GUIAS RÁPIDOS

Fotografar sequências de ação

Michel Anthony Murphy

A fotografia é uma arma poderosíssima! As técnicas de aprendizagem variam de pessoa para pessoa, de formador para formador. São tão simples que, apenas recorrendo a alguns bancos de informação online (youtube, google, …) é possível desenvolver uma aprendizagem suficientemente sólida para permitir uma evolução autodidata. … de resto é uma questão de visão e imaginação!

Tenho vindo a defender a teoria que a fotografia apenas está terminada depois da pós produção e este artigo é um dos que reforça esta corrente teórica. À semelhança de outros anteriores, a possibilidade de captar sequências de ações na mesma fotografia apenas é possível com recurso a software de edição de imagem como o Photoshop, OnOne, Pixlr, GIMP ou outro com capacidade de edição de layers (camadas).

A preparação para a captação é essencial. Com recurso a um tripé, temos a certeza de que conseguimos ter sempre a mesma imagem de fundo onde apenas muda o indivíduo. Seja ele um futebolista, esquiador, skater, tenista, um avião, carro, ou outro objeto em movimento, o importante é que haja uma sequência e uma ação de deslocação. Um disparador é algo que poderá igualmente ser benéfico, pois evitamos pressionar o botão de disparo e, com isso, criar algum tipo de movimento na câmara. É importante que escolhamos o modo de disparo contínuo (burst) para captarmos o maior número de fotografias possível, durante a ação; tudo o resto é “trabalho de casa”.

Imaginemos que estamos a fotografar um esquiador e que, de 10 ou 15 fotografias que tiramos, escolhemos as seguintes 5:

Fotografias para criação de sequência de ação

Fotografias para criação de sequência de ação

Com a seleção das fotografias feita, e sem qualquer edição fotográfica, abrimos o Photoshop e com ele todas as fotografias (neste caso as 5). De seguida, colocamo-las em layers (uma fotografia por layer) e alinhamo-las para que a posição dos elementos “mortos” seja coincidente. Assim, árvores, montanha, terreno e todos o elementos não sujeitos a movimento ficarão perfeitamente sobrepostos. Esta ação é facilitada pela utilização do tripé e pela imobilização da câmara durante toda a duração de disparos!

Para cada imagem/layer criamos uma máscara que mostre apenas o esquiador. Assim que tivermos executado este processo em todas as fotografias, teremos uma imagem completa com as várias “etapas” do movimento.

sequência (imagem) final

sequência (imagem) final

De modo a manter a coerência da(s) imagem(ns), a edição fotográfica deverá ser feita apenas no final. Aqui, já com a fotografia final montada, deveremos então proceder à correção de cores, balanceamento de brancos, nitidez, ruído, luminância, contraste, etc.

Em boa verdade, o conteúdo deste artigo e do anterior sobre levitação pouco varia. Tecnicamente o procedimento é o mesmo com algumas variantes: aqui temos mais fotografias de base e o objetivo é colocar objetos de umas fotografias “temporárias” numa fotografia final; enquanto que no exemplo da levitação o objetivo era retirar informação de uma fotografia original (usando uma secundária para sustentar a área removida, criando o efeito de ilusão).

Como podem constatar, dois exemplos aparentemente distintos usam uma mesma técnica de pós produção. Considerem um registo mais artístico, mais elaborado, mas nem por isso deixa de ser “fotografia” e deixa de ter o seu valor. O que conta é o resultado final! Todos apreciamos um bom filme e não lhe retiramos crédito ao sabermos que maior parte (se não todos) dos “efeitos especiais” são desenvolvidos em estúdio, em pós produção. Esta é uma vantagem da fotografia digital; tiremos partido dela!

Boa semana, bom ano de 20q6 e boas fotografias!

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