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Street Photography não é nada fácil, mas pode ser feito…


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Quem nos segue conhece a nossa panca por Street Photography. Saber como nos expressarmos juntos daqueles que não conhecemos pode revelar-se uma tarefa bastante mais difícil do que parece. Há um monte de vídeos e artigos que nos ajudam a superar as dificuldades, mas … nem todos funcionam!

Vários são os vídeos que assistimos. Várias são as conversas que temos com que pratica a Street Photography. Raras são as vezes em que terminamos e não achamos que tudo é fácil. Contudo, mesmo os profissionais apontam algumas dificuldades em praticar esta que é uma das mais belas formas de retratar a sociedade.

Chegamos a um ponto em que achamos que já sabemos tudo o que há para saber. Contudo, e dependendo do nossa própria forma de ser, torna-se difícil colocar em prática o que, nos outros, (aparentemente) sai de forma natural.

falamos muito de vários aspetos a levar em consideração, mas o ponto chave é a confiança. Ganhar a confiança de quem pretendemos fotografar é praticamente “meia fotografia“. No campo mais prático podemos assumir duas vertentes: ou nos afastamos e recolhemos as imagens com uma teleobjetiva, ou abordamos cada indivíduo e, com o seu consentimento, recolhemos um verdadeiro retrato.

Tirar uma fotografia com autorização não é necessariamente perder a originalidade. É sabido que quando estamos perante a uma câmara temos, por tendência, estar mais tensos e fazer pose. Contudo, é normal que a descontração surja depois do disparo da câmara. Nessa altura, mantenham-se atentos e, assim que revejam a imagem que inicialmente idealizaram, voltem a disparar. A primeira fotografia nunca vai contar, servirá apenas para revelar a verdadeira essência do modelo.

Aceitem uma recusa. Aceitem todas as recusas de que forem alvo. Não se deixem abater e, ao final de umas quantas (nem que sejam 500), encararão tal resposta com naturalidade. No final, tendo o consentimento, mostrem a fotografia. Muitas são as pessoas que nunca viram uma fotografia tirada por um profissional, que não as habituais “tipo passe”. Ainda hoje há muita gente que tira fotografias sem qualquer conhecimento e a frase “a fotografia tirada por ti tem outra qualidade” é mais verdadeira do que possam imaginar.

Se os adultos não aceitarem, tenham cuidado, mas tentem as crianças. Nunca assumindo uma postura duvidosa e, sempre que necessário, peçam autorização a eventuais adultos que os possam estar a acompanhar (aproveitem e entreguem um cartão de visita), reduzindo o medo de “segundas intenções”. Com o cartão de visita entregue, estão a revelar a vossa identidade. Como contrapartida pela autorização, peçam que vos contactem e ofereçam um exemplar do registo.

Mais uma vez termino este texto com vontade de explorar o (novo) Mercado do Bolhão ou a Ribeira do Porto. Sei que não ia conseguir chegar a casa com tantas fotografias quantas desejaria, mas treinar o “não” também faz parte do ensinamento.

 

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