GUIAS RÁPIDOS

Hábitos a abandonar… JÁ!


Tempo de Leitura: 4 minutos

Temos vindo a falar de muitas formas de incentivar, evoluir, lucrar e divertirmo-nos com a fotografia. Contudo, há alguns aspetos que devemos abandonar de imediato. Todos temos hábitos, herdados ou naturais que nos tendem a facilitar a execução de qualquer tarefa. Atos impensados, resultantes de ações repetidas, levam-nos a abreviar ou descurar tarefas que, a longo prazo, nos trariam melhores resultados.

As vantagens tornam-se óbvias depois de as conseguirmos. Ainda assim, caso não tenhamos os cuidados para contrariar certos hábitos, podemos perder imenso tempo em busca da solução para o nosso problema. A evolução é algo natural, desejada e trabalhada. Muitas vezes não a conseguimos em “tempo útil” ou tão rapidamente como desejaríamos, por culpa dos maus hábitos que praticamos. Na fotografia, como em todas as áreas, não pensamos que pequenas coisas possam ter tanta influência no resultado final; eis algumas que deves abandonar:

 

Não teres sempre uma câmara por perto

Contra mim falo… Nem sempre tenho comigo a minha DSLR, mas também nem sempre é possível. A não utilização da câmara fotográfica está em primeiro lugar para a não progressão na tua carreia fotográfica. Amadora ou profissional, o importante na fotografia é a experimentação, a utilização regular. Só se é fotógrafo … fotografando. Raros são os casos de iluminados que aprendem tudo sem nunca “tocar”. Seja DSLR de entrada ou profissional, uma point and shoot ou o smartphone, o importante é teres um dispositivo que registe imagens. Obviamente que quanto melhor o equipamento, melhor a perceção de erros e tendência para os corrigir. Ainda assim, “quem não tem cão caça com gato” e se tiveres de usar apenas o smartphone, … força!

 

Horários e hábitos domésticos

É tãããããooooo bom ficar no sofá, depois de deitar os miúdos, a ver televisão. Recuperarmos algum tempo que não tivemos durante o dia. Contudo, a prática de horários tardios em nada ajudam a fotografia. O início do dia tende a ser mais proveitoso. Fotografar locais vazios (ou com menos gente), ainda assim com luz natural só te vai ser possível se te levantares cedo. Uma visita à praia para fotografares as gaivotas na areia, sem qualquer pegada que foram entretanto apagadas pelas ondas… Inúmeros exemplos poderiam ser aqui apresentados, mas o melhor de todos é a tua disposição. Acordas cedo, bem sei.. custa a todos, mas estás fresquinho(a)! O cansaço ficou na cama ou no duche matinal. O resto, é só dar asas à tua imaginação. Verás a quantidade de oportunidades para novas fotos que tens vindo a perder.

 

Sujidade, sensores e qualidade de imagem

É com a troca de objetivas que permitimos que a maior sujidade se entranhe no sensor da máquina. Normalmente fazemo-lo rapidamente, mas nunca de forma ponderada e preparada. É importante que tenhas já a “nova” lente com a tampa traseira desapertada (mas ainda na lente) e que trabalhes com as duas mãos. Ao soltares a lente do corpo da câmara deverás ter já a outra objetiva pronta para colocar e, logo de seguida, tapares o encaixe da lente que acabaste de tirar. Entretanto, tudo isto deve ser feito sempre com o corpo da máquina voltado para baixo. O pó e a sujidade tende a descer e nunca subir… Caso te seja possível, procede à troca de objetivas num local fechado; seja ele um casaco ou até mesmo uma mochila. De qualquer forma, é sempre conveniente incluíres uma revisão e limpeza ao sensor (e às lentes) nos teus hábitos diários. Minimizas o ruído incluido nas fotografias e aumentas a durabilidade do equipamento.

 

Focar numa imagem apenas

O fotógrafo deverá ter visão periférica. Estás num spot que te permitirá uma imagem fantástica? E se olhares um pouco mais para o lado ou até mesmo para trás de ti? Não invalidando a imagem que tens pensada e que sabes ser obrigatória, muitas situações surgem no inesperado. O reflexo do pôr do sol numa parede de um prédio ou nos olhos de quem te acompanha… Poderás estar a perder outra grande fotografia ou simplesmente uma fotografia boa… Em qualquer um dos casos é uma fotografia que perdes. Restringires-te apenas ao óbvio não invalida a tua qualidade, mas prejudica a tua evolução.

 

Chimping

Quem está na fotografia sabe do que falo. O termo descreve a ação de estar constantemente a confirmar a fotografia que acabamos de tirar. A qualidade da fotografia não melhora nem piora, mas podes estar a perder tempo precioso para captar outra imagem. Os bons momentos, principalmente nos eventos sociais e fotografia de rua acontecem à distância de um instante. Tão rapidamente tiras uma “capa de revista/jornal” como ficas com uma fotografia tipo “shhhhhiiiiii, foi por um bocadinho…”. Confia nos teus instintos, tira mais que uma fotografia de cada vez e escolhe a melhor no final. Os hábitos ganham-se através da repetição, da insistência. Quando perdes um hábito mau, é um bom que estás a ganhar!

 

Confiança

A menos que estejas a fazer um trabalho contratado, onde tens de agradar o cliente, fotografa para ti. Estabelece os limites para a sessão e cumpre-os na medida do possível. Sê o teu próprio cliente e crítico. É importante a opinião dos outros, mas a tua é a mais importante. Quanto mais pessoas tiveres a dizer bem do teu trabalho, maior é a probabilidade de ele ser realmente bom. Agradando a mais gente é significado que é mais passível de sucesso. Contudo, não esperes que sejam (apenas) os outros a classificar o teu trabalho. Fazer o que gostamos e como gostamos é meio caminho andado para uma evolução saudável. E não, a confiança não impede a progressão. Ser confiante não significa que te devas acomodar, antes pelo contrário. É um nível de qualidade ao qual já estás habituado e sabes que cumpres. O que vier a mais é bónus, … aproveita!

 

Sem grandes novidades, estes poderão ser alguns dos hábitos aos quais estavas habituado(a). Reflete e pondera o nível de dependência ou abstração que tens perante cada um deles, e corrige. Para “cima” ou para “baixo”, ajusta e ajusta-te perante os cenários, ocasiões e equipamentos. Evolui! Vais ver a naturalidade com que o vais conseguir ser-te-á surpreendente. E acima de tudo DIVERTE-TE! (é para isso que estamos cá todos…)

 

 


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