OPINIÃO

Seguro – como nos protegemos dos percalços?

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Tempo de Leitura: 3 minutos

Já alguém pensou como nos podemos proteger contra perdas e danos do nosso equipamento fotográfico? O seguro automóvel é obrigatório para quem tem um carro, o seguro de vida para quem tem casa… Temos depois os não obrigatórios como os de saúde, os de responsabilidade civil, escolares, etc.

De uma forma ou de outra, obrigados ou não, temos uma série de seguros que podemos subscrever para nos protegermos de possíveis imprevistos. Já na área que mais nos interessa – a fotografia – o caso muda de figura. Tal como em outras atividades menos “normais”, os fotógrafos e os amantes da fotografia não têm qualquer possibilidade de se proteger contra “o mal”!

seguro equipamento fotografico

Seguro para equipamento fotográfico: E Agora??

Já me tinha acontecido, num momento de devaneio, perguntar-me se não haveria uma possibilidade qualquer de proteger os meus equipamentos. Não são muitos, mas já tenho algum dinheiro investido e quanto mais não fosse, gostava de estar protegido (pelo menos) contra furtos. Contactei várias seguradoras e outros tantos agentes de seguros que me informaram que nada havia destinado à fotografia. Há, em algumas situações pontuais e em agências específicas, uns planos de seguros que “roçam” e de certa forma ajudam qualquer coisa, mas não são específicos para este fim. Por outro lado, os seguros que fazemos numa FNAC ou numa Worten (não querendo fazer publicidade gratuita nem tão pouco menosprezar as soluções que nos oferecem) não cobrem todas as situações.

Posso fazer, na FNAC, um seguro a um equipamento que comprei numa outra loja? Obviamente que não, nem se questiona isso… mas eu questiono: “Porquê?” Se eu vou a um stand de automóveis comprar um carro, não tenho de fazer lá o seguro… Por outro lado, vou a um seguradora e posso fazer um seguro de uma viatura que comprei “nem eles querem saber onde”… Não poderiam os seguros estar estruturados de uma outra forma?

Concluindo, … estamos entregues à sorte!

Ora bem, visto bem as coisas, parece que nem tudo é mau! Infelizmente, e porque é quinta feira Santa e os bancos e seguradoras não trabalham à tarde, não consigo trazer-vos uma solução concreta, mas parece que a AIG se “oferece” para tomar conta de nós! A AIG é uma seguradora norte americana, daquele país onde já encaram um fotógrafo como um profissional, com dignidade e risco, e que olham para nós como um cliente normal. É óbvio que “em terra de cego, quem tem olho é rei” e, se em Portugal ninguém oferece soluções, estamos cá nós para mostrar como se faz.

Apresentam uma solução contra “roubo e danos acidentais de equipamentos moveis” que não consegui perceber, pelo discurso que usam, se este seguro é somente para as situações conhecidas no retalho, sendo um seguro simplesmente associado à compra, ou se pode ser contratado separadamente. Será a AIG realmente mais inteligente que as outras seguradoras ou é mais do mesmo, mas com um discurso que permite gerar confusão, criando expectativa no consumidor final?

Dizem muitos que o risco é elevado pelo que não fazem este tipo de seguros. Risco? Para quem? … para eles, só pode! Mas seguram um carro que é muito mais caro; … e uma casa! Não vejo situação nenhuma que me pareça que o segurado não possa tentar ludibriar a companhia da mesma forma do que com outros tipos de seguros. Circulam estórias de simulações para reaver dinheiros das seguradoras… enfim!

Mesmo não apresentando soluções, parece-me que este tema é suficientemente importante para não o abordar. Mais! Voltarei a ele assim que conseguir perceber como nos podemos defender e, acima de tudo, proteger o nosso investimento.

Caso tenham mais informações acerca deste tema, ou contactos que nos possam ajudar a encontrar uma solução transversal a profissionais e amadores, agradeço que partilhem.


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