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Entrevista com… FERNANDO BAGNOLA


Tempo de Leitura: 1 minuto

 

“O que tem de ser full frame é cérebro e não a camera!  Com esta afirmação, Fernando Bagnola conquista qualquer público…

 

FERNANDO BAGNOLA

É NÓIS!

Brasileiro de nascença, mas com o coração bem implantado em Portugal, fomos encontrar um dos maiores formadores de fotografia. Criou m sistema próprio de formação (presencial e online), permitindo fazer chegar a Fotografia a todos.



Fotografia Profissional e Formação Avançada para Fotógrafos através de workshops presenciais ou consultoria One to One via Skype.

Apresenta-te e apresenta o teu trabalho. Fala um pouco de como apareceste na fotografia e que tipo de trabalho gostas mais de fazer.

Sou Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, formado em Marketing pela ESPM/SP, Fotógrafo Profissional desde 1984 e vivo em Portugal há 10 anos. Atualmente, divido o meu tempo entre a Europa, Brasil e Japão com trabalhos fotográficos realizados nas áreas de Moda, Beleza, Publicidade, Alta Gastronomia, entre outras.

Em 2010 criei meu próprio método de ensino de técnicas avançadas para fotógrafos, com cursos presenciais e por video-conferência através da EFOEscola de Fotografia Online Fernando Bagnola tendo alunos formados nos Estados Unidos, Japão, Brasil, Inglaterra, Angola, Moçambique, Espanha e Portugal.

Para além disso, desenvolvo projetos fotográficos voltados para grupos vulneráveis, nomeadamente, crianças e jovens institucionalizados ou em estado de risco, portadores de deficiências mentais, paralisia cerebral, problemas de mobilidade e Seniores reformados em ócio intelectual, como segue nos links abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=ob2oxjfnjNQ (Deficiência Mental)

https://www.youtube.com/watch?v=5vIz_5td0Hs (Deficiência Mental)

https://www.youtube.com/watch?v=Q9t5H83VHRY (SOS Futuro)

https://www.youtube.com/watch?v=I8FLII2KC0o (Surdez Infantil)

https://www.youtube.com/watch?v=_V6RZDcKZ-o (Dificuldades na Mobilidade)

“Toda a gente é fotógrafa..” O que achas da “concorrência” que surgiu com o BOOM na compra de máquinas fotográficas digitais.

Acho ótimo! … toda a gente é fotógrafa … hmmm … eu mudaria para: “toda a gente pode fotografar!”

E isso não altera em nada do ponto de vista da “concorrência” porque isso para mim não funciona assim. O potencial cliente que me procura, quer o meu trabalho e não do concorrente. E se houver algum outro colega dentro do jogo, o que eu faço é ser um concorrente que saia vencedor, oferecendo aquilo que o cliente procura dentro do valor final negociado que achar justo para o meu trabalho.

A Fotografia não é algo exclusivo de quem tem formação técnica ou só para profissionais …

A Fotografia Digital abriu muitas portas e tornou mais amplo o mercado fotográfico para quem não tinha qualquer hipótese no tempo da Fotografia Analógica onde tudo era muito mais caro …

Porém, a Fotografia Analógica está de volta em força e traz um charme a mais que reforça bastante a imagem do profissional que dominar esta pegada “old school” a ponto de oferecer no “menu” de serviços.

Acho engraçado que não faz muito tempo, quem defendia o filme era visto como “morto-vivo” fora da realidade do mercado e hoje há imensas fotos de perfil com cameras analógicas só para fingir que aquela pessoa traz o charme deste tempo … dou muitas risadas!

