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Entrevista com… MARIA FERNANDES


Tempo de Leitura: 1 minuto

 

Descobriu a sua vocação por acaso. Amante do que é perfeito, Maria Fernandes dedica-se a eternizar os momentos únicos das vidas de gente comum.

 

MARIA FERNANDES

Chama-se Maria Fernandes. É  fotógrafa, ilustradora e escuteira. Tem grande paixão pela fotografia e encontra nos registos fotográficos relacionados com a Natureza o verdadeiro sentimento de satisfação.



Habituada à fotografia de casamentos, batizados e outros “dias especiais”, poderá ser a responsável por eternizar os seus momentos.



Sou Fotógrafa e ilustradora.

Apresenta-te e apresenta o teu trabalho. Fala um pouco de como apareceste na fotografia e que tipo de trabalho gostas mais de fazer.

Chamo-me Maria Fernandes, tenho 27 anos e sou fotógrafa e ilustradora. O meu gosto pela fotografia começou desde pequena. Sempre gostei de ver as fotografias antigas cá de casa e de pensar como era mágica aquela maneira de guardar momentos especiais. O gosto tornou-se paixão quando estava na Faculdade de Belas Artes e decidi ir para fotografia. Na altura comprei uma máquina melhor e comecei a fotografar os miúdos dos meus escuteiros, nos nossos acampamentos. Percebi que gostava mesmo de fotografar pessoas e que as gostava de fotografar sem poses, como se na verdade eu nem estivesse lá.

Depois da faculdade comecei a trabalhar com uma fotógrafa, com quem aprendi muito, tanto sobre a parte do negócio em si como na parte da fotografia e edição. A prática ajuda muito!  Hoje trabalho geralmente sozinha e fotografo de tudo um pouco. Os meus trabalhos favoritos continuam a ser as reportagens no meio da natureza, mas os casamentos revelaram-se dos meus trabalhos mais desafiantes e também dos mais prazerosos.

“Toda a gente é fotógrafa..” O que achas da “concorrência” que surgiu com o BOOM na compra de máquinas fotográficas digitais.

Por um lado acho óptimo que a fotografia esteja ao alcance de todos, que haja material mais acessível que dê para experimentar e aprender regulando tudo de um modo manual. Por outro lado, e isto falando mais pela minha experiência profissional, nota-se uma enorme dependência dos equipamentos eletrónicos, levando a generalidade das pessoas a esquecer-se de aproveitar os momentos. Preocupam-se em registar tudo de forma instantânea, e “em directo”, não as levando a usufruir das situações…  No caso dos casamentos e baptizados, os noivos contratam alguém para registar o dia para que os convidados possam simplesmente vivê-lo. Mas isso nem sempre acontece!

Usas o smartphone para fotografar? Usa-lo meramente para diversão fotográfica ou consideras a eventualidade de utilização de uma fotografia captada por smartphone num artigo ou publicação tua. Porquê?

No meu caso, não uso o smartphone para fotografar a não ser para registos rápidos sem qualidade. Primeiro porque o meu telemóvel não tem qualidade suficiente para tirar boas fotografias e porque até agora não foi prioridade para mim uma boa câmara, quando compro um telemóvel. Eu gosto de poder controlar a fotografia na totalidade e o smartphone não me tem permitido isso. No entanto, sei de alguns fotógrafos que têm boas câmaras no telemóvel e que fazem boas fotografias. Como dizia um professor meu, “para tirar boas fotografias só é preciso um bom olhar“, mas o material também ajuda, claro!

Para trabalho contratado usas apenas material profissional ou consideras a utilização de outro menos “caro”?

Ao longo dos últimos anos, fui fazendo investimentos em material. Um ano comprei uma máquina melhor (neste momento Nikon D750), depois comprei um flash, depois uma lente, enfim… Fui sempre investindo em bom material. Por uma questão de opção, mas também porque o tipo de trabalho que tenho implica material com resistência e durabilidade. A responsabilidade de fotografar um casamento, por exemplo, é bastante grande para poder correr certos riscos.

O que pensas da utilização de artefactos para atingir um mesmo resultado (ou próximo) que atingirias com equipamento mais profissional? Poderias usar essas soluções alternativas (DIY) numa base mais regular ou servem-te apenas para ocasiões pontuais?

Eu sou fã de coisas DIY, mas o tempo que por vezes implicam faz-me nem sempre optar por elas. Em relação a fotografia de reportagem ainda não conheço grandes alternativas, mas difusores, reflectores e afins, … claro que sim!  Já improvisei caixas de luz… nas situações em que dá para “ser criativo“, sou totalmente apologista.

O que achas das “chinesices”? Por vezes encontram-se soluções mais baratas em sites como o Ebay e semelhantes… Usarias um set de equipamento desses para um trabalho contratado?

Como já tinha dito na outra pergunta em cima, eu não gosto muito de arriscar no que diz respeito a fotografar eventos, como os casamentos e baptizados. É um grande risco termos material de qualidade duvidosa nesse tipo de trabalhos. Se alguma coisa avaria a meio de um evento é uma grande chatice; sempre aprendi que o barato sai caro!

Antes de comprar algum tipo de material demoro sempre muito tempo à procura das opiniões de outros compradores, comparações, fóruns, … Para mim é importante fazer essa pesquisa para saber se estou a fazer um bom investimento ou não.  Mas conheço fotógrafos que utilizam opções mais baratas e dão-se muito bem, são fãs, mas eu acho que não conseguiria arriscar.

Adotavas um fotógrafo amador? Queres fundamentar a tua resposta?

Eu adotava um fotógrafo amador sim, aliás já o fiz, com um amigo. Ninguém nasce ensinado e eu quando comecei também era obviamente amadora. Como todos começamos assim é bom trabalhar com alguém que confie no nosso trabalho e acredite no nosso crescimento como profissionais. Foi-me dado esse voto de confiança e só assim cheguei onde estou hoje.  Ainda assim, tenho noção que é preciso muito esforço individual para evoluir; muita vontade de melhorar e procurar ferramentas para isso aconteça.

Acho que nesta área é preciso talento, mas é preciso ainda mais trabalho e muita auto-crítica, Nisso eu acho que sou muito exigente comigo e com o meu trabalho. É difícil não ter sempre algo a comentar, ou a achar que podia ter feito melhor. No entanto acho que é saudável… só assim evoluímos, certo? Se nos conformarmos com o que fazemos não é possível crescer!

És pessoa para que marca?

Nikon


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