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“Vale Tudo” para Marcar a Diferença? (Conteúdo Explícito)


Tempo de Leitura: 3 minutos

O mercado da fotografia está repleto, não nos cansamos de dizer. Ser conhecido requer qualidade e diferenciação. Mas acham que “vale tudo” no sentido de marcarmos a diferença?

Marcar a diferença é um dos pontos chave para sermos conhecidos no mercado de trabalho. Quer sejamos fotógrafos, web designers ou simplesmente comerciais, o fator diferenciação é fundamental para sobressairmos perante a nossa concorrência mais direta.

Usar técnicas e formas de abordar os clientes pode trazer repercussões positivas ao negócio. Valermo-nos da simpatia e da segurança transmitida ao cliente faz com que acredite em nós e, por conseguinte, opte pela nossa contratação.

Já vai longe o tempo em que o comercial vendia a banha da cobra. Hoje, com a quantidade e diversidade de soluções, temos de ser verdadeiros e vender um produto de qualidade.

Ainda na saga dos casamentos, existe um fotógrafo que está a levar à séria demais o conceito de “marcar a diferença”. Todos sabemos o que significa uma vida a dois. Não só a partilha de responsabilidades e a vontade de “viverem felizes para sempre”, o acto sexual é uma realidade.

Michael Klooster é um fotógrafo holandês cuja fama está a correr mundo pela forma como usa os noivos. É um fotógrafo de grande qualidade, como muitos outros. Faz fotografias diferentes, usa técnicas que funcionam muito bem, mas isso traz-lhe apenas um sucesso “relativo”.

Uma nova abordagem

Enquanto uns inovam com as sessões Trash the Dress, agora comuns, Michael Klooster revela um pouco mais da intimidade dos casais. É certo que a fotografia deve ser a projeção de uma realidade, deve contar uma história, mas para Klooster, essa história vai um pouco longe de mais…

Com o consentimento dos noivos, obviamente, Michael aproveita as indumentárias da cerimónia do matrimónio para revelar um pouco do desejo sexual dos noivos. Coloca-os em posições pouco ortodoxas, dando (pouca) liberdade de imaginação.

não é preciso dizer muito acerca desta imagem, bastante reveladora. É óbvio que, vendo bem a fotografia, percebe-se que o noivo está com roupa interior. Contudo, é a mensagem subliminar que prevalece.

Num outro exemplo, os noivos estão em pleno ato, no banco de trás de uma carrinha de caixa aberta. Mais uma vez, olhando atentamente, se percebe que é impossível que estejam a praticar “o amor”, considerando a forma da roupa (a noive está com o vestido “direito” e não “subido”). Ainda assim, … choca!

Será este o futuro da fotografia de casamento? Não há dúvida que a abordagem é diferente e, com o consentimento e cooperação dos noivos, fica um registo para a posteridade. Ainda assim, não imagino o que dirão os mais velhos, nomeadamente os pais dos noivos, aquelas tias “da aldeia” e o tio padre (que quase todas as famílias têm).

Considerariam propor uma sessão deste género a um jovem casal? Gostávamos de ter a vossa opinião.


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