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Quando o casamento é fotografado por um … smartphone


Tempo de Leitura: 2 minutos

Chama-se Sephi Bergerson e arriscou uma das maiores façanhas da história (pelo menos sob o meu ponto de vista): fotografou um casamento apenas com um smartphone!

 

Sephi Bergerson

Sephi Bergerson

“De génio e de louco, todos temos um pouco” é o título de um livro de Augusto Cury. Sinceramente não li, mas não me admirava que fosse uma história sobre esta aventura de Sephi Bergson. Por muito à vontade que estivesse, encaro os casamentos (bem como outras celebrações religiosas) momentos onde não é permitido falhar, e não me parece que a utilização de um smartphone seja adequada à magia do momento. Obviamente que tenho vindo a apregoar que quem faz a fotografia é o fotógrafo e não a máquina, mas não exageremos… Há alturas para tudo!

Paixões e guerras tecnológicas à parte, o dispositivo utilizado foi um iPhone 6. Não sendo um adepto dos telemóveis da marca da maçã, reconheço-lhes a merecida qualidade. Quando nas mãos de um génio, tenho a certeza de que não é pelo equipamento que o trabalho vai ficar mal feito, mas ainda assim… eu acho que por muito profissional que fosse, não me arriscaria. O que é certo é que Sephi Bergerson foi suficientemente louco, pensou “fora da caixa” e trouxe-nos um trabalho realmente deslumbrante.

Por si só já teria ficado encantado com o resultado que apresenta, não fosse um casamento indiano com todas as cores e tradições que facilitam o trabalho de um fotógrafo, mas … Porra (as minhas mais sinceras desculpas pelo desabafo)…!!! Não me sai da cabeça a imagem de um fotógrafo consagrado, contratado e pago (acredito que a peso de ouro), apresentar-se num casamento de … iPhone 6! “Ou está louco ou certamente enganou-se na data, pensaria eu”… O que é certo é que, não só realizou o trabalho digno de um fotógrafo de elite, como (acredito) teve de “combater” os olhares desconfiados de quantos estavam presentes na cerimónia, mantendo-se firme às suas convicções.

O resultado fala por si:

 

Já agora, não percam um breve depoimento, na primeira pessoa, onde se nota que a decisão foi ponderada, devidamente explicada, dando um novo alento à fotografia por smartphone.

Obviamente que o smartphone jamais substituirá uma câmara fotográfica tradicional, o próprio Sephi Bergerson partilha da mesma opinião, mas não significa que retiremos importância ou capacidades a este dispositivo móvel.

Todo este trabalho dá-nos um novo alento. A todos os fotógrafos e aspirantes a fotógrafos que, por qualquer razão, não têm (definitivamente ou num determinado momento) uma câmara fotográfica, qual a desculpa que têm para não fotografar com o smartphone?


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