GUIAS RÁPIDOS OPINIÃO

Idiotas do fosso, uma raça a combater


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O título do artigo não é original, mas vem de encontro ao artigo de ontem. Falamos de fotografia de espetáculos (concertos e festivais musicais). “idiotas do fosso” vem do original “Assholes in the photo pit” que é um blog dedicado a todos quantos não se sabem comportar na execução das suas funções.

Este site, criado especificamente para expor os “idiotas” que pensam conseguir uma melhor prestação com a utilização de métodos e apetrechos inadequados à prática da fotografia de espetáculo. Parecendo que não, e embora não haja propriamente uma regulamentação quanto a esta atividade, o senso comum impera e delimita o bom senso. Ainda assim, há um conjunto de situações evitáveis que se continuam a verificar um pouco por toda a parte. Felizmente este site de que vos falo mostra que não há “idiotas” apenas cá no nosso pedaço de terra à beira mar plantado, mas um pouco por toda a parte.

O flash

Esta seria um item escusado… Considerando que a maior parte dos concertos ocorre durante a noite e/ou tem jogos de luzes alinhados com a setlist, todo o trabalho ponderado e preparado para que centenas de pessoas possam apreciar, poderá ser estragado por culpa de um “estúpido” que resolve utilizar o flash. Este equipamento é para utilizar quando não há luz suficiente, mas alturas há em que esse é um dos objetivos e um dos milagres da fotografia. Trabalhar com pouca luz pode ser ultrapassado com o aumento do ISO, por exemplo, mas (neste caso) nunca com um flash.

Equipamento em exagero

Nunca estamos preparados para a fotografia ideal, mas por outro lado ela sempre acontece. Temos de ter a agilidade suficiente e a atenção permanente para antecipar alguns gestos e posturas dos artistas que estamos a fotografar. Se possível perceber os tiques que têm e a assiduidade com que fazem um qualquer gesto ou movimento. Sabemos que há músicos, como o Romão dos GNR que gosta de saltar portanto, se queremos captar o momento, sabemos que temos de estar preparados. Como referi ontem, no artigo “Fotografar um Concerto: tenta estas 8 dicas“, na grande maioria dos concertos só temos 3 ou 4 músicas para fotografar pelo que o tempo escasseia, reduzindo as possibilidades de estarmos a pensar, em vez de fotografar.

Romão – GNR ao vivo no Coliseu do Porto – Canon 70D



O exagero de equipamento que tendemos a carregar na mochila, apenas para uma eventualidade, apenas atrapalhará a fluidez do trabalho. Sabermos que temos uma panóplia de opções leva-nos a que poderemos qual das melhores soluções. Em determinados casos, o excesso de tempo deixa passar a ação…. já para não falar na figura que fazemos, de joelhos, à procura de uma objetiva em vez de estarmos a fotografar.

Adequabilidade do equipamento

Concerto; noite; pouca luz; movimento…. o cenário é simples de definir… O erro na escolha do equipamento é fatal. A utilização de, por exemplo, uma objetiva premium de focagem manual é um “tiro no pé”. Há sempre aqueles “idiotas” que olham para outros pormenores como a abertura e o próprio aspeto da lente e se esquecem que os testes que fizeram foram em casa, com objetos imóveis…

Pessoalmente, e no âmbito deste projeto que represento, tendo a provar que a utilização do smartphone pode ser equiparada à de uma máquina DSLR. Tempos houve em que, inclusivé, publiquei uma fotografia de um concerto retirada com um KepPhone KepOne. Uma fotografia do Rui Reininho, no mesmo concerto onde captei a fotografia anterior.

Rui Reininho – GNR ao vivo no Coliseu do Porto – KepPhone KepOne

Contudo, e por muito que acredite que é possível utilizar um smartphone para o registo de um concerto ou um festival, o mesmo não se aplica aos (por exemplo) tablets. Pois, e não há “estúpidos” que acreditam que aquele equipamento tem as mesmas capacidades fotográficas? Pelo mesmo preço compra-se uma máquina compacta, já com caraterísticas avançadas…

Os melhores locais

O melhor local é sempre o que nos é destinado para fotografar. O acesso ao palco tem sempre umas escadas que servem para subir e descer; quando muito sentares-te lá ou, já a abusar, ajoelhares-te… Nunca subir os degraus e fotografar lá de cima. Vejam esta categoria de estúpidos (estes sim, sem aspas)…

Fotografia retirada do site “Assholes in the photo pit”

Procurem ser conscientes e lembrem-se que, mesmo estando a trabalhar, não há muita necessidade de se sobreporem aos restantes fotógrafos, ou até mesmo ao público que pagou para ver o concerto. Sejam civilizados e cooperem…

 

Felizmente os idiotas que inundam o fosso não são assim tantos quanto isso. Aliás, acredito que com o ritmo e a assiduidade acabem por se tornar menos idiotas e se comecem a (com)portar melhor, assumindo o seu lugar dentro da “sociedade fotográfica” e respeitando os restantes. Este artigo tende apenas a alertar-vos para não serem vocês próprios “idiotas” do fosso ao praticarem qualquer uma destas ações, mesmo que de uma forma impensada.


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