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Não escolhas a Fotografia. Deixa que Ela te escolha a ti


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Quando entramos no mundo da fotografia há vários estilos que nos são queridos. A fotografia de produto, paisagem, retrato, …etc. Contudo, cada estilo requer equipamento e capacidades diferentes que podem, ou não, estar inerentes no fotógrafo. Não basta ter máquina, é preciso saber mais qualquer coisa….

A Fotografia é um exercício fácil. Contudo, há condicionantes e caraterísticas que nos levam a optar por um género em detrimento de outro(s). Há quem escolha a vertente fotográfica que mais lhe agrada, outros vão pelo lucro que dela podem obter. Ainda assim, uma decisão errada pode incorrer no insucesso e numa má publicidade perante o nosso público.

Fotografar concertos de música ou desportos aquáticos nã0 é igual a fotografar produto ou, mais recentemente, casas para Alojamento Local. Andamos sempre atrás das modas e das necessidades dos clientes que querem aproveitar a onda do mercado.

Dengaz ao Vivo – Fotografia de Miguel Lemos

Quando utilizamos a câmara fotográfica, mesmo que para um trabalho pessoal, devemos empenhar-nos como se de um trabalho pago fosse. Nem que seja por uma questão de exercício e prática, é nestes momentos que nos apercebemos das nossas fragilidades.

Pessoalmente, e como qualquer outro fotógrafo iniciante que procure um lugar ao sol, já ponderei a fotografia de casamentos. É inegável que é um mercado em ascensão e é alvo de desejo para quem quer (sobre)viver da fotografia. Registar momentos inesquecíveis pode ser tão gratificante como ingrato.

Um exercício vulgar

Uma festa da escola dos nossos filhos pode perfeitamente ser um bom ensaio. Não há noivos, não há troca de alianças, não há copo de água. Ainda assim há pessoas, momentos, sentimentos e reações. Se virmos por este prisma, e considerando que é um evento igualmente único, então podemos considerar que temos duas situações de “igual” importância.

Foi exatamente isso que aconteceu na festa de fim de ano (Jardim de Infância) dos meus filhos. Com o coração dividido entre pai e fotógrafo (não oficial) vi metade da festa e fotografei a outra metade. Ainda assim, e depois de chegar a casa, fiz uma análise mais profissional ao “trabalho”. Muita coisa ficou por fotografar… Essencialmente pormenores!

Certo é que (pelos comentários) não desiludi, mas pessoalmente considero e sei que poderia ter feito melhor. A prática – ou a falta dela – levaram-me a não considerar algumas fotografias que teriam enriquecido o trabalho.Ninguém deu pela falta delas, apenas eu. Mas é o suficiente para me relembrar a razão pela qual nunca aceitei fotografar casamentos.

Um pequeno exemplo que acontece mais vezes do que possamos imaginar. Estou mais habituado a fotografar música ou desporto náutico. Não quer dizer que não possa aprender outras vertentes, mas não será muito fácil adotar as técnicas habituais nesse tipo de registo.

Não se enganem! Não escolham a fotografia pela compensação que vos traz, mas sim pelas capacidades ou aptidões que têm. É certo que podemos sempre aprender, mas se formos bons, até a fotografar funerais podemos ganhar a vida!

 

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