GUIAS RÁPIDOS INSPIRAÇÃO

10 minutos para o sucesso

O exercício é simples, mas requer repetição. O nosso cérebro está formatado para executar tarefas repetidas, de forma automáticas, sem grande preocupação. Aquilo que inicialmente é forçado, rapidamente se torna banal e espontâneo. Um caminho para o trabalho começa sempre por ser ponderado e requer atenção, mas quando damos por nós, passado algum tempo, vamos em modo “piloto automático” num trajeto que é o oposto ao que pretendemos. 10 minutos por dia podem fazer a diferença. São os 10 minutos que demora o caminho para o trabalho, o caminho para casa, o caminho para o shopping, …. desde que feito regularmente passa a ser mecânico.

Conheço alguns que se forçam a escolher caminhos diferentes todos os dias como forma de não viciar o cérebro. Obrigar-nos a estar permanentemente atentos ao que estamos a fazer tornando-nos menos “máquinas” e mais humanos. Neste caso, o ideal é permitirmos a mecanização do pensamento; neste caso são 10 minutos que nos tornarão melhores e não autómatos.

Retomo a frase inicial “O exercício é simples, mas requer repetição”. São apenas 10 minutos por dia com a nossa máquina fotográfica. Parece muito pouco, mas ao final do mês são cerca de 300 minutos que, no final do ano se convertem em 3.650 minutos. Se a esses juntarmos todos os outros, os que gastamos a fotografar e a usar a máquina fotográfica “normalmente”, podemos contar com muitos minutos com a máquina fotográfica nas mãos. Bem ou mal, temos consciência do que é possível fazer e qual a melhor forma de o fazer. Nem que seja com base na experimentação, mesmo sem conseguimos justificar uma qualquer configuração, o importante é percebermos como funciona. Ainda assim, como auxílio, falarei de 4 ações que devem ser consideradas. Caso não te lembres, ou não tenhas ideia do que fazer durante esses 10 minutos, opta por uma das seguintes opções:

Explora como se de uma criança te tratasses

A única coisa que tens de te lembrar, que as crianças não o fazem, é que existe um botão de “reset”. Posto isto, utiliza a tua criatividade e curiosidade para mexeres na máquina. Esquece os objetivos, esquece o processo de aprendizagem tradicional… mexe, explora e testa, … só porque sim. Tenta configurações diferentes, alterna entre modos e configurações de menu. Fotografa e constata as diferenças. Raras são as vezes que vemos uma criança a socorrer-se do manual de instruções, ainda assim aprendem rapidamente! O segredo está em não considerar erros.. Eles não existem e como tal não serão contemplados. Tudo é possível, tudo é permitido!

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A aprendizagem com base na experimentação

Um dia, um botão (ou uma função)

De preferência tenta perceber o que cada botão (ou função) faz. Lê, inteira-te do assunto e depois testa! Usa todo o tempo (cada um dos 10 minutos disponíveis) para explorar a mesma função. Conjuga-a com outras, mas nunca percas o foco no botão “de hoje”. Experimenta e, acima de tudo, treina. Percebe o que consegues fazer com recurso àquele que, até agora, era apenas mais um botão que servia só para os profissionais fazerem coisas que não interessam muito… Está ciente de que, mesmo não tendo uma memória afiada, rapidamente te vais lembrar que ultrapassaste determinada dificuldade com recurso a um botão, facilitando a sua lembrança e a evolução natural.

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Um dia, um botão. Uma forma fácil para aprender

Insiste na repetição

Talvez a forma mais simples de explicar isto é recorrendo ao exercício de panning. O panning é uma técnica utilizada que, numa linguagem “leiga” e descomplicada, para um objeto em movimento fazendo com que todo o fundo apareça arrastado. Esta sensação de arrasto é que confere ao nosso objeto a sensação de movimento. Na realidade a técnica não é tão complicada como a sua explicação, embora não seja pêra doce… Requer tentativas (para quem não está perfeitamente à vontade com as configurações das máquinas) nomeadamente quanto à velocidade do obturador, bem como ao acompanhamento (físico) do movimento do objeto. Com o avanço não é difícil, mas requer prática, insistência, repetição!

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Panning. O exemplo perfeito para a importância da repetição

Anda sempre com a câmara fotográfica

Nunca sabemos o que nos vai aparecer à frente. Aquela que seria uma simples ida ao cinema poderá facilmente tornar-se numa oportunidade de ouro para fotografar. Pessoalmente ando sempre com a câmara comigo. Certo dia – nunca mais me esqueço, foi no aniversário da minha mulher, no concerto dos James no Meo Marés Vivas – decidi que a deixaria em casa. Esta data seria para celebrar, para viver e aproveitar o momento. Rapidamente cheguei à (triste) conclusão que não parei de pensar na quantidade de fotografias que faria a cada momento do concerto. Passei o tempo todo a arrepender-me de não ter levado a câmara. Nem que a tivesse usado apenas durante o “ditos” 10 minutos, mas o mais provável era ter conseguido captar algum momento que me faria sentir que evoluí na fotografia.

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Traz sempre a tua câmara contigo, ela é a tua melhor amiga

 

O processo de repetição e habituação (através dos 10 minutos diários) farão com que percorras aquele percurso quase que por impulso, de forma impensada. Este automatismo inconsciente permitir-te-á que, através da mesma forma impensada, regules a câmara para a captação de um momento de forma eficaz e, acima de tudo, rapidamente. Não pensas na fotografia, tu vives a fotografia! Quase como quando aprendes a conduzir… primeiro pensas que tens de reduzir e pensas na forma de o fazer; uns tempos mais tarde simplesmente reduzes (ponto final).

 

 

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