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Não procures o sucesso… Agarra-o!


Tempo de Leitura: 3 minutos

Nem todos fotografamos com vista à comercialização ou à vertente mais profissional da fotografia. Contudo, com o correr do tempo é normal ambicionarmos o sucesso. Por vezes tomam-se atitudes com vista a alcançar os patamares mais altos, outras é importante aproveitar o momento ideal.

Sempre que nos vêem com uma câmara na mão, somos alvos de admiração. Talvez porque usemos lentes maiores e melhores, dando um aspeto mais profissional. Por vezes enganam-se, mas outras há em que estamos realmente prontos a captar os verdadeiros momentos. Estar sempre preparado é meio caminho andado para o sucesso, seja ele publicitado ou não.

Num normal dia de praia, levei a minha 6D com a 70-200 e o duplicador x1.4 na mochila. Fi-lo porque queria tirar umas fotografias aos meus filhos e porque tinha combinado com um amigo bodyboarder fazer umas chapas. O mar não estava grande coisa pelo que me dediquei preferencialmente aos mais novos.

Aproveitando alguns adereço próprios do desporto aquático, fui fazendo o gosto ao dedo. O cliente era eu próprio pelo que sabia exatamente o que queria… Não foi difícil e o sucesso era garantido!

Ainda assim, e uma vez que o fato, os pés de pato e a prancha estavam no saco, ele preparou-se e foi para o mar. Pronto, posicionei-me junto às rochas na esperança de captar alguns movimentos. Entrou na água e rapidamente fui obrigado a movimentar-me para outros locais, em busca de melhor visão, longe dos veraneantes presentes da praia.

Tiro uma, duas, três fotografias.. De imediato sou abordado por uma jovem que me questiona acerca do alvo das minhas fotografias. É que entre mim e o meu amigo estava uma criança que brincava com uma prancha de bodyboard. Fiquei apreensivo, não fosse a rapariga bombardear-me com as questões do Regime Geral de Proteção de Dados e querer “armar confusão”. Rapidamente expliquei quem era o meu alvo, tendo inclusivé mostrando algumas fotos diretamente da câmara.

E assim nasce um cliente

Contrariamente ao que tinha pensado, a irmã do aspirante a bodyboarder julgou que eu fosse profissional. “Com esse equipamento pensei que estivesse a fotografar o meu irmão para uma publicação qualquer. Se assim fosse, gostava depois de poder ficar com as fotografias!“. Rapidamente o cenário mudou. O que era uma simples tarde de praia e a construção de um álbum de família, rapidamente se converteu numa sessão paga. Obviamente que as minhas atenções se voltaram também para aquela criança que, por sinal, até nem era fraca figura.

No final, consciente de que o negócio poderia não se realizar, pedi à jovem que me desse alguns minutos para que pudesse terminar de fotografar, conseguisse chegar à toalha, para podermos trocar contactos.

Assim, foi. Cerca de hora e meia depois, já nem eu me lembrava do episódio ao qual nem dei grande importância, tocam-me nas costas; era ela! Prontamente me acompanhou à toalha onde lhe facultei um dos meus cartões de visita. A seguir foi tudo normal. Troca de emails, pagamento e envio de fotos.

Conclusão

Aquilo que inicialmente era um dia tranquilo, em família, rapidamente se tornou numa oportunidade de negócio que não deveria ter sido descartada. Nem sempre darmos nas vistas é mau. Pode implicar um cuidado extra na proteção do material, mas compensa na criação de valor (negócio). Não é uma prática que se deva fazer com regularidade, pois haverá algum instante em que deixamos o material desprotegido e o pior pode acontecer.

Contudo, existe todo um mercado por explorar e não há uma receita ou uma fórmula para o sucesso. Devemos sim ter visão periférica e, mesmo sem forçar, estar preparados para rentabilizar o tempo e o equipamento. É certo que, mesmo de férias, há possibilidade para ganhar dinheiro!

 

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1 Comentário

  • Reply
    Ricardo Miranda
    8 Agosto, 2018 at 14:46

    Assim é de facto… mas para quem pouco percebe de material fotografico ou fotografia, ver alguém com uma maquina grande e um canhão montado na mesma e etc, a primeira coisa que vem à cabeça é de facto o ” profissional” ou o ” muito entendido “… porém, hoje em dia, e já para não falar no que mais conta na hora de fotografar ( o fotografo) , existe material fotografico cada vez mais compacto ( máquinas e lentes etc) , com qualidade igual e supetior até
    mas que não chama tanto à atenção… substima-se ainda muito este matetial, e o pessoal ainda é um pouco visto como um simples “paparazzi”… o caso muda de figura quando vêm o resultado final… mas se não virem é isso mesmo… máquina e lente pequena = amador/principiante/entusiasta/paparazzi

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