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Tenho medo. Será que vou conseguir?


Tempo de Leitura: 2 minutos

Ter medo faz parte do processo. Por vezes o nosso maior inimigo somos nós próprios. Como conseguirei ultrapassar este sentimento que me prejudica?

A fotografia é uma atividade (quase) perfeita. Enche-nos o coração e a alma por nos dar a possibilidade de fazermos o que mais gostamos, ao mesmo tempo que temos a possibilidade de trabalhar em vários ambientes. O trabalho nunca é igual! Contudo, e principalmente na fotografia de rua, o medo impera…

Pessoalmente é uma área que me agrada, mas que não pratico. Infelizmente não sou um mero executante e deparo.me com algumas questões que me intimidam e me proíbem de prosseguir. E se encontro alguém que gostava de fotografar, mas que não acede ao meu desejo? E se me abordam de forma reprovadora? De que forma poderei, ou deverei, agir?

Muito se fala nos direitos de imagem e no respeito pelo próximo. Ainda assim há a questão pessoal… No meu caso tenho sempre receio de que não acedam com bom grado ao facto de lhes estar a tirar uma fotografia. Não os conheço, não sei quem são e ainda assim são personagens que, de certa forma, são importantes para o momento.

Não me imagino a fotografar alguém e ser, de imediato, confrontado com a sua reprovação. Nunca sabemos quem está do outro lado e estamos sujeitos a que nos danifiquem o equipamento. O respeito que temos pelos outros, poderá não ser correspondido. Tal como os índio, algumas pessoas sentem-se invadidas e com a alma “profanada”.

Fotógrafos conhecidos como a Diana Rui Carapuço (que já tivemos a oportunidade de entrevistar) ou o Paulo Pimenta fazem-no como ninguém. Nunca cheguei a perceber de que forma conseguem tantas fotografias de qualidade… Será que usam o consentimento das pessoas antes de fotografar? Mas isso não prejudica a fotografia, uma vez que a espontaneidade se “vai”? Depois da fotografia vão pedir autorização? E se lhes dizem que não querem ou não permitem a recolha daquela imagem?

Será que já alguma vez tiveram uma abordagem mais violenta? Como conseguir ultrapassar este medo? Alguns fotógrafos conhecidos ditam que devemos fotografar sem olhar a questões secundárias como a preocupação sobre o que outros pensam de nós. Agem quase como snippers à procura da melhor imagem e fogem de seguida para não dar oportunidade de abordagem. Não sei se será esta a forma mais correta de o fazer, mas dificilmente me estou a ver a camuflar-me na multidão qual ladrão que acaba de roubar um telemóvel.

A vós, os que praticam esta “atividade”, expliquem-me (nos) como devemos agir… Uma coisa é a teoria, mas … e na prática, como funciona?


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1 Comentário

  • Reply
    Luis Ruivo
    26 Fevereiro, 2018 at 0:47

    Pois, é um facto…escolher ou decidir no momento se pedimos autorização ou não,se nos sorriem ou parecemos terroristas disfarçados com máquinas fotográficas. Adoro fotografia de rua, costumo fotografar bastante em Lisboa e tenho por hábito e educação pedir autorização, mas as melhores fotos são as outras, aquelas que são unposed.

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