GUIAS RÁPIDOS

Modos de disparo

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Fotografar é um pouco mais do que simplesmente apontar para um objeto ou uma ação e … disparar! Fotografar é entender; fotografar é viver a ação e compreender as condicionantes de espaço e luz que nos rodeiam. A fotografia requer conhecimento, gosto e prazer em captar o melhor que a situação nos tem para oferecer. Contudo, e por muito gosto e vontade que exista em fazer o melhor shot, devemos sempre ajustar as configurações da máquina para que o resultado seja o mais aproximado possível ao “perfeito”.

Há muitas variáveis a considerar, muitas configurações que influenciam o resultado final, mas há uma básica que sobressai – o modo de disparo.

O modo de disparo é algo que está presente em todas as câmaras fotográficas dignas desse nome (as restantes são considerados “dispositivos que servem para tirar fotografias”) e costuma apresentar-se na parte superior da câmara, em formato redondo…

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As marcas Canon e Nikon, sendo as mais conhecidas e utilizadas servem para ilustrar e ajudar a identificar o seletor de modo. Ainda assim não nos devemos esquecer de todas as marcas concorrentes que, de uma forma ou de outra, utilizam o mesmo tipo de iconografia para representar os diversos modos. Por outro lado, a apresentação que vai ser feita poderá não estar totalmente completa. Dependendo dos modelos das câmaras, poderão aparecer mais ou menos modos, incluindo variações de modos existentes.

 

Modo Automático

Modo para iniciantes. Normalmente destacado com cor verde, este modo é utilizado essencialmente para quando queremos, nós próprios, fazer parte da fotografia e o fotógrafo (temporário) não sabe da “arte. Aqui tudo e calculado automaticamente. Nada é deixado ao critério do fotógrafo, nem mesmo a necessidade de utilização do flash. Dependendo das condições de luz, a câmara ajusta o ISO, a velocidade e a abertura.

 

Modo Manual

O modo manual é aquele onde a inteligência da máquina é totalmente eliminada. Aqui todas as configurações estão a cargo do fotógrafo. Abertura de diafragma, velocidade de obturador e sensibilidade (ISO) são controladas individualmente de modo a que, em conjunto, perfaçam uma configuração ideal em busca daquela fotografia. É obvio que existem valores de referência e dicas que a própria máquina fornece para a configuração ideal, mas ao contrário dos restantes modos, aqui o fotógrafo pode ignorar todas elas e evidenciar uma ou outra característica particular. É o “último” modo de disparo; aquele onde o fotógrafo tem a total liberdade de exploração e de experimentação de configurações, técnicas e tipos de fotografia diferentes. Usar uma configuração ideal para desporto numa “fotografia de rua” faz parte do processo de experimentação. Com os erros e com as aberrações conseguimos compreender melhor o funcionamento de uma câmara fotográfica (digital).

 

Modo com Prioridade à Abertura (A)

Normalmente este modo está representado pela letra A e permite ao fotógrafo controlar a abertura do diafragma e o ISO. Neste modo a velocidade do obturador é calculada de forma automática pelo que se perde alguma liberdade na escolha da configuração. Contudo é um modo muito utilizado para fotografar com boa luminosidade, retratos, paisagens ou com profundidade de campo.

 

Modo com Prioridade à Velocidade (TV)

Neste caso, e quando falamos de Prioridade à Velocidade, lembramo-nos sempre do desporto. É realmente este o caso em que mais usamos este modo de disparo, quer por uma questão de rapidez, mas também pelo constante movimento do objeto. Por exemplo, ao fotografar crianças, pela sua constante habilidade em “não estarem quietas”, muitas das vezes é utilizado este modo de disparo…

 

Modo de Programa

Este modo é um pouco menos avançado que o automático. Aqui, o fotógrafo consegue alterar algumas configurações mas poucas. É possível, por exemplo, controlar a exposição e o balanceamento de brancos, mas a relação “velocidade vs diafragma” é calculada de forma automática.

 

Em resumo, para cada tipo de fotografia, ou para cada situação particular, existe sempre um modo de disparo que nos permite ter mais controlo da máquina ou, por outro lado, libertar-nos para que nos preocupemos com questões como o enquadramento e com a “altura ideal” para disparar.

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