GUIAS RÁPIDOS INSPIRAÇÃO

Que tipo de fotógrafo és?


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Para  a grande maioria dos comuns mortais, a fotografia não passa de um hobby. Há, contudo, alguns que gostam (ou gostavam) de levar esta paixão um pouco mais além e investem algum do seu precioso tempo e dinheiro na aquisição de mais capacidades evolutivas para esta prática. Investem em máquinas, lentes, cursos, revistas, passam horas em frente ao youtube e a outros sites com vista a aprender novas técnicas e a tirar o melhor partido do equipamento existente.

Depois há toda uma postura perante a rentabilização da fotografia… Perspetivam-se 3 grupos de fotógrafos, sendo que a sua divisão está relacionada com a possibilidade existente de ser compensado financeiramente pelo trabalho (pelo menos é esta a minha perspetiva).

 

Hobby.

A fotografia por hobby acontece quando o registo de imagens é feito apenas para eternizar um momento, para consumo próprio ou para um grupo muito restrito de pessoas, normalmente amigos, sem qualquer pagamento pelo ato. Em muitos caso, o fotógrafo pode participar em concursos de revistas e/ou sites de fotografia como forma de avaliação do seu trabalho. Tem um trabalho regular que lhe provê o sustento mensal pelo que não precisa, nem usa, a fotografia como forma de angariar valor.

 

Amador.

O fotógrafo amador é aquele que usa o seu tempo livre para evoluir na fotografia com o intuito de a poder rentabilizar. Obviamente que o objetivo principal, ou pelo menos o que o leva “ali”, não é a angariação de lucro ou de proveito com a fotografia; é sim o “juntar o útil ao agradável” e poder rentabilizar o investimento. Normalmente o resultado da atividade reverte para evolução no mesmo segmento, pois o dinheiro recolhido e por norma reinvestido em mais material fotográfico. O fotógrafo amador, embora fosse esse o seu desejo, não vive da fotografia; nem sequer sobrevive com a fotografia. Tem um emprego regular e utiliza o tempo livre, principalmente o fim de semana, para fazer um pé de meia mais confortável. São os que têm problemas com o cônjuge (estou a brincar, obviamente) pois retiram tempo de família em detrimento de uma atividade que “não dá para os gastos” (mas isso nunca dá…).

 

Profissional.

Ser fotógrafo profissional é o sonho de qualquer amador. Treinam e praticam, mas o mais profissional que conseguem ser é ser chamado para fazer um ou outro casamento, se tiver sorte… O fotógrafo profissional fotografa o dia todo, e quando não fotografa, estuda! Estuda fotografia, conhece os meandros das máquinas fotográficas, dedica o seu tempo à procura de novas técnicas e tendências fotográficas que lhe permitam evoluir na sua carreira. Vive da fotografia pelo que necessita obrigatoriamente de ter o melhor equipamento para o tipo de fotografia que faz. É um especialista; em retrato, paisagem, eventos, … não interessa! São raros os profissionais que “vão a todas”, mas quando o fazem é por insistência do cliente. Investe em cursos de formação e reciclagem que lhe podem trazem uma outra fonte de rendimento – a formação! Aprendem para ensinar.

 

Como chegamos ao topo, como nos tornarmos profissionais?

Mas os profissionais não nascem com essa categoria. Obviamente, e como em tudo na vida, há os que nascem com mais sensibilidade para o tema e os que aproveitam algumas características naturais para se tornarem bons; mas há aqueles que precisam (e precisaram) de muito mais empenho para chegar ao topo. Com isto quero dizer que “ser profissional” está ao alcance de todos. Não obstante das discussões existentes em torno do recurso a amadores para trabalhos profissionais não é um fator de repulsa, antes pelo contrário… “O problema é do cliente que vai ficar com um trabalho mais ou menos, em vez de ter uma coisa em condições”, diz o profissional, “mas por esse preço eu não trabalho, não me compensa”. Aliás, quem é que ensina os amadores? Quem dá os cursos de formação? …. Certo!!! Os profissionais! A Rivalidade inexistente que todos teimam em evidenciar é algo que só quem está de forma aproveita. Tanto amadores como profissionais convivem harmoniosamente em torno de uma paixão comum.

 

Siga o exemplo

A proximidade entre profissionais e os restantes pode trazer duas vantagens: para o amador que passa a ter um guru, um formador de onde beber algum conhecimento extra que lhe permita evoluir; e para o profissional que usa um ajudante para alguns trabalhos que sejam necessários. O ideal é começar-se por baixo; arranjar um trabalho como auxiliar ou fotógrafo secundário para alguns eventos e evoluir. Aprender, aprender, aprender!!! Esta postura pode ser assumida quer pelos fotógrafos que encaram a fotografia como hobby como pelos amadores. Em qualquer um dos casos o destino é o mesmo… tentar chegar lá cima!

 

Escolha um tipo de fotografia

Para vingarmos temos de nos especializar. A concorrência é tanta que a polivalência pode rapidamente tornar-se numa fraqueza. O ideal é perceber qual o tipo de fotografia em que nos sentimos mais confortáveis e que mais gostamos de desenvolver e esse será o nosso ponto de partida. O que vier a seguir deverá sempre levar essa premissa em consideração. Ser auxiliar de um fotógrafo do meio, que seja bom no mesmo tipo de fotografia, praticar muito dentro desse registo fotográfico… sempre canalizando o investimento em busca do nosso lugar.

 

Estudar

Fotografar é estudar! Fazer o trabalho de casa, estudar soluções para cenários diferentes, perceber como se comportam máquinas e objetivas perante condições adversas de modo a que, quando for necessário, não percamos tempo a perceber à base da experimentação. Estudar faz parte de qualquer profissão… Os cursos de formação (alguns pagos e outros gratuitos) são sempre uma mais valia a considerar. Participem em workshops e outros eventos de onde possam retirar informação útil, que vos permita evoluir até chegarem onde desejam. Depois disto, tudo se torna um vício e não mais vão querer parar…


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