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Preparados para o vosso (primeiro) casamento?


Tempo de Leitura: 3 minutos

A fotografia raramente se distancia de alguns mercados. O casamento é quase como a elite da fotografia de eventos. Mas será assim tão fácil de fotografar?

Quase todos os fotógrafos que querem ganhar dinheiro fazem casamentos. É um mercado que está lotado, mas em constante ascensão. Já há muitos fotógrafos nesta área, mas ainda assim o número de profissionais não assusta quem se quer aventurar nestas andanças. No final, só os bons prevalecem ativos. “O casamento não é para todos“!

Não é fácil fotografar casamentos, é certo. Se a isso juntarmos a importância do momento e a forma não repetida que o carateriza, temos uma única oportunidade de mostrarmos o que valemos. Das duas uma: o somos loucos e arriscamos, ou estamos realmente seguros do que fazemos.

Há muitas formas de começar nos casamentos. Podemos ir como segundo fotógrafo, como assistente ou até mesmo usarmos o casamento de um familiar ou amigo para, de forma não profissional, testarmos as nossas capacidades. Se a isso juntarmos algumas dicas, talvez a coisa fique mais fácil.

Duas câmaras

Um ponto fundamental é a utilização de dois corpos para fotografar. Full frame ou crop, … é convosco; façam a vossa magia. Mas o número mínimo recomendado é de 2. Montados com lentes diferentes, obviamente, permite-vos um maior leque de possibilidades durante a cerimónia. Momentos há em que já sabemos o que vai acontecer a seguir. O “sim”, o beijo, a aliança… é tudo igual! Mas há reações que se captam por entre a assembleia. Uma lágrima no olho, um pormenor de uns botões de punho ou até uma criança que sobressai por uma qualquer razão. A fotografia é o momento e estas não podem passar em vão. Se uma destas situações calha em cima de uma outra, agora com os noivos, há que optar por qual fotografamos. Na pior das hipóteses estamos a mudar as lentes quando isto acontece e perdemos “pau e bola“.

Simplicidade

Esquece os equipamentos profissionais de topo. Flashes XPTO, disparadores, …. Nada disso. A menos que já estejas familiarizado e os consigas manipular de olhos fechados, o melhor é usares o teu equipamento. A rapidez na captação do momento é mais importante que um ou outro pormenor de luz. Muitos até podes compensar no Photoshop ou, mais recentemente (e acarinhado por nós) no Affinity Photo.

Mais e Menos

Usem um maior número de cartões de memória, de baixa capacidade. É preferível ter 4, 5 ou 6 cartões de 8Gb do que um cartão de 32Gb. O momento é de stress e os imprevistos acontecem. Sabemos que é chato ter de andar a mudar de cartão, mas pior é chegar ao fim do dia com um cartão danificado. Se temos um cartão danificado num total de 4 ou 5, o prejuízo é percentual. Contudo se temos um cartão danificado que calha de ser o único cartão que usamos, perdemos tudo…

Baterias, baterias e baterias

É peça fundamental. Conjuntamente com capacidade de armazenamento, que se pode contornar com um computador portátil para passar as fotografias nos momentos mais “mortos”, ter várias baterias é fundamental. Caso optem pela utilização de flashes e disparadores, garantam que têm baterias de sobra, para todos os equipamentos.

Cultura do papel

Esqueçam ser amigos do ambiente. Quando se trata de responsabilidades nada pode falhar. As Leis de Murphy dizem que o improvável acontece quando não deve acontecer. Assim, a bateria do telemóvel vai falhar, vão ter problemas na captação de sinal de GPS, …. algo vai correr mal. Levem uma cópia do itinerário (ou visitem os locais com antecedência) para não se perderem. Tenham um pequena lista telefónica com os principais números associados ao casamento (padrinhos, pais, …). Estejam preparados para “o fim da energia”. O bom velho papel é sempre uma boa companhia…

Backup, sempre…

Não esperem pelo amanhã. Se possível vão fazendo backup à medida que os cartões vão ficando cheios. Caso contrário façam-no mal cheguem a casa. Façam-no para vários dispositivos, não vá um deles falhar. Usem várias formas de guardar o vosso trabalho. Usem a Cloud, Discos, DVDs, sistemas de RAID (havemos de falar nisto), … Mais vale prevenir que remediar. Depois sim, têm a garantia de que vão ter uma noite descansada.

O trabalho pode ficar para o dia seguinte, mas a certeza de que tudo está pronto a funcionar, só com a redundância é que a podemos ter.


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