca ou num bocadinho de areia pode revelar-se a mesma coisa… Tudo depende do tipo de fotografia, do objeto e do resultado final. A magia que provém do fotógrafo poderá ser fundamental. Caso se venha a verificar este cenário, fica feliz quem paga e quem recebe! Muitas das vezes procuram-se lugares distantes, por serem mais agradáveis, sem que isso se venha a refletir no trabalho final. Tempo é dinheiro e as deslocações costumam ser por parte do cliente. Gerir o tempo (e as expectativas) é um fator de elevada importância, mas que sendo ultrapassado pode ser bastante (mais) rentável para ambas as partes.

A visão do fotógrafo pode fazer a diferença

A visão do fotógrafo pode fazer a diferença

Partilhar despesas

Imagina quer eras convidado para fotografar um concerto, ou um festival. Normalmente, e por muito que pensem o contrário, este tipo de trabalho costuma ser feito pro bono (uma vez que normalmente são os fotógrafos que andam atrás das revistas e dos blogs a oferecer o serviço). Contudo, casos há, em que são as próprias bandas que contratam o serviço e, nestes casos, é normal o fotógrafo receber pelo serviço.

Voltemos então ao caso do concerto ou do festival. Imaginem que a banda X precisa de cobertura fotográfica. Uma solução que podes propor é a divisão de custos. Uma vez no recinto, poderás fotografar outra(s) banda(s) e com um serviço, em vez de cobrares duas vezes (e manteres o problema do recebimento), tentar que as bandas dividam os teus honorários.

Fotógrafos no Pit

Fotógrafos no Pit

Conclusão

Obviamente que estas propostas não deverão ser estanques, ou seja, deverás adaptá-las às situações que te forem aparecendo. Lembra-te que a ginástica mental poderá trazer-te vantagens que podem passar, inclusivamente, pela garantia de um dia de trabalho. Pensa, articula com o cliente, arranjem uma solução conjunta e recebe o valor do teu trabalho. Todos ganham, todos ficam contentes.

 

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