INSPIRAÇÃO SMARTPHOTO

Foodography, porque os olhos também comem

O universo da fotografia é tão vasto quanto quisermos. À medida que os tempos avançam e que o número de fotógrafos (qualquer tipo de fotógrafo, seja profissional ou amador) aumenta, criam-se grupos de interesse focados em temas específicos. Há os fanáticos pela moda, pelo desporto, pela velocidade, por paisagens, etc. Criam-se termos como smartphotography  ou iphonography chegando até à foodography. Existe praticamente uma palavra para qualquer tipo de fotografia, composta pela primeira parte que se refere ao objeto que estamos a fotografar (ou com o qual fotografamos) seguido de “graphy” como que evidencindo o facto de estarmos a falar de fotografia.

Se considerarmos a nova moda de fotografar com telemóvel, os termos são facilmente descodificados, permitindo uma assimilação lógica do conceito. Assim, e pela lógica, foodography é o ato de fotografar… comida! Podia ser outra coisa qualquer, mas no caso que aqui vos trago, é a fotografia de comida que está cada vez mais em voga.

Mesmo que de uma forma impensada, é praticamente obrigatório fotografarmos o prato antes de de começarmos a comer. Primeiro porque se tornou hábito fotografar “tudo”, depois porque queremos mostrar aos nossos amigos do facebook qual vai ser a nossa refeição (como se eles tivessem muito interessados em saber) e depois porque gostamos de ficar com recordações dos momentos que nos preenchem (e saciam). Ou seja, vistas bem as coisas, há mais food photographers do que realmente se pensa e assim sendo, parece-me um tema realmente interessante.

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Foodography – A fotografia de comida

Como em outras áreas da fotografia, existem especialistas em foodography que têm vindo a desenvolver presenças na internet de uma forma sólida, com cada vez mais seguidores. De acordo com o site TopTenty, já foram encontrados os 10 melhores fotógrafos de comida do mundo. Neste artigo podem ver-se algumas das mais incríveis produções gastronómicas que jamais ousaria imaginar. Não obstante da qualidade do chef, o fotógrafo tem de conseguir captar a essência do prato.

Quando falamos em fotografar desporto ou pessoas, acaba por tornar-se mais simples identificar detalhes de personalidade. Gestos, olhares, expressões faciais ou corporais atribuem ao indivíduo uma caraterística mais ou menos agressiva ou afetiva. No caso da fotografia de comida, o desafio está em cativar o desejo de degustação.

Restaurantes e cafés começam a perceber que a fotografia é uma forma fácil de cativar potenciais clientes e recorrem (ainda que a nível amador) à foodfotography. Com a facilidade de acesso a um qualquer smartphone e a uma aplicação fotográfica são recolhidas imagens de todos os pratos (incluindo bolos e sobremesas) que vão sendo confecionados, de modo a criar uma base de dados multimédia que lhes permita alimentar site e redes sociais. Nestes casos, o cuidado e a perceção costumam ficar aquém do desejado pois as noções básicas de fotografia e composição não estão presentes.

Há todo um conjunto de novas ferramentas que podem facilitar o trabalho de um fotógrafo de comida, e quando começamos a ver que são criadas soluções especificamente para este tema, percebemos que a sua grandeza não deve ser mais ignorada. Têm noção do conceito de “fundo infinito”, na fotografia convencional? É aquele fundo (pano, papel ou outro qualquer material) que percorre uma área vertical e, em curvatura, continua para uma área de “chão” (base)… pois bem, a foodography ganhou o LIMBO.

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Limbo, o prato para foodography

O LIMBO é um prato especificamente desenhado e desenvolvido para a foodography. Uma criação do restaurante Catit and Carmel Winery, de Israel, que decidiu melhorar a qualidade das fotografias que os seus clientes tiravam aos pratos servidos. Assim, não só como forma de fomentar esta nova tendência fotográfica, ficam marcados pela publicidade e pela originalidade da criação. Aliando a simplicidade da fotografia por smartphone a um “mini-micro estúdio”, este restaurante aumentou a reputação que, até então, se cingia à qualidade da confeção gastronómica.

Para os que ainda procuram um lugar ao sol no mercado da fotografia, e desde que controlem o apetite, esta pode ser uma excelente saída. Um nicho de mercado, é certo, mas com forte potencial num futuro próximo.

 

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