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Pressionado pela câmara fotográfica, usei o smartphone


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A fotografia é um exercício que requer paciência e preparação. Ao verem-me com uma câmara, mesmo inconscientemente, senti-me pressionado, prejudicando o resultado final. No meu caso, dei o trabalho como concluído e usei o smartphone!

Fui fotografar um AL (Alojamento Local). A zona é divinal, paradisíaca e excelente para descontrair e recarregar baterias. Já a conhecia há um bom par de anos, já a fotografei várias vezes, mas nunca com um intuito comercial. As fotografias são diferentes e é normal que me sinta pressionado para obter um resultado profissional.

A dona do AL é-me conhecida. Sabe das minhas capacidades e considera que são as ideais para fotografar o agora Alojamento Local. Assim, e por estar perfeitamente à vontade comigo, ia dando umas ideias do que pretendia que registasse.

Fotografia não editada- Rio Douro, da Serra da Cardanha

 

Como referi anteriormente, o local é digno de ser visto. Aproveitei para passar um fim de semana em família enquanto trabalhava. Mas ainda assim, mesmo que a brincar, a pressão ia-me sendo lançada para cima. Nós, enquanto profissionais, temos o dever de nos superar a cada sessão. Quanto aos outros, os que nos conhecem fora do circuito profissional, são muitas das vezes os nossos “piores inimigos“.

Frases como “ainda não está?“, “olha assim, visto daqui!” saem da boca para fora com o intuito de facilitar o nosso trabalho. Mas nem tudo funciona assim… Por vezes há uma sombra, uma luz ou um ângulo que não funciona tão bem quando visto através de uma câmara fotográfica. É preciso tempo (e disposição).

Ao longo dos dias fui fazendo as fotografias que me pareciam mais fácies. Nos tempos mortos, quando estavam todos distraídos com os miúdos, fazia os meus testes… As fotografias não saem bem logo à primeira e é preciso insistir vezes sem fim até obtermos o resultado desejado.

Cheguei ao ponto em que dei o trabalho por terminado. Ciente de ter cumprido com a minha função, não me dei por totalmente convencido. Talvez por ter sido muitas vezes (inconscientemente) pressionado para a melhor fotografia, não desisti. Arrumei a câmara e todo o equipamento vistoso e muni-me apenas do telemóvel. Desci ao andar de baixo e comecei a fotografar.

Para todos os efeitos estava à procura de um copo, ou fui-me servir de mais um café. Mas na realidade andava à procura de outros objetos e ângulos para fotografar. Como o fim é a web, a qualidade não precisa de ser a maior. O público alvo são todos os que procuram um sítio para descansar e passar uns dias. Grande parte não são fotógrafos… É certo que uma boa imagem vende, mas venderá pela execução e não pela qualidade enquanto “wallpaper”.

Fotografia não editada- Lanche típico da Região Douriense

 

Rapidamente dei “uma geral” ao espaço e tirei algumas novas fotografias. Umas que não tinham ficado como inicialmente pensadas, outras que nem sequer me tinham ocorrido. No final fica mais uma boa lição: “não importa o equipamento que tens, mas sim a forma como o usas!”

Em breve sairá do forno um site dedicado ao Alojamento Local onde constarão as minhas fotografias. Proporcionando-se, voltarei a este tema para que conheçam não só o local, mas também o resultado de um fim de semana (que para além de bem aproveitado foi) proveitoso.


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