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“O que importa é o fotógrafo”… Será mesmo assim?


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O fotógrafo é um “operador de máquinas”. Com capacidades diferenciadas, executa tarefas que resultam em verdadeiras obras primas. Mas será ele o único responsável?

Fartamo-nos de apregoar ao vento que “quem faz a fotografia é o fotógrafo“. É uma verdade incontornável que demonstramos ao longo de vários artigos. Há os que usam apenas smartphones para realizar sessões, há os que usam soluções baratas como câmaras de brincar, … há imensos testemunhos de bons profissionais que marcam a diferença, até com equipamento “rasca”!

Contudo, nem tudo é assim tão verdade… Foram alguns entrevistados que referiam a qualidade do material como um elemento imprescindível. “Menino conhece Menina” é um dos vários exemplos que se afirmam fieis às marcas e aos materiais mais caros. Embora tenhamos a intenção de facultar aos nossos leitores as soluções mais baratas para atingir os mesmo resultados, não podemos deixar de enunciar alguns casos em que isso pode ser prejudicial…

Durabilidade

Imaginem um carro telecomandado comprado na “loja dos chineses” e um comprado numa outra loja, de especialidade. Como deve ser de conclusão imediata, referir-se-ão ao “dos chineses” como mais frágil. Aliás, o comentário será (assim que este se estragar): “Também foi mais barato…!

Com o material fotográfico acontece o mesmo. Podemos poupar em alguns aspetos, mas devemos estar cientes das suas capacidades mais reduzidas. Há uns dias falamos da Canon 50mm f/1.8. É uma lente fantástica, barata, mas… com uma grande percentagem de plástico. Tornando-se mais frágil, reduzindo os custos de produção, é possível obter uma boa lente a um preço mais baixo. Por outro lado, o cuidado que devemos ter com ela deverá ser redobrado. É mais frágil e poderá durar menos tempo. É um risco que teremos de correr (eu, pessoalmente, considero que é um risco proveitoso…).

O material de qualidade, o mais caro se preferirem, tem outros elementos que o tornam …. mais caro! Por outro lado, o aumento do preço está diretamente relacionado com a qualidade do material e da robustez do produto. Assim, havendo possibilidades e sem qualquer limite orçamental, é óbvio que aconselhamos a comprarem sempre a melhor opção.

Consistência

O aspeto que aqui se avalia está mais vocacionado para a iluminação. Um kit de luzes comprado no eBay poderá ter (e terá) uma consistência inferior à desejada. Ao final de algumas horas de utilização, acreditamos que a intensidade e a própria qualidade da luz não seja a mesma que obtivemos no início. A qualidade, tal como referimos no ponto anterior, é mais reduzida, revelando-se prejudicial com o evoluir dos tempos.  Esta inconsistência prejudica não só a captação da imagem desejada, mas também aumenta o tempo que o fotógrafo terá de gastar na pós produção, até que chegue ao resultado desejado.

Assistência

Como funciona quando um equipamento avaria? Para já não falar na probabilidade de avariar, que é superior, é no serviço pós venda que se vê a verdadeira qualidade de uma marca.

Comparem a assistência de um produto barato como uma televisão (por exemplo). Vejam o preço das Sony ou das LG em comparação com as Qilive… Ambas dão imagem e som… Se não olharmos a aspetos muito técnicos e se não formos muito exigentes, qualquer uma serve na nossa sala. Contudo, se avariar, podemos estar mais tranquilos com um serviço da Sony ou LG do que o da Qilive.

Antes de mais deixem-me referir que gosto bastante da marca Qilive e que nunca, repito, NUNCA tive qualquer problema com eles. O nome aqui está meramente a ilustrar uma situação hipotética)

O investimento feito em serviços de Pós Venda é um dos aspetos que está espelhado no preço final do produto. Nunca ninguém espera pagar por uma reparação… Prefere pagar mais pelo produto que, para além de dar a confiança no mesmo, pressupõe uma assistência de qualidade.

Qualidade de Imagem

Para ser mais fácil, imaginemos o corpo da máquina fotográfica. Por que razão a Canon 100D é bastante mais barata que a 5D? Não é uma questão de segmentação de mercado… Por ser entrada de gama, a 100D tem componentes diferentes. Aqueles aspetos que só são percetíveis nas impressões em grandes formatos, são aqui revelados.

Maior parte dos praticantes utilizará as fotografias para a internet. Quando muito para imprimir em 10×15 ou usar numa moldura digital. Neste caso não é necessário comprar uma máquina de topo, e é nesse sentido que aconselhamos sempre a poupar dinheiro.

Contudo, e caso a utilização seja mais profissional e exigente, os preços fazem revelar outras caraterísticas. O número de pontos de focagem, o sensor, … há “n” (micro) configurações que, num todo, elevam um corpo a outro patamar.

 

A verdade de que “não é o equipamento que faz a fotografia, mas o fotógrafo” é real. Contudo é sempre preciso perceber qual o contexto em que esta afirmação se aplica.


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