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Houve casamento … com a Fragmáticos!

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Não voltei a casar; muito menos com uma empresa. O que se passou é que aquele casamento ao qual fui convidado para fotografar, .. já foi! E correu muito bem…

Todos, a certa altura, pretendem experimentar coisas novas. Para nós, fotógrafos, é normal sermos assediados com propostas irrecusáveis. Fotografar um casamento não estava nos meus planos, mas depois de tanta insistência, lá tive de ceder..

O casamento é algo irrepetível e por essa razão nunca me dediquei à causa. O receio de falhar sempre me levou a poder optar por outras áreas de menor perigo. Uma vez falhado, o sucesso fica comprometido. Por outro lado, correndo bem, a publicidade é enorme.

Nunca me preocupei em saber fotografar casamentos. Os momentos mais importantes, os detalhes mais escondidos e as emoções à flor da pele sempre me passaram despercebidos. Gosto de ver fotografia e a área dos casamentos é, por acaso, uma área onde perco algum tempo. Assim, talvez fosse fácil fazer o mesmo que os outros fazem.

Trabalho de Casa

Tenho o meu estilo próprio; gosto de inventar. Como eu, outros colegas de profissão usam a imaginação e a capacidade de improviso para fotografar noivos.

É importante não agirmos com surpresa e isso só é possível se o que nos aparece perante os olhos não for novidade. O melhor que fiz foi … estudar! A inspiração vem de muitos lados, mas as Redes Sociais têm uma preponderância inflacionada. O instagram foi o meu principal aliado. Contas de fotógrafos como Gilmar Silva ou Robison Kunz foram uma verdadeira fonte de inspiração para o que estava para vir.

Não obstante o internacionalismo da pesquisa, fontes nacionais como as de Miguel Lemos, Álvaro Miranda, Menino Conhece Menina, Hugo Coelho, entre outros igualmente importantes foram fundamentais. Ver o que está a ser feito pelo mundo fora faz com que nos alertemos para a necessidade de alguns registos diferenciadores.

Equipamento

Muito do que aprendi nas pesquisas e nas entrevistas que outrora publiquei aqui na FOTOGURU, foi que o equipamento é importante. Não é o equipamento que faz a fotografia, mas em certas alturas ajuda. Neste caso, as lentes prime foram uma das indicações obrigatórias do Álvaro Miranda. O flash é igualmente uma ferramenta imprescindível para quando a noite cai…

Para isso, e porque não tenho tudo o necessário para estar perfeitamente à vontade, contei com a parceria da Fragmáticos. A empresa de aluguer de material fotográfico ajudou-me com uma Canon 85mm f/1.2 L II e um Speedlight 470EX-AI, o supra sumo da Canon.

Este flash é tão inteligente que regula a posição de acordo com a melhor iluminação. Depois de analisar parâmetros como a distância para o objeto (os noivos, neste caso) e para a parede, mesmo alterando entre “paisagem” e “retrato”, a cabeça do flash… roda automaticamente.

Retirada do site oficial da Canon

Bom demais para quem nunca (sim, eu confesso) tinha utilizado flash.

Os preparativos

Como forma de contornar a falta de experiência, combinei com os noivos em fotografar tudo o que pudesse com antecedência. Recolhi os acessórios de cada um deles, escolhi um lugar diferente para Ele e para Ela e fotografei. Posteriormente foi vez de fotografar o noivo.

Alguns registos de pormenores como havia visto nas minhas pesquisas, incidiram sobre os sapatos, botões de punho e outros adereços masculinos típicos do evento.

Deu para perceber quão importante é ter tempo e capacidade de raciocínio. Acredito que no próprio dia nºao teria conseguido este tipo de resultados.

O Dia D

No dia do casamento o andamento é frenético. Temos de ser os primeiros a chegar e os últimos a sair. Depois da cerimónia roubei os noivos para algumas fotografias da praxe. A quinta onde foi o Copo de Água não tinha grandes espaços onde pudéssemos fotografar à vontade. Assim, em cerca de meia hora, resolvemos mais esta questão.

Depois foi o normal… A chegada dos noivos, o brinde, as fotografias da praxe com os convidados, o “bailarico” e o abrir do bolo.

Durante a cerimónia houve ainda lugar para o tratamento rápido de algumas fotografias. Como não fui com o portátil, o processo foi mesmo levado a cabo com o telemóvel. O Alcatel 5 cumpre! Uso-o muitas vezes para captar alguns momentos, mas também para tratar fotografias para as Redes Sociais.

Os noivos escolheram algumas que me pediram para distribuir no momento. Foi o que fiz… Com recurso ao SnapSeed, foi fácil permitir que publicassem uma ou duas fotografias do seu grande dia, naquele preciso momento.

No final foram quase 2.000 fotografias em bruto para tratar.

 

Fotografar casamentos pode ser um Bicho de 7 Cabeças. Em certa forma ainda continua a ser, mas foi desmistificado o tabu existente. Sempre que me solicitarem, será esta uma das áreas que terei prazer em fotografar. É impensável a gratidão e o conforto que sentimos no final de presenciar o Dia Mais Feliz de dois seres humanos!

 

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