ENTREVISTAS

Entrevista a … João Carlos

(fotografia de Didier)

João Carlos é um fotógrafo de publicidade, moda, retrato e diretor de fotografia. Filho de pais portugueses, nasceu em Nova Iorque. As suas explorações artísticas começaram nas áreas de pinturas e belas-artes. Estudou em Lisboa, no Ar.co – Centro de Arte e Comunicação Visual, onde foi finalista em 2009. Um ano mais tarde ganhou o “Hasselblad Masters Award”, um prestigioso reconhecimento de talentos fotográficos extensivo a candidatos emergentes e já estabelecidos. Integra a “SanDisk Extreme Team”, “Westcott Top Pro”, é embaixador da “Koylab”, “3 Legged Thing Pro” e é membro da “G-Technology G-Team”. Pertence, também, à Federação de Fotógrafos Europeus (FEP). Atualmente tem o seu estúdio sedeado em Lisboa, e trabalha a partir dele para todo o mundo, viajando para onde a sua arte o leva.

1. Trabalhas “by the book”, ou gostas de inovar e experimentar técnicas novas?
Embora tenha já 15 anos de carreira como fotógrafo, considero que estou sempre a aprender coisas novas. As tecnologias avançam e as técnicas tendem a acompanhar essa evolução pelo que temos de procurar novas técnicas, reinventando-nos. Portanto, e respondendo à pergunta, acho que estou sempre a inovar e a renovar.

2. Quando não sabes o que vais fotografar, qual é o equipamento que usas? 
A priori eu estou sempre preparado, tento sempre estar informado sobre aquilo que vou fazer e tento sempre levar o material que se possa adequar ao caso, mas quando não sei o que vou fotografar tenho sempre um kit base preparado. Levo a Fuji X-T1 Silver Edition com as lentes, Fujinon XF Super EBC 14mm f/2.8 , a Fujinon XF Super EBC 27mm f/2.8 , a Fujinon XF Super EBC 35mm f/1.4 , e a Fujinon XF Super EBC 56mm f/1.2 , um Apple Macbook Pro de 13 polegadas que tem dois Sandisk SSDs  e ainda dois G Drives ev ATC de 1 Terabyte; levo cartões SD da SanDisk Extreme Pro. Prefiro cartões SD aos CF porque são mais fiáveis. Para iluminação levo o meu kit da Profoto B2 Off-Camera flash. Se for fazer video levo também o meu kit de Icelights da Westcott.

3. O que fazes quando precisas de algum acessório que não tens ? Não fotografas ou tentas improvisar? Podes exemplificar?
Eu nunca deixo de fotografar – venha o que vier – mesmo que esteja a chover! Se  estamos num shoot, nunca paro de fotografar; se tiver que improvisar improviso! Por exemplo, se eu precisar de um snoot e se não o tiver, posso pegar num grid e enrolar cinefoil e consigo criar um snoot; posso usar luzes de natal para criar um fundo luminoso com bokeh (desfocado). Precisei, uma vez, de umas luzes pretas para fazer uma campanha publicitaria; tive que ir a loja de ferragens e comprei uma luz preta e uma luz fluorescente e substitui a lâmpada por uma lâmpada preta. Dou sempre a volta contornando as dificuldades.

4. Que software usas para o processamento fotográfico? Que software gratuito aconselharias?
Hoje em dia, 80% do meu pós-processamento fotográfico é feito com software da Machphun, nomeadamente o Tonality Pro, o Snapheal Pro , o Intensify Pro e o Focus Pro. Para video uso o FilmicPRO, que é uma aplicação exclusiva iOS, e o Magisto que e uma aplicação de edição de video, tanto para iOS e para Android.

5. O que é que gostavas que te tivessem ensinado antes de teres começado a fotografar, e só aprendeste mais tarde, às tuas custas?
Nada! Todas as dificuldades que eu tive, todas as barreiras que eu tive que ultrapassar, levaram-me até ao sítio onde eu estou hoje, e se me tivessem ensinado mais cedo o meu percurso não teria sido este. Hoje em dia é mais fácil aprender! Existe a internet e a quantidade de informação disponível é imensa. Quando eu comecei a fotografar, há 15 anos atrás, não havia tanta informação disponível. Existem muitos mais cursos, muitas mais palestras e workshops…

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