OPINIÃO REVIEWS

Submetes a avaliação das tuas fotografias a um computador?

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A avaliação do trabalho revela a probabilidade de sucesso. Com conhecimentos técnicos mais avançados, a avaliação por parte de profissionais poderá não estar ao alcance de qualquer um.

 

Ou conhecemos alguém que tenha o gosto e a amizade para nos ajudar, ou estamos entregues à nossa sorte. Desde que encaremos as críticas de uma forma construtiva, é importante perceber quais os pontos principais onde podemos, e devemos, melhorar. A avaliação de cada fotografia pode tornar-se rapidamente um processo monótono e facilmente escusável (passível de haver desculpas para a não execução do mesmo).

Façamos analogia aos críticos de arte… Não estou a ver que executem este tipo de trabalho na base do agradecimento. São pagos, e bem pagos. A avaliação de um qualquer trabalho resulta de uma profunda evolução em termos de conhecimentos técnicos e estéticos, incluindo enquadramentos socioeconómicos e outros que para o comum dos mortais se revestem de uma total inutilidade. Ainda assim, todo o investimento e dedicação deve ser compensado pelo que, naturalmente, os críticos de arte fazem-se cobrar.

É normal que um qualquer artista possa revestir-se de crítico e fazer a sua própria avaliação. Mas sendo assim, não estará a ser tendencioso e sobrevalorizar o seu próprio trabalho? É por isso que existem entidades totalmente autónomas e imparciais para esse tipo de trabalho. Com a fotografia, tudo se passa mais ou menos da mesma forma, mas num expoente maior. Há mais fotógrafos que pintores e escultores, bem como o processo criativo dura bastante menos tempo; logo temos mais obras “no mercado” num mesmo período de tempo.

Com os processos de automatização computorizada, parece que aparece uma solução alternativa. REGAIN é uma aplicação web capaz de classificar cada fotografia. Esta nova solução, baseada em conhecimentos de profissionais e transportada para algoritmos de avaliação, pode ser uma enorme ajuda aos iniciantes na fotografia. Analisa cada imagem individualmente e classifica-a quanto aos padrões estéticos, de conteúdo/tema, zona de interesse e deteção de caras.

A título de exemplo, só mesmo para ver do que aqui se estava a falar, peguei na primeira imagem que tinha no ambiente de trabalho. Uma fotografia tirada no Parque da Cidade, aos meus filhos, numa tarde de lazer. Fotografia sem manipulação ou pós produção…

 

captura

 

A avaliação não tarda a aparecer e surge com dois tópicos que me agradaram: “bom enquadramento” e “bom timing”. Sugerindo que o próprio site/programa é sensível às emoções, algo parece estranhamente real. Sugere-me uma qualquer série cómica britânica onde, cada ficheiro enviado é recebido por um crítico de fotografia preso em cativeiro, que é obrigado a fazer uma avaliação sumária no espaço de alguns segundos. Não comento a avaliação apresentada, até porque casos haverá que poderão ser encontradas más interpretações da imagem, mas de uma forma geral, e para o “primeiro encontro”, fiquei bastante agradado.

É óbvio que um processo destes, quando numa sessão fotográfica, não é exequível. É por isso que anunciam algumas caraterísticas para o processamento em massa. Pelos vistos o programa escolhe, de entre várias fotografias semelhantes, a melhor, identifica as fotografias a eliminar e até permite a criação de álbuns fotográficos.

Com pouca informação disponível e pouco tempo para explorar o achado, submeti um pedido de informações mais avançado. Pretendo fazer uma review àquele que me parece ser um “ovo de Colombo” na fotografia digital. Será assim tão espetacular ou é simplesmente a grandiosidade da surpresa e da novidade?

 

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