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Fotografia Aérea: Como, quando e porquê?


Tempo de Leitura: 3 minutos

Tudo evolui! É um processo natural e, independentemente do tema, o mais normal é conseguirmos comparar o “Antes” e o “Depois”. A fotografia aérea é, entre outras, uma evolução natural.

As razões são várias e o certo é que, quando nos sentimos minimamente confortáveis a desenvolver um qualquer tipo de trabalho, queiramos evoluir. Eu faço mergulho pelo que a primeira extensão foi, logicamente, para o mundo “aquático”. Depois de terra e mar, o mais normal é querer subir mais alto. A fotografia aérea é, e sempre foi, uma vontade que hei-de conseguir…

Não, ainda não entrei verdadeiramente no mundo da fotografia aérea. Já tive um drone (DJI Phantom 3) e cheguei a comprar os acessórios para uma câmara fotográfica compacta, mas … o sonho morreu antes de começar.

Depois de algumas tentativas frustradas de colocar o “bicho” no ar, achei mais fácil partir as hélices do que chegar sequer a ligar a câmara do drone. Não me considero inferior a outros, mas achei que aquela não era a altura ideal para aprender (e canalizar uma boa parte do meu pouco tempo livre) a voar. Assim, o resultado foi o mais previsto – vendi o equipamento!

Já lá vai mais de um ano e o bichinho nunca me abandonou – o que é significado que é mesmo para avançar. Ainda não estou certo de que esta seja a altura ideal, mas como sei que não vai demorar muito, comecei por fazer um levantamento de algumas considerações importantes.

Condições meteorológicas

Drones e meteorologia não funcionam muito bem, desde que um deles não aceite as condições do outro. Voar com chuva é impensável e com vento, não convém… A água (chuva) costuma ser prejudicial ao material eletrónico e com os drones acontece exatamente a mesma coisa, por isso… nem sequer tentem! Já com o vento, e embora seja possível voar (embora com maiores dificuldades), o drone tem tendência a inclinar-se para a frente fazendo com que sejam visíveis as hélices frontais. Assim, poderemos comprometer o enquadramento e prejudicar a “limpeza” da fotografia.

Configurações da Câmara

Ora bem, se estamos no ar com motores a rodar, é normal que a estabilidade da imagem não seja a melhor. Compensada por um gimbal, a coisa pode melhorar, mas nunca fica completamente estático. Assim, é importante usar a velocidade do obturador para conseguir captar uma imagem sem arrasto. Como estamos a falar numa gama de “iniciante” é importante perceber que as câmaras que equipam maior parte dos drones não são passíveis de serem controladas em termos de abertura e ISO, portanto preparem-se…

Iluminação

Caso consigam lembrar-se deste tópico, é importante que as imagens sejam captadas com o sol “de lado” ou “de frente”, sem incidência direta. Caso apanhem o sol nas traseiras do drone, as imagens tenderão a sair demasiado claras, sem sombras ou contrastes. Uma vez que não se fotografa em RAW, vai ser mais difícil de recuperar uma qualquer imagem captada neste sentido.

HDR

Utilizar a técnica de HDR pode ser uma vantagem. Já aqui falamos nesta técnica que consiste em tirar 3 (ou mais) fotografias com diferentes exposições e “montá-las” em pós produção. No caso de termos pouco contraste, esta solução pode conceder um melhor resultado final à imagem.

Panoramas

Tirem partido da localização. Façam panoramas que, em pós produção, resultam em fotografias maiores, com mais qualidade, aumentando o impacto visual do resultado.

 

É justo pensar nestas questões, uma vez que a nossa intenção é, na realidade, fazer fotografia. Contudo há outras questões, menos técnicas, que também devem ser consideradas. Voltaremos a este tema para as apresentar e debater. Por enquanto fiquem com este artigo para vos aguçar a vontade de partir para este novo desafio. Talvez nos consigamos encontrar “lá em cima”!


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