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É Natal, Ninguém leva a mal. Estourem o dinheiro nesta prenda!


Tempo de Leitura: 4 minutos

A época natalícia é aquela altura do ano em que apenas compramos uma lembrança para os que nos estão mais próximos. Quer dizer… Começa a ser assim, quando o dinheiro começa a faltar…

Os planos repetem-se ano após ano. “No próximo ano vai ser mesmo só uma lembrança; e só para as crianças…” Pois sim! Nós bem gostávamos, mas depois vem a amiga que fez isto,  amigo que até nos ajudou naquilo, e o dinheiro esgueira-se por entre os nossos dedos. Uma vez ou outra, também merecemos ter uma prenda (super) especial da pessoa que mais nos ama – nós próprios!

Estes últimos tempos tive a oportunidade de experimentar um smartphone sobre o qual tinha uma particular curiosidade. Aliás, remontando à primeira metade do ano de 2016, a FOTO GURU insistiu com a Huawei no sentido de nos ser possível fazer um test drive sob a perspetiva fotográfica deste equipamento. Na altura não obtivemos qualquer resposta, tendo inclusivé tido conhecimento de que a própria marca abordou um outro fotógrafo para fazer o teste que nós próprios nos tínhamos proposto. Se por um lado ficamos dececionados, por outro vimos que as nossas ideias não são tão estúpidas como nos possam querer fazer ver.

Adiante, e não obstante do comportamento dos “quadros” da Huawei, lá tivemos (por outros meios) acesso ao referido modelo. Foram 30 dias de intensos testes e desafios que, com a minha atenção apenas focada na qualidade fotográfica, deixei para trás outras caraterísticas de topo do Huawei P10.

Qualidade Fotográfica

O Huawei P10 vem equipamento com duas objetivas traseiras da Leica. Só isto deveria ser o suficiente para terminar o artigo. Contudo, e porque estes senhores não se deixam ficar por meios termos, juntaram-lhe um software poderosíssimo que faz… maravilhas.

A primeira grande diferença existente neste modelo é que os “pretos e brancos” são fotografados com uma lente, enquanto as cores são fotografadas com outra. A existência desta separação permite uma maior definição das cores e dos contrastes.

Profundidade de Campo

É notória a presença de manipulação de imagem via software. O dinheiro compra muita coisa, mas há outras que nem que este fosse infinito, por questões de leis da física, são impossíveis de alcançar. Um dos pontos fortes deste equipamento é, sem dúvida, a capacidade de fotografar (simular informaticamente) a profundidade de campo. Tanto é simulada que pode ser alterada em pós produção. Fiquem com um exemplo (sem qualquer tratamento):

Exemplo de profundidade de campo com Huawei P10

 

Enquanto que nas câmaras DSLR a profundidade é a que escolhemos com a abertura, no Huawei P10 podemos alterar depois de captada a fotografia.

Cores | Pretos

A capacidade fotográfica desta “câmara” permite uma extrema definição de cores, até em baixa luz. Na imagem anterior – e de relembrar que não teve qualquer tratamento – podemos ver a definição e o contraste das cores. Vivas, que saltam aos olhos e nos obrigam a apreciar cada imagem com uma outra vontade. Os pretos são igualmente fantásticos, criando uma amplitude e uma solução polivalente para qualquer solução.

Exemplo de fotografia a preto e branco com Huawei P10

 

Modo Manual | PRO

Eles chamam-lhe o modo PRO, mas eu prefiro Manual… Este modo, que se junta a mais uns quantos outros, permite-nos controlar as definições da câmara. A abertura, o ISO, a velocidade, uma ou outra questão mais avançada que tenhamos por hábito usar na DSLR. Confesso que aqui, muitas das vezes, me perdi, dissociando-me da utilização de um smartphone, levando-me a crer que estava realmente perante uma máquina fotográfica.

Os testes, como referi anteriormente, foram vários. A utilização foi feita no dia a dia, sem cenários montados ou procura do melhor spot. Foi na rua, na noite, nos restaurantes, com amigos, em família, mas deu para brincar…

panning foi um teste que tive particular curiosidade em fazer. Queria saber até que ponto o meu dinheiro poderia comprar uma alternativa (diária, de uso mais pessoal) à câmara fotográfica. Confesso que, mais uma vez, fiquei surpreendido…

Exemplo de panning com Huawei P10

 

Conclusão

O trabalho não foi encomendado. Os testes foram feitos por carolice e por curiosidade face aos anúncios da imprensa no que respeita à qualidade fotográfica do Huawei P10. Não quis saber de outros aspetos também importantes como a capacidade de armazenamento ou o processador que o equipa, mas preferi dar ênfase a aspetos como a fotografia em RAW que nem aqui abordei e cujas prestações são fantásticas.

smartphoto veio para ficar. Fartamo-nos de incutir este espírito e estamos certos de que é este o caminho. Obviamente que não num registo estritamente profissional, embora haja quem o faça. Ainda assim, não nos devemos alhear da realidade nem mantermo-nos quadrados e resistente às tendências.

O Huawei P10 é um equipamento de referência que, não sendo caro, custa dinheiro. Eu explico… Para nós “caro” é algo para o qual temos de despender uma considerável quantia de dinheiro sem que tiremos partido do investimento. Neste caso, estamos certos que o dinheiro que gastamos para adquirir este produto nos traz o benefício que procuramos.

Gostávamos poder ter sido patrocinados pela Huawei para a realização deste test drive  (e não uma review), preferencialmente se tivéssemos a possibilidade de, no final, ficar com o modelo experimentado. Foi com muita pena que nos tivemos de despedir dele, na esperança de um (re)encontro futuro.

Voltando ao mote do título do artigo, deixemo-nos de entrar em “concursos de prendas” e ofereçam-se neste Natal uma verdadeira prenda.


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