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Impensável! Até eu fazia melhor que isso…


Tempo de Leitura: 3 minutos

Quando contratamos um fotógrafo profissional, esperamos entregar as nossas lembranças nas mão de quem sabe o que faz. Queremos ter recordações por muitos anos e é impensável que algo corra mal. Será?

Os fotógrafos são os principais responsáveis pela felicidade dos outros. Registam momentos inesquecíveis, tornando-os ainda mais únicos. Usam o seu conhecimento técnico e a sua sensibilidade para enaltecer um aspeto mais importante. Mas por vezes o impensável acontece e sai-nos o tiro pela culatra. Assim foi, muito recentemente, no Reino Unido…

A área da fotografia continua em ascensão. Contratam-se fotógrafos (quase) para tudo e para nada. São aniversários, sessões de gravidez, bebés, crianças e até animais de estimação. Contudo, continua a ser nos casamentos que o mercado vai assentando e evoluindo. Hoje quase (QUASE) qualquer um pode tirar fotografias. Registar os momentos mais importantes para memória futura.

Há uma vasta oferta e é preciso perceber quem mais se identifica com o estilo fotográfico que pretendemos obter. A pesquisa no mercado é um trabalho que cabe ao cliente. Procurar alternativas e estudar cada portefólio individualmente para que se minimizem falhas.

Ainda assim há sempre ocasiões únicas que, por questões que nos são totalmente alheias (a nós, clientes), podem transformar um evento de sonho em algo impensável. Foi recentemente, no Reino Unido, que um casal ficou surpreendido com as fotografias registadas pelo profissional contratado, durante a cerimónia de casamento.

O que se passou, afinal?

Acontece que, no final de 1636 fotografias – sim, mil seiscentas e trinta e seis – os noivos repararam que a maioria delas eram das Damas de Honor, esquecendo-se dos elementos principais – os noivos!

Pelo que relatam os protagonistas, a noiva nem sequer tirou uma fotografia com o pai… Algo inédito no mundo da fotografia de casamento! A grande maioria das fotografias revelavam as partes mais sensuais das Damas de Honor, nomeadamente, e passo a citar:

montes de fotografias dos seios, decotes e traseiros das minhas duas damas de honor e de outras mulheres

Agora parece que tudo vai terminar nos tribunais. Alegações de ambos os lados, o certo é que este casal não mais terá as lembranças desejadas e pelas quais pagou.

Mas afinal de quem é a culpa? Pelos vistos, o fotógrafo contratado já tem histórico em questões semelhantes. Contudo, e segundo ele, apenas uma pequena e quase insignificante percentagem perante o número total de casamentos que já fotografou.

Mas então, e agora?

Não obstante da longa batalha judicial que se vai travar, o certo é que aquela data vai, sem dúvida, ficar para sempre gravada nas memórias de quem participou na boda. E não apenas na memória dos noivos, já que os convidados também se incluem nos elementos sem lembrança.

Conseguirão eles minimizar o prejuízo recorrendo às agora tradicionais fotografias por telemóvel? Terão acesso a imagens de qualidade para criar uma razão pela qual se poderão rir no futuro? Certo é que nós, a quem a fotografia nos diz muito, temos de ter muito cuidado com a aceitação dos trabalhos.

Um medo pessoal

Recordo que fui recentemente assediado para aceitar fotografar um casamento e quando vejo uma notícia destas, … assusto-me! Não porque vá fotografar a sexualidade e a sensualidade dos convidados, mas porque algum momento pode falhar.

É fácil errar! É mais fácil errar do que fazer um bom trabalho. Sempre foi este o receio em aceitar convites anteriores para grandes cerimónias. Contudo, há que começar… Alguma vez tem de ser a primeira.

Tenhamos cuidado! Tenhamos consciência de que é preciso praticar, simular, experimentar antes da “prova de fogo”.

Leiam o artigo, na íntegra, publicado no Correio da Manhã [aqui]

 

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