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Captar a atenção dos “Pequenos Ditadores”

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Fotografar crianças tornou-se parte do meu dia a dia. Não por ter (apenas eu) 3 Pequenos Ditadores, mas porque são algo que me fascina tanto como desafia. Captar-lhes a atenção, isso sim, é tarefa difícil, mas não é impossível.

Talvez pareça básico, mas fazer com que uma criança se sinta à vontade em frente a uma câmara é mais difícil do que “encontrar uma freira numa discoteca” (sem nenhum desrespeito religioso de qualquer espécie). Fazer com que nos obedeçam é quase ter de dizer exatamente o contrário do que queremos. Contudo, não podemos arriscar… não vão eles perceber que estamos a ser irónicos e não destroem mesmo o estúdio.

Aidante! Por norma gosto de fotografar ao ar livre, pelo que a questão da destruição do estúdio não se coloca, mas também não resolve o meu problema. No último “Give Away” que fiz por altura do Dia da Mãe, a criança estava tão irrequieta que optei por uma abordagem mais descontraída.

Falei com ela e fi-la compreender que a câmara não é nenhum “bicho papão”, que não magoa! mas captar a atenção não é assim tão fácil e imediato.

Comecei a fotografar a mãe. Uma foto, uma pose! Íamos falando e a criança ia-se aproximando da ação. Aos poucos conseguimos com que a curiosidade se apoderasse dela e fizesse com que quisesse participar. Afinal de contas a própria mãe estava radiante, ao ser fotografada. Não obstante de termos, inclusivé, pedido para que saísse da frente, a força da contrariedade fazia com que, cada vez mais, estivesse presente.

Com muita paciência lá conseguimos que começasse por fazer algumas “palhaçadas” para mais tarde ser totalmente incluída na sessão. Captar a atenção de uma criança – ainda por cima vindo de um estranho – não é fácil, mas é possível. No final, a empatia gerada deu frutos e a sessão correu pelo melhor.

 

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