Imagino que se acontecer uma tempestade solar que desligue o eletricidade no planeta, serão desligados do mercado milhares de milhões de fotógrafos imediatamente e lá iremos nós, os analógicos, a encher a carteira de Clientes … 

Voltando à pergunta … obviamente, isso criou uma nova categoria que não existia composta por pessoas que nunca tiveram qualquer relação de amor pela Fotografia que comprou uma camera achando que estudar a fundo a parte técnica é algo pouco relevante dentro do pacote do sucesso como empresário … e ai é que o sonho vira pesadelo porque o prejuízo é inevitável! O BOOM acaba por ser “BOOM” só para as fábricas de equipamentos … 

Eu tenho sido procurado por pessoas nesta situação, algumas com investimentos gigantes, em ponto de desespero e procurando uma saida através da formação avançada, séria, apontada para todas as áreas faltantes na construção de uma carreira rentável e, principalmente, que tenha qualidade nos resultados.

Nasce dai a ideia da EFOEscola de Fotografia Online Fernando Bagnola que aproveita a internet para chegar até estas pessoas que querem progredir e também o meu canal no Youtube onde partilho gratuitamente dicas que aprendi nesses mais de 30 anos de estrada profissional.

Usas o smartphone para fotografar? Usa-lo meramente para diversão fotográfica ou consideras a eventualidade de utilização de uma fotografia captada por smartphone num artigo ou publicação tua. Porquê?

Uso muito!

Alguns dos meus videos foram feitos com smartphone, assim como algumas fotos publicadas que não ficam a dever nada para as que faço com DSLR. Obviamente, busco sempre os smartphones com maior qualidade ótica e controle manual para poder cumprir as expectativas … mas como se diz no Brasil, “uma coisa é uma coisa, a outra coisa é outra coisa!”.

A facilidade de interligação com as redes sociais em tempo real é algo que considero uma ferramenta fantástica que serve para divulgar os meus serviços profissionais ou momentos pessoais descomprometidos com a profissão … tenho a sorte de ter vivido intensa e profundamente três momentos mágicos da Fotografia … nasci no analógico … passei para o digital … e agora vivo o que considero como sendo a era “pós-digital” já que não há mais a necessidade de gravar nada e as imagens viajam instantaneamente para o mundo todo.

É top, isso!!!

Para trabalho contratado usas apenas material profissional ou consideras a utilização de outro menos “caro”?

Esta pergunta é muito boa porque abre espaço para que eu conte a minha própria história pelo fato de ter vivido a passagem do filme para o sensor, ou romanticamente, do grão da prata para o pixel. Trabalhei com equipamentos que hoje seriam considerados como impróprios e muito aquém do que se considera “profissional” … um exemplo: Cheguei a usar profissionalmente a MAVICA que era a materialização da “camera do Dr. Spock” do filme Star Trek com um memory card que era uma “disquete” magnético (floppy disk) com a “enorme capacidade” de 1.44mb. Cada fotografia tinha em média 140kb e fiz catálogos de produtos com ótima qualidade de impressão. Um pouco mais à frente, a CANON lançou a 20D com 8,2mpx que era a “camera dos PRO” e usei durante muito tempo para atender os meus maiores clientes, como Natura, TISSOT, SWATCH, editoriais de moda, publicidade para grandes formatos de impressão como outdoor, etc.

Até hoje ainda uso de vez em quando a 20D com a intenção clara de provar aquilo que “O que tem de ser full frame é cérebro e não a camera!” porque o melhor conselho que poderia dar para quem não tem uma camera profissional é escolher mercados que se enquadrem na capacidade do equipamento que já tiver sido pago ganhando dinheiro e aos poucos reinvestir com inteligência.

Hoje trabalho com uma 6D e consigo atender com total segurança e qualidade profissional a todos os meus clientes, lembrando que a minha maior preocupação é em ter lentes boas que possam ser utilizadas em novos equipamentos que eventualmente venha a adquirir.

Sugiro que as pessoas interessadas nesse assunto não deixem de assistir este video que preparei com muito cuidado onde vão encontrar o que procuram, certamente:

http://www.escoladefotografiaonline.com/efotv-pro-possivel-ter-sucesso-profissional-sem-ter-full-frame-resposