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Poupar é bom, mas devemos ter cuidado com as Leis de Murphy


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Todos gostamos e poupar. Pessoalmente, sempre que tenho possibilidade de meter uns Euros ao bolso, fico todo contente. Contudo, é importante perceber que há uma razão para o equipamento de marca ser bastante mais caro.

Por aqui dizemos que não é preciso gastar milhares para conseguirmos um resultado bastante aceitável. Podemos fotografar com uma câmara mais antiga que se serviu outros fotógrafos profissionais, também nos trará algumas (muitas) alegrias. Devemos sempre ter consciência do equipamento que temos e quais as limitações por ele impostas. Poupar é um objetivo comum, mas nem sempre é possível como desejamos.

É comum fotografar espetáculos ao vivo. Mais um fim de semana que terminou, mais um concerto que fui registar para um Orgão de Comunicação Social. Sabia que não ia ser fácil. A banda não me era conhecida, embora tivesse tentado ao máximo fazer o trabalho de casa. Porém, fui apetrechado com equipamento suficiente para o que desse e viesse.

Não estava à espera era do que me foi acontecendo durante (graças a Deus) o início da noite. Antes de mais, louvo a sorte de ter tido oportunidade, com o decorrer do espetáculo, de detetar o problema e corrigi-lo (mais ou menos), mas eu passo a relatar.

Comprei no eBay um grip para a minha 6D. Ainda não possuo 2 baterias, mas começo a preparar o futuro e dá um certo jeito para fotografar em modo retrato (ao alto). Não comprei da Canon, mas sim de uma outra marca desconhecida. Acabou por chegar a minha casa e, não percebi muito bem porquê, o vendedor devolveu-me o valor que paguei por ele. Poupar assim vale ainda mais a pena!

Então, montei-o na câmara e levei a minha 16-35 e a 70-200 para o espetáculo. Qual não foi a minha surpresa quando deixei de conseguir controlar o ponto focal!? Não percebi… Simplesmente deixei de conseguir escolher o ponto de foco… Desliguei e voltei a ligar a câmara e … nada! Tive a brilhante ideia de desinstalar o grip e voltar a colocá-lo. Tudo voltou ao normal… Coincidência? Talvez!

Poucos minutos volvidos, tudo volta a acontecer. Foi quando tive a certeza de que o problema estava realmente no grip. Sim, voltei a tirá-lo e a colocá-lo e voltei a conseguir fotografar. Mas estava certo de que isso não poderia ser solução. Pra além do tempo perdido, estava condicionado à boa vontade do material.

O pior de tudo é que a Canon 6D, tal como as outras, não funcionam sem a tampa da bateria, cuja remoção é obrigatória para a instalação do grip. Ou seja, estava na eminência de ter de fotografar à mercê dos desejos de uma chinesice que compre na net ao preço da uva mijona. Felizmente algum santo ouviu o meu pedido e devolveu total saúde ao falso grip. O resto da noite correu conforme o desejado. O trabalho foi feito, mas sempre com o coração nas mãos. Teria sido apenas esse o problema? Será que não ia acontecer mais nada? Só descansei quando cheguei a casa e me deparei com o resultado final; tudo em perfeito estado!

Ainda assim (acho que) aprendi a lição. Mesmo que da próxima leve a tampa da bateria para o caso do grip falhar, não sei se me compensa poupar mais desta forma… Dependendo dos trabalhos e da sua importância, talvez prefira ir sem mariquices que em vez de ajudarem, prejudicam! Poderia ter eu ficado com um trabalho por fazer pelo excesso de confiança! É que, como diz o Sr Murphy, “a probabilidade do equipamento avariar é tão maior quanto mais importante for o trabalho que estás a realizar“…

 

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