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Portefólio: Mostra menos para ganhar mais


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O português é conhecido por ter a capacidade de se adaptar a todas as situações, e vai a todas. Na fotografia, tal como em qualquer outro ramo de atividade, quantidade não significa qualidade. Quanto menos variedade fotografares, maior a probabilidade de seres contratado.

Quanto entramos no ramo da fotografia, queremos rapidamente chegar ao ponto de sermos contratados. Todos quantos gostam desta atividade, sabem o bom que seria poder lucrar com esta paixão. Contudo, é preferível ter menos variedade de fotografias no portefólio… Acredita, a quantidade não é qualidade.

A pressa é inimiga da perfeição” e “um especialista sabe cada vez mais sobre cada vez menos” são duas verdades universais. Ninguém se torna bom do dia para a noite, nem consegue ser igualmente bom se estiver em todos os registos fotográficos.

Um casamento não é igual a um concerto musical. Um desfile de moda não é fotografia de produto e desporto não é arquitetura. Por incrível que pareça todos são fotografia, mas todos carecem de técnicas diferentes.

Saber fotografar cada um deles é uma arte que pode compensar monetariamente. Ainda assim, ninguém consegue ir a todas e vingar em todas as frentes. Fazer de tudo é o contrário de dominar uma qualquer área. Ser especialista requer prática e insistência. Dessa forma, apresentar uma grande variedade de registos pode revelar uma certa falta de completo domínio.

Se pretendes ser contratado para fotografares um casamento, não deves dispersar no tema. É importante ter portefólio, o que nem sempre acontece, mas é importante perceberes qual o estilo ue mais se aproxima. Nesse sentido, apresentares fotografias de produto não te trará clientes para este tipo de cerimónias.

Então o que devemos fazer?

Antes de mais é importante saberes em que meio te queres inserir. Depois, tenta arranjar forma de fotografres algo do género.

Todos conhecemos alguém que casou, muitas das noivas matém ainda o vestido de noiva. Simplesmente, se conseguires, simula uma sessão fotográfica. Ninguém saberá se é real ou ancenada, mas o certo é que podes ter registos nesta área.

Caso não tenhas essa possibilidade, procura fazer sessões de família ou até, eventualmente, de crianças. Algo que possa transparecer a tua sensibilidade na área.

Quando chegar a altura de te contratarem, expõe o trabalho. Procura perceber qual o tema e apresenta o portefílio a condizer.

Ninguém vai querer um fotógrafo mediano, mas sim o melhor que o dinheiro puder comprar. Nesse sentido, a definição de prioridades é fundamental para vingar no mundo dos negócios.

Quero o melhor para os meus clientes

Ser fotógrfo é ser contador de histórias. Apresentar algo com que cada cliente se identifique é o principal foco que deves seguir. Nada te impede de fotografares para ti, nem tão pouco usares a tua capacidade para trabalhares noutros mercados. Contudo, deves perceber qual o teu principal nicho e trabalhá-lo.

Fazer com que os clientes se sintam identificados com a tua visão é meio caminho andado para a contratação.

Independentemente do mercado local onde te insiras, percebe quais as tuas fotografias que têm mais impacto e podes usar as Redes Sociais para as testar. Posteriormente, deverás adaptar o teu site, a página de Facebok, portefólio no Béhance e outras presenças para que todas as montras apresentem o mesmo produto.

Nada disto te trará automaticamente os clientes que pretendes. Contudo, é sempre mais fácil consegui-los se falares a mesma linguagem. Ninguém vai a uma loja de eletrodomésticos à procura de tapetes para a salar. Não quer dizer que não tenham, apenas não é o seu prinipal tipo de produtos.

 

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