GUIAS RÁPIDOS

Levitação!

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A arte da fotografia leva-nos onde quisermos, a seguir os nossos sonhos e a sermos ilusionistas na nossa própria história. Usamos técnicas e equipamento mais ou menos sofisticados para demonstrar uma ideia pré-concebida ou para relatar um acontecimento digno de registo. Catapultamo-nos para outros lugares, para outros ambientes, retocamos elementos para reforçar uma envolvência, brincamos com formas e cores para nos tornarmos um pouco mais originais. Conseguimos coisas, graças à tecnologia, que de outra forma exigiriam muito da nossa própria capacidade física.

Em criança todos sonhamos ser um super-herói e, com isso, ter a capacidade de voar. Através da fotografia tudo é possível, mas captar um movimento irreal torna-se “falso”; o mesmo não se aplica à magia da levitação! A tranquilidade do ato, quando associada a um local que lhe toque em sintonia, torna uma imagem perfeita. Vamos então desvendar o processo de construção de uma sessão de levitação.

Dependendo da complexidade que quisermos impor na imagem, a dificuldade varia. Quantos mais elementos tivermos, mais tratamento teremos de dar à imagem. Senão reparem… vamos desconstruir esta imagem

 

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Levitação – Imagem final

 

Todo o processo se resume em 3 etapas. Antes de tudo é importante escolher o cenário e a posição que o sujeito vai assumir na fotografia. A levitação pode ser com o indivíduo deitado, sentado, de costas, a correr, …. essencialmente de qualquer forma! Como não nos é fisicamente possível manter esta posição senão com auxílio de alguns elementos que nos forneçam o suporte necessário, a primeira etapa é captar a imagem principal, do sujeito/indivíduo com os respetivos suportes.

 

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Levitação – Captação do “sujeito”

 

A segunda etapa é captar a fotografia apenas com o meio envolvente, sem qualquer tipo de apoio nem tão pouco o indivíduo.

 

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Levitação – Captação do meio envolvente

 

Por último, na terceira fase ou etapa, recorremos a um computador para a edição de imagem. Sem entrar em muitos pormenores, a ferramenta a utilizar é o Photoshop ou outra que permita trabalhar fotografia por camadas (layers). Assim, abrimos as duas fotografias sobrepostas, com a fotografia do indivíduo à frente e, com recurso a ferramentas de corte (ou borracha), vamos apagando cuidadosamente todos os elementos em excesso. Neste caso, ao apagarmos a cadeira e os braços do assistente, e porque as fotografias estão colocadas com uma sobreposição perfeita, a sensação obtida é a da levitação…! Alguns truques de edição deverão posteriormente ser adicionados, como o caso de uma sobra do corpo no chão, tornando mais real a imagem final, mas em traços gerais o processo é o apresentado.

De notar que é imperativa a utilização de um tripé e de um disparador. Estes dois elementos permitem que as duas (ou mais) fotografias sejam captadas sem que haja qualquer alteração na posição da máquina. No caso de não termos auxílio, é importante que utilizemos a função de temporizador da câmara para termos tempo de nos colocarmos em posição.

Quanto mais natural estiver o sujeito, mais real parecerá a situação, ou seja, importa que não se capte a essência dos elementos de suporte. Assim, é preciso minimizar a sua presença através de uma posição mais natural e fluída do sujeito. Se a isto adicionarmos alguns outros elementos em levitação poderemos reforçar a ilusão de que a fotografia é real e que foi captada no momento exato.

 

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