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Expor ou Não Expor… Como fazê-lo?


Tempo de Leitura: 3 minutos

Expor fotografias não requer nenhuma ciência, mas pode ser ingrato. Todo o cuidado é pouco para não estragar o quadro nem … a parede! Mas como fazê-lo?

O tema não é novo, mas nunca o trouxe para o blog. Foi com a exposição do Rui Almeida (Exposição Eterno Efémero) que tudo voltou a fazer sentido. Tenho muitas fotografias e quero expor algumas. É uma das melhor formas de publicitar o nosso trabalho (mesmo em nossa casa).

Em conversa com o Rui, ficamos a saber alguns truques que usa nas suas exposições. Tal como nós, procura sempre a melhor relação preço/qualidade. Queremos sempre o mais barato e melhor que encontramos no mercado. Antes de mais, (já) ficamos contentes em perceber que o “defeito” não é nosso; todos gostam de poupar…

Perguntei ao Rui Almeida de que forma ele prepara as fotografias para expor. A resposta, diferente do que esperava, revelou-se numa solução ainda mais barata que a que inicialmente pensávamos.

A nossa solução

Pessoalmente uso KLine. Para quem não sabe, o KLine é uma superfície semi rígida, com uma quantidade de espuma prensada entre duas folhas de cartão. A quantidade de espuma varia, fazendo variar a consistência da solução e, por conseguinte o preço.

Depois, com uma cola de papel (normal) colamos a fotografia no KLine. que temos de ter cuidado para preenchermos a totalidade da superfície. Caso contrário arriscamo-nos a ficar com bolhas de ar nos sítios onde a cola não chegou. Colada a fotografia, temos a nossa fotografia pronta para a colocação. Aqui surge outro problema.

Por muito leve que seja o KLine, com a fotografia colada e com o tamanho da impressão, há sempre um peso considerável. Temos várias soluções para a colocação. Ou usamos fita cola dupla face, que pode danificar a tinta quando retiramos o quadro da parede, ou usamos outra solução à qual normalmente damos o nome de “Bostwick”. Embora “Bostwick” seja uma marca, queremos referir-nos a uma pasta maleável que agarra superfícies. Ao estilo de “pastilha elástica” serve de elo de ligação entre as duas superfícies.

É esta a solução que uso em casa. Contudo, ao fim de algum tempo, o peso da fotografia faz com que a pasta se “adapte” e acabe por esticar demasiado, perdendo a força. A fotografia acaba por cair.

A solução usada na exposição Eterno Efémero

O Rui usa uma configuração mista…Coloca a fotografia entre uma folha de cartolina, normal, e uma película de PVC semi rígido que comprou numa gráfica. Segundo ele, ambos produtos (juntos) são mais baratos que o próprio KLine. Se a isso juntarmos o preço da cola que ele não usa, já estamos a poupar.

Depois arranjou uns “cantos” metálicos próprios para fotografias. Esses cantos são colados com a “Bostwick” para poderem ser removidos, mais tarde, sem danificar qualquer elemento. Depois usa uma fita cola de dupla face para colar a cartolina à parede.

Esta parece ser uma solução que não resolve o nosso problema, uma vez que danifica a parede lá de casa, mas … é o que ele usa! Provavelmente as paredes do Centro Cultural de Carnide sejam de um material que não saia prejudicado (como madeira, azulejo ou mármore, por exemplo).

Conclusão

Não tendo ficado totalmente esclarecido quando ao binómio “moldura / parede” sempre fiquei com uma perceção que existem outras soluções, home made, mais baratas e leves que a minha. Resta agora experimentar se, se com esta solução, o “Bostwick” continua a ceder. Digamos que fiquei 50% esclarecido…

Já agora, de que forma expõem as vossas fotografias? Em casa ou num evento público, que solução usam? Deixem os vossos comentários.


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1 Comentário

  • Reply
    Helena Granjo
    18 Janeiro, 2018 at 17:14

    Fiz algumas pequenas exposições e arranjei umas molduras em cartão branco, duro , parecidas com os passepartouts dos quadros , em tamanhos 20×30 e 20×25 que dão um ar muito clean às fotografias e fixei à parade usando o patafix ou o bostick.

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