OPINIÃO

Perdi o meu trabalho TODO!

Nada pior me pode acontecer do que perder o trabalho de uma sessão. Isso aconteceu-me… perdi tudo o que tinha feito!

 

Não sei se com a pressa ou um qualquer erro técnico, o que é certo é que perdi todo o trabalho que fiz. Ora bem… também não é bem assim, e a gravidade do sucedido é sempre relativa. Neste caso, poderia ter sido bem pior, mas de qualquer forma há um trabalho que foi desenvolvido que ficou incompleto.

Fui convidado para auxiliar umas filmagens de uma entrevista. Acontece que, no final da sessão, entre filmagens e fotografias, consultei o cartão ainda na máquina e todos os ficheiro estavam lá. Terá sido o transporte? terá sido o próprio computador ? O certo é que ninguém sabe e ando, neste momento, a tentar recuperar ficheiros perdidos.

Não é uma tarefa fácil, mas é um mal necessário com vista a recuperar tudo o que perdi, mais do que tentar perceber o que aconteceu… Utilizei a minha 6D que, a cada 4GB de tamanho de ficheiro, inicia um novo (ficheiro). Tinha um microfone ligado à câmara pelo que o primeiro vídeo foi apenas de 10/15 segundos para testar a captação do som. De imediato foi eliminado dando mais espaço para o trabalho final.

O entrevistado chegou, a câmara foi colocada em modo de gravação e confirmei que a “bolinha vermelha” do REC estava ligada. A máquina estava a gravar. A entrevista decorreu sem percalços e nunca parei a gravação até ao final da entrevista. Quando chegamos ao fim, carreguei no STOP e tirei a câmara do tripé. Com ela na mão, filmei um outro vídeo, este mais curto, com um ID. (Para quem não sabe, um ID é um vídeo muito curtinho onde o entrevistado se apresenta e anuncia a sua entrevista ao canal noticioso em causa. Uma coisa do tipo “Olá, eu sou o xxxxx e estou aqui, em direto, para o/a [nome do canal/site]“.

Terminado todo o processo de filmagens, entre cumprimentos e conversas off the record, lá fui tirando algumas fotografias com a mesma máquina e o mesmo cartão. Lá vou olhando para o que vou captando e confirmo que tudo está registado devidamente (pelo menos pensava eu).

Ao chegar a casa, tentando copiar os conteúdo do cartão para o computador, começo a receber “erro -36”. Sem saber do que se trata, nem fui consultar… Vi apenas que era um qualquer erro em determinados ficheiros RAW (CR2). Como as fotografias eram poucas, e pouco importantes, fui uma a uma e copiei apenas as que davam para copiar. Perdi algumas, mas o vídeo estava intacto, pensava eu. Não me preocupei muito, apesar da ligeira desilusão. Nunca gosto de perder o que quer que seja…

Recolhi todos os ficheiros de vídeo contidos no cartão e enviei-os por MyAirBridge para outro elemento da equipa, responsável pela edição do video. Foi aqui que percebi que a filmagem não estava completa. Como tinha visto na câmara, a perda só pode ter sido “no caminho”. Abri todos os ficheiro e confirmei que não foi erro de upload. Faltavam mesmo alguns ficheiros (2, pelo menos), tendo a entrevista ficado a meio.

Entre softwares de recuperação de dados e sistemas operativos diferentes, além dos ficheiros perdi também uma bela noite de sono. Mas então que soluções temos no mercado para impedir que esta situação volte a acontecer?

1. Computador portátil

Esta solução parece-me ser a mais imediata. Não obstante de termos de andar com o computador às costas, talvez seja a mais facilmente aceitável. A monos que tenhamos um MiniBook ou um EE Pc ou algo semelhante, preparem-se para andar com uns quilos extra no “lombo”. Ao pousarmos a mochila teremos obrigatoriamente de ter um cuidado acrescido, pois nem só de material fotográfico ela está cheia… Adicionalmente, a esta solução, poderemos ter a necessidade de ter um disco externo para aumentar a capacidade disponível para armazenagem.

2. Online Storage

Pode sempre ser outra solução. Não discutindo o método de execução, podemos sempre recorrer a serviços tipo DropBox, MegaUpload, Google Drive e afins para fazermos backup das nossas memórias fotográficas. Neste caso é obrigatório termos um plano de dados ou acesso à internet. Considerando que talvez seja a melhor solução para Smartphone Photography, não estou tão certo quanto à sua eficácia no que respeita ao backup de ficheiros RAW (com cerca de 20Mb cada).

3. Internet Cafe

Aqui podemos usar quer a opção descrita no número anterior ou simplesmente o acesso a um computador. Com sorte, e uma vez que não necessitamos de aceder à internet no caso de termos um disco portátil, pode ser que encontres uma “alma caridosa” que nem te cobre pela utilização do PC. Assim, ser-te-ia mais fácil fazeres as cópias das fotografias para um dispositivo externo. Estás sempre dependente de encontrares alguém, ou algum sítio, onde possas ter acesso a um computador e isso, nalguns casos, pode não ser tão fácil quanto possa parecer.

4. Soluções integradas

Há discos externos com capacidade de, automaticamente, copiarem o conteúdo de um qualquer cartão. Este dispositivo dispõem de um (qualquer) sistema operativo que se encarrega de identificar que há ficheiros num SD Card, por exemplo, cria uma pasta (no disco externo) com a data da cópia e copia os ficheiros. Não tive grande tempo para investigar, mas parece-me que esta poderá ser a minha próxima aquisição…

Ainda não sei qual vai ser a minha decisão… Será sempre mais portátil e vantajoso ter um sistema integrado de cópias, mas como tenho um Mini Computador, … talvez evite mais uma despesa. Terei de o carregar e ter um bocadinho mais de cuidado (para além de ter de mudar de mochila pois a minha LowePro Slingshot (que é o modelo anterior a esta apresentada) não tem espaço para o portátil.

Só sei que perdi (parted)o meu trabalho e isso não pode voltar a acontecer! Soluções procuram-se!!

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