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Tem Inveja; tem muita inveja…


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A inveja é a arma dos incompetentes, já alguém disse um dia. Não devemos ter inveja dos outros, é feito! Contudo, confesso que nutro esse sentimento por alguns fotógrafos. Serei má pessoa? Não, de todo…!

Gosto de estar atento e de ter sempre a câmara na mão, não vá perder um clique. Mas confesso que sou, algumas vezes, atingido pela preguiça! Nem sempre estou com disposição de pensar e, por conseguinte, nem sempre gosto do meu próprio trabalho. Tento combater, mas nem sempre consigo! Então, ao ver o trabalho dos outros, posso sentir uma certa inveja…

Não interpretem mal nem pensem que sou um invejoso puro. Antes considero que o que sinto pelo trabalho da “concorrência” é uma alavanca ou, se preferirem, a chapada na cara que a vida nos vai dando. Acordar é preciso e estar atento também!

Gosto das fotografias simples, mas nem sempre as consigo decifrar. Sempre que vejo alguém de câmara na mão, tendo a colocar-me no mesmo ângulo para perceber qual poderá ser a fotografia que está a ser fabricada naquele momento.

Estive recentemente a registar um evento, no meio de outros companheiros de profissão. Era difícil estar a discutir o que quer que fosse, até porque o tempo era escasso e a necessidade de registar o maior número de exemplares era primordial. Contudo, num ou noutro momento, lá íamos dando duas de letra sobre a qualidade da luz disponível (má; muito má).

No final, ciente de que tinha feito o que estava ao meu alcance, tratei as fotografias e dei-lhes o devido seguimento. No dia seguinte começaram a aparecer, nas Redes Sociais, as imagens dos restantes fotógrafos disponíveis na sala. Um após o outro, elas começam a aparecer como “cogumelos”.

Se a umas não reconheço superioridade relativamente às minhas, as outras fazem-me trincar a língua. “Pois, eu estive para fazer esta“, é uma frase que me ocorre repetidamente. Não quisesse eu ser mais papista que o papa, ter-me-ia mantido focado no que realmente interesse. É que o meu tempo foi perdido a recolher imagens de momentos em que era realmente impossível descortinar qualquer informação visual. A luz quente queimava as fotos, nem as silhuetas se safavam.

Por momentos, nem sempre por preguiça, bloqueamos na ideia duma determinada imagem que não partimos para outra. Há que continuar, há que manter o ritmo e não bloquear. A inveja do dia seguinte, essa, vem porque sei que poderia ter feito parecido, reconhecendo-lhes (às fotografias) o mais do que merecido crédito. Os fotógrafos, esses, não precisam de elogios. Eles sabem que são bons!

Aproveitemos os maus sentimentos para proveito próprio. Desculpas não trazem resultados!

 

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