DIY GUIAS RÁPIDOS

Fotografia aérea

Com a evolução tecnológica o número de opções e alternativas aumenta, independentemente do tema ou da área que estamos a falar. O mundo da fotografia, para não destoar, segue o mesmo rumo… Se surge um equipamento profissional com determinadas características, logo a seguir aparece um mais amador que poderá compensar se analisarmos o binómio preço/qualidade (e considerando que a sua utilização não será a profissional, obviamente).

Acontece com todo o tipo (ou área) da fotografia… As bridge poderão fazer algum do trabalho das DSLR, as GoPro têm agora marcas mais “fracas” a competir em qualidade e em preço, e os drones ….. passam agora a ter um concorrente de peso!

A fotografia aérea popularizou-se com o aparecimento dos drones. Aquelas máquinas voadoras que deliciam pequenos e graúdos, quando com equipamento especifico, podem ser uma excelente fonte de captura de imagens. No seguimento da sua popularização existem já concursos fotográficos especificamente criados para avaliar as fotografias captadas lá do alto. Desde há sensivelmente 2 anos a esta parte, os drones cresceram em qualidade e em variedade, tendo passado a fazer parte de qualquer “lista de Natal” que se preze. Contudo, o preço faz com que este seja um brinquedo proibido para muitos, ou pelo menos supérfluo, adiando temporalmente a sua aquisição.

Lembro-me ter “tropeçado” num artigo que me fez repensar e redesejar poder tirar fotografias aéreas. Vi alguém que, de forma engenhosa, acoplou uma câmara fotográfica a um papagaio… Sim, os famosos e saudosos papagaios de papel também já evoluíram e agora são construídos com estruturas mais fortes e resistentes, permitindo assim assegurar, ou melhor, minimizar o risco de estragar uma maquina que por muito barata que tenha sido, custou sempre mais do que 50€. Logo de imediato surgiram variações e versões mais – e menos – profissionais. Apareceram soluções com telemóveis, mas também com DSLR. Na minha opinião, tudo depende do grau de loucura que estivermos a assumir na altura da montagem do equipamento.

Obviamente que a instalação de qualquer câmara fotográfica e/ou aparelho que permita a recolha de imagens exige estrutura tanto mais forte quanto mais pesado for o dito equipamento. Assim, é impossível apresentar aqui uma “receita” que não passe por algumas indicações mais genéricas, sujeitas a adaptações posteriores para maximizar a estabilidade e segurança do material.

  1. O papagaio, que agora se passou a chamar kite, deverá ser resistente. Numa qualquer loja de desporto poderemos encontrar várias soluções, para vários preços;
  2. a máquina (ou telemóvel) deverá está fixo a uma barra (no exemplo foi usada uma barra de alumínio, por ser mais leve) de forma a minimizar a possibilidade de se soltar e evitar a consequente queda;
  3. Entre a estrutura onde assenta a câmara fotográfica e o próprio kite deverá haver um mecanismo intermédio para que a estabilização da câmara (fruto do seu peso natural) não prejudique a qualidade do voo;
  4. um qualquer sistema que permita “disparar” a máquina. Aqui podemos contemplar um disparador à distância (radiofrequência) ou até programar a câmara para fotografar repetidamente a cada “x” segundos.

As imagens que se seguem visam ilustrar o referido anteriormente e são da autoria de Maciej Pietuszynski e Wlodzimierz Marcin Zaworski, dois fotógrafos internacionais baseados em Dublin, na Irlanda.

kap-101-04Sistema de fixação da câmara fotográfica, neste caso uma DSLR

kap-101-19O sistema de estabilização da câmara e a não interferência com a qualidade do voo do Kite.

kap-101-18A fase final de todo o processo, já com o Kite a levantar voo

kap-101-15Um exemplo de uma fotografia recolhida com o sistema apresentado

Será um projeto que ficará em stand-by, mas que vai ser com toda a certeza colocado em prática. Esperemos pela melhor altura. E vocês, seriam capazes de recriar esta alternativa para fotografia aérea? Partilhem aqui o resultado da vossa experiência.

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