GUIAS RÁPIDOS

10 Erros que cometemos em relação à Bateria das DSLR

Grip

É comum que a certa altura não fiquemos satisfeitos com a prestação da bateria da nossa DSLR. Ou porque já tem uns anitos ou porque simplesmente já não dura o que deveria, deixando-nos comprometidos ao final de algumas horas de disparos. Assim, tendemos sempre a comprar um grip com, pelo menos, uma bateria extra. Apetrechamo-nos de gadgets que nos permitam mobilidade e alternativas rápidas e portáteis de carregamento, largando alguns euros que poderiam ter sido canalizados para outras áreas.

Não estou certo de que estas 10 utilizações estejam a queimar a bateria da vossa DSLR; mas com certeza que, sem elas (ou com uma utilização bem mais cuidada), teremos mais tempo disponível para fotografar.

 

1. LCD da câmara

Pode parecer estranho, mas se pensarmos bem é normal que assim seja… O LCD das DSLRs, bem como de quaisquer outras máquinas fotográficas, é uma inesgotável fonte de absorção de energia. É bonito, e útil, podermos ver e mostrar o shot que acabamos de tirar, mas a utilização constante deste elemento prejudica a duração da bateria. Por outro lado, se o utilizarmos para fotografar (o chamado modo de live view) à semelhança dos smartphones ou das câmaras mais fracas – as ditas “point and shoot“, abandonando o óculo para construir a fotografia, comprometemos ainda mais a duração da sessão. Involuntariamente estamos a desperdiçar recursos que nos poderão fazer falta mais adiante.

LiveView

DSLR LiveView

 

2. Zoom

Alturas há em que pensamos que conseguimos atingir o nosso auge fotográfico. Se com o zoom da máquina chegarmos ao alcance de determinado enquadramento estaremos a esforçar a bateria da câmara em prol de uma fotografia. Se nos for possível, em vez de utilizarmos o zoom, aproximemo-nos fisicamente. Não só a qualidade da imagem é mais fiel e, portanto, com maior qualidade, mas também acabamos por poupar recursos da máquina (bateria). Obviamente que este erro é mais comum em câmaras que tenham zoom digital, onde a aproximação da imagem é totalmente mecânica. No caso das lentes com zoom “manual”, esta questão não se coloca.

 

3. Autofoco Contínuo

No caso de termos esta opção ativa, sempre que o objeto “trancado” se mexe, o foco é reajustado para manter a qualidade da imagem final. Cada reajuste força a bateria a despender alguma da sua capacidade armazenada. A menos que estejamos a fotografar desporto ou algum objeto em movimento, evitem utilizar o Autofoco, reduzindo assim o consumo desnecessário de bateria.

 

4. Pressionar o botão de disparo

Este botão, todos sabemos, quando pressionado até meio obriga a máquina a iniciar o processo de focagem automática ao ponto designado. Para estarmos sempre prontos para o melhor shot, nada mais há a fazer do que mantermo-nos totalmente prontos, requerendo total resposta por parte da máquina. Ou seja, independentemente de sermos profissionais ou amadores, fotografarmos em Manual, Prioridade à abertura ou à velocidade, … todos tendemos em cometer este erro. Na sequência do explicado no ponto anterior, o processo de focagem exige muito da bateria. Assim, minimizando a sua utilização desnecessária, aumentamos a autonomia.

 

Captura de Tela 2015-12-14 às 18.15.04

5. Utilização indevida do flash (automático)

Uma das utilizações mais frequentes das máquinas fotográficas é em modo automático. Infelizmente, e por muito que nos custe admitir, existe muita gente que, depois de ter gasto uma maquia considerável numa máquina fotográfica de excelência, a utiliza em modo “verde”. A máquina, nestas circunstâncias, afina as configurações de modo a tirar a melhor fotografia possível. Contudo, não nos podemos esquecer de que são “máquinas” e, portanto, pouco pensam ou analisam alternativas. Sempre que se reconhece um ambiente pouco iluminado, o flash salta e é disparado assim que se carrega no botão. Se por um lado o flash que vem incorporado nas máquinas fotográficas não é o melhor, por não ser direcional e incidir diretamente no objeto, muitas fotografias poderiam ter ficado melhores, caso tivéssemos optado pelo aumento do ISO. O conhecimento da máquina de conceitos de fotografia serão sempre bem-vindos, e esta é mais uma razão para tirarmos melhor partido do equipamento que temos.

 

6. Funções desnecessárias

Por norma, e como as marcas gostam de ativar por defeito algumas funções menos necessárias das máquinas fotográficas, não temos por hábito desativá-las. Avisos sonoros, bips e outras mariquices que de nada servem senão para conforto e facilidade de utilização, são consumidoras de bateria. O próprio sistema de estabilização pode, e deve, ser desativado sempre que fotografamos com recurso a um tripé ou a um sistema de estabilização externo (como uma  superfície plana).

 

7. Deixar a câmara em modo de gravação

Uma das funções mais utilizadas atualmente nas DSLRs é a gravação de video. Nestes casos, e porque este é sempre feito com recurso ao LCD da máquina, o consumo de bateria é elevado. Mesmo quando não estamos a gravar, o modo Stand-By em modo de video recorre à utilização do LCD mantendo o consumo da bateria que, contrariamente ao que se pensa, provém mais da iluminação e do LCD do que do processo de gravação de video propriamente dito.

 

8. manter a máquina ligada

Acontece a todos, até aos mais experientes… Tantas vezes que nos esquecemos de mudar o botão para a posição “desligado” mantendo-a pronta a disparar. Mesmo que entre em modo de stand-by automático, o consumo de bateria nunca é totalmente eliminado criando-se desperdício.

 

9. Fotografar em RAW

Não há bela sem senão, sempre ouvi dizer. Fotografar em RAW permite-nos um maior controlo da fotografia com menor taxa de perda de qualidade. Por conseguinte, exige também maior recursos da bateria pois precisa de gravar mais informação. Quanto maior o detalhe, maior os recursos consumidos do equipamento e a bateria não foge a regra. mas nem todas as situações requerem extrema qualidade, ou seja, nem sempre usaremos as fotografias para imprimir quadros ou grandes formatos. Assim, em grande parte das situações do “dia a dia”, o formato JPEG faz o trabalho necessário. Não utilize RAW se não precisar de detalhe. Essa opção revelar-se-á vantajoso quanto à utilização da bateria.

 

10. Carregue a bateria até ao limite

É um mito, dizem alguns, mas o certo é que se não carregar o bateria totalmente, o mais provável é que fique viciada reduzindo a sua vida útil. Carregue a bateria sempre que precisar e faça-o até que esteja com a sua capacidade máxima. Tal como acontece com os telemóveis, as baterias das câmaras fotográficas requerem os mesmos cuidados.

 

Na esperança de não vos termos ensinado nada de novo, mas alertado para situações correntes de má utilização da câmara fotográfica, esperamos ter sido úteis.

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1 Comentário

  • Reply
    António Fernandes
    15 Dezembro, 2015 at 0:47

    Nunca é demais alertar para situações que por vezes não damos atenção.

    Obrigado

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