OPINIÃO

É Falso!!! … e vamos sendo enganados

“É falso!” … e associado a isto nasce todo um conjunto de sentimentos e revolta que nos deixam completamente destornados. Ninguém gosta de ser enganado, mas infelizmente, no mundo em que vivemos, o “jogo” é ganho por quem mais enganar os outros. Bancos, governos, …. sei lá! Anda meio mundo a enganar o outro meio.

A busca do lucro fácil permite desenvolver a capacidade de inovação. Uns usam-na para o bem, mas há os que a usam para o mal. Uns empreendem (adoro as palavras que estão na moda!!) e outros tornam-se profissionais de atividades “paralelas”.

Na fotografia há muita forma de ganhar dinheiro,mas nem todas são fáceis nem imediatas. Como o mercado começa a estar sobrelotado é preciso aparecer, mostrar trabalho e fazer com sejamos notados. Assim, o mais direto e imediato é participarmos em concursos fotográficos; mas como nem tudo são rosas, devemos ter cuidado para não cairmos na esparrela de participarmos em concursos falsos!

A primeira vez que me deparei com esta situação pensei: “Concursos fotográficos falsos? Como será isso possível?” mas depois percebi que há alguns em que cada participante tem de pagar para participar. Dizem eles que esta condição permite seriar a qualidade dos participantes, eliminando automaticamente os que participam só por participar, sem qualquer esforço. Mas quando pagas, não!! Quando pagas tens mais cuidados; quando pagas refinas as tuas escolhas… Esta prática existe, e existe em concursos de renome internacional como os da National Geographic por exemplo. Não estou contra o facto de termos de pagar uma inscrição ou à peça (por cada fotografia que submetamos a apreciação do júri), mas sim contra os que usam este mesmo estratagema para que usurpem dinheiro e obriguem à participação num evento falso.

Sempre que um concurso é falso, é comum haver um júri constituído por elementos totalmente desconhecidos, uma vez que os “famosos” não entram em esquemas arquitetados para roubar dinheiro. Como a compensação é, normalmente, monetária as inscrições deverão ser baixas para que o número de inscritos seja elevado, mas suficiente para pagar os prémios e ainda ficar com algum (de lucro). Mesmo com os concursos de entrada gratuita, é comum não sermos selecionados. Posteriormente recebemos um qualquer email da organização a dizer que “embora não tivéssemos sido escolhidos para a fase final e, por conseguinte ganho o concurso, o júri gostava de incluir as nossa fotografia num livro que será editado no final. Para tal, agradeciam que pudéssemos contribuir com X€ para cobrir as despesas de edição”. Considerando que, tal como com a nossa candidatura, outras aleatoriamente escolhidas serão contactadas. Certo é que o valor total deverá cobrir a edição de um livro (de fraca qualidade) fazendo sobrar algum extra que reverterá para o organizador do falso evento.

Sempre que participarem num passatempo ou num evento, façam uma pesquisa… Vejam quais são as entidades envolvidas, peçam garantias, estudem o background dos elementos do júri e analisem a sua credibilidade. Talvez desta forma consigam minimizar a probabilidade de serem enganados.

 

 

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