OPINIÃO

Tu é que és um mau fotógrafo


Tempo de Leitura: 3 minutos

A verdade tem de ser dita, e por muito que te custe, a verdade é dura… Tu é que és um mau fotógrafo! Desculpa, mas tens de reconhecer…

O mundo vive de especulações. É na banca, no petróleo, na saúde… Onde há um “zum zum”, haverá uma reação que pode alterar o comportamento económico. Se há uma guerra no oriente, o preço dos combustíveis vai ser afetado. Se a Rússia decide fechar um pipeline de gás, a Europa anda de candeias às avessas… e isso é mau!

Numa proporção mais reduzida, todos os dias presenciamos guerras entre as marcas. A Ferrari compete com a Porsche, a Canon com a Nikon, a Nike com a Puma e por aí fora. Os estudantes de direito valorizam o seu curso perante os de medicina ou engenharia, enquanto os portistas/benfiquistas/sportinguistas descredibilizam os clubes rivais. Na realidade, nenhum deles está pleno de razão.

Cada indivíduo é único e, por conseguinte, diferente. As nossas escolhas são feitas de acordo com os ensinamentos que tivemos, bem como com os gostos que fomos desenvolvendo. Eu sou pessoa de adorar Canon. Pese embora a maravilhosa experiência que tive com a Fujifilm X-Pro2, a marca à qual me fui habituando é, sem dúvida a Canon. Acredito e aceito que outras possam ser a melhor escolha para outros como eu (ou até melhores), mas … são gostos!

Quando falamos em qualidade, tentamos analisar qual o melhor e o pior que cada marcam nos oferecem. A qualidade da imagem, a definição, as cores, o facto de serem full frame ou não… Enfim, uma imensidão de caraterísticas que avaliamos de acordo com os nossos padrões. Na realidade, o que deveríamos fazer era definir um objetivo. Perceber onde queremos chegar e qual a máquina que nos traz a melhor configuração.

Um bom pintor até usa o café como tinta. Um bom patrão usa a motivação como força aliada. Quem não tem cão, caça com gato e é exatamente isso que aqui está implícito. Tu é que és mau fotógrafo… ou seja, não há máquinas más, não há máquinas de fraca qualidade, desde que sirvam o propósito a que se destinam. Quantas vezes pensaste trocar (ou até mesmo trocaste) de máquina sem nunca teres levado a tua ao limite? Quantas vezes ansiaste por uma lente mais potente? Quantas vezes abandonaste um projeto por “suposta” falta de condições? Então é verdade, … tu és um mau fotógrafo!

Já pensaste se as fotografias das Iª e IIª Grande Guerras teriam o mesmo sucesso se não tivessem o ruído inerente ao ISO elevado? E o que seria do fotojornalismo? Alguém se interessa pela qualidade das imagens quando a história está toda retratada numa fotografia? Se usarás grande parte das tuas fotografias na net porque estás tão preocupado com fotografias em qualidade máxima? Sabias que, a cada upload de fotografias no facebook, é-lhes aplicado um algoritmo para redução de espaço em disco? Sabias que a redução do tamanho implica a qualidade da imagem?

Se pensares bem, serás obrigado(a) a concordar que não há máquinas más nem máquinas boas. As caraterísticas inerentes a cada máquina são mais do que o suficiente para determinados tipos de fotografia. Senão servem o teu propósito, a culpa não é delas… Não podes é dizer que a máquina é má! Indo um pouco mais longe, e chegando à conclusão que não consegues fazer com determinada câmara a magia que outros fazem, então chegamos ao título deste artigo e sim “Tu é que és um mau fotógrafo”!.

 

 

 

 

 


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