OPINIÃO

O Pai é (quase sempre) o preferido!


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Longas são as discussões acerca do favoritismo entre o pai e a mãe. Nunca coloquem esta questão aos vossos filhos, fazendo-os escolher entre um dos pilares fundamentais da família. É certo que cada um tem uma posição importante, mas quer o pai quer a mãe são insubstituíveis. Na altura das birras e das chatices, é comum ouvirmos os nossos filhos dizerem: “não gosto do papá”, “não gosto da mamã”, embora quase imediatamente a seguir estejam no nosso colo.

Se analisarmos alguns aspetos do quotidiano facilmente identificamos a preferência que os nosso filhos têm em nós, ou nas mães. Obviamente que isto são tendências gerais, não significando que em determinado lar as coisas não sejam ao contrário, mas o mais normal é que se processem desta forma:

  • alimentação – mãe
  • banhos – mãe
  • roupa – mãe
  • brincadeira – pai
  • atos de responsabilidade (escola, por exemplo) – pai
  • proteção (física) – pai
  • visitas ao médico – pai

Para não ferir suscetibilidades escolhi 4 situações que demonstram o quão importante somos na vida dos nossos filhos, de acordo com a gravidade da situação. Sempre que procuram um conforto, o bem estar e o aconchego eles preferem a mãe. Quando, por outro lado, procuram a segurança e proteção escolhem o pai.

Até aqui, aceitando as devidas críticas e discordâncias, nada mais há a acrescentar. Mas agora vamos tocar no assunto que mais nos interessa – a fotografia! (hahahaha) Pois é, para fotografar o escolhido é (quase) sempre o … Pai! Mas então porquê? Será o pai o mais feio e por isso deva estar quase sempre fora da fotografia? Será que é por ser teoricamente mais forte e consegue pegar naqueles equipamentos pesadíssimos? Será que é mais propenso à tecnologia? … porque será?

É (quase) sempre o pai quem tira as fotografias

É (quase) sempre o pai quem tira as fotografias

Sinceramente, e de acordo com conversas que fui tendo ao longo dos tempos, acho que esta tendência se deve a:

Superioridade numérica

Como todos sabem, o número de homens é superior ao das mulheres. Assim sendo, é facilmente percetível, até em questões de matemáticas simples, que percentualmente existam mais homens fotógrafos do que mulheres. Não falo em fotógrafos “fotógrafos”, mas homens a tirar fotografias…

Tendência (nata) para a tecnologia

Desde muito novos que os meninos brincam com carrinhos e máquinas, enquanto as meninas se dedicam às bonecas. No meu caso, … nem sei bem…! Como tenho dois rapazes e uma menina, é normal eles puxarem-na para as mesmas tarefas, não havendo uma notória distinção no género. A tendência para as máquinas resulta em maior habilidade para trabalhar com sistemas mecânicos e digitais. Com a evolução tecnológica verificada atualmente, as máquinas fotográficas são cada vez mais um conjunto de bits e bytes, de 0 e 1, dificultando o acesso a quem não se dá com “máquinas”. Para quem cresce com os videojogos e os computadores, perceber o funcionamento de uma câmara fotográfica digital é mais simples e intuitivo. Como normalmente esta tendência é conferida mais aos elementos masculinos, a aproximação é mais notória nos filhos do que nas filhas.

Homens são tendencialmente mais propensos à  tecnologia

Homens são tendencialmente mais propensos à tecnologia

“Hereditariedade”

A hereditariedade é o ato de determinada condição ser passada de pais para filhos. Normalmente usa-se o tempo para definir caraterísticas físicas ou médicas, mas neste caso está relacionada com a visão do fotógrafo. As filhas (meninas) estão habituadas a ver os pais (homens) com a máquina fotográfica. crescem com essa imagem e assumem-na como dado adquirido. Assim, no futuro, e porque os filhos são o reflexo dos pais, imitam o que sempre viram. Se era o pai que tirava fotografias, na altura de pegar na máquina vão tendencialmente delegar essa tarefa para o namorado ou para o marido.

 

É importante referir mais uma vez que estas situações não 100% efetivas e que, como em qualquer outra situação, podem ser (e são) contrariadas. Por outro lado, a utilização dos smartphones conferem-nos capacidades fotográficas. Pese embora ainda não seja considerada (e mal considerada, na minha opinião) “fotografia”, a utilização dos smartphones para recolhas de imagens vem contrariar a tendência masculina para dominar o mercado.

É notório um crescente no número de mulheres fotógrafas, mas o que é certo é que sempre que vamos de fim de semana, ou até mesmo de férias, o mais comum é vermos os homem, o pai, com a câmara fotográfica a registar as memórias. A utilização do tripé, do temporizador da máquina ou do disparador pode inverter esta tendência permitindo que este possa estar presente no registo fotográfico, mas são raras as vezes em que a posição assumida pelo pai é delegada para outro elemento familiar.

Um assunto que pode ser controverso, alvo de discussão e discordância, mas sob o meu ponto de vista – e não estou a fazer qualquer tipo de avaliação – o pai é o preferido para tirar fotografias.


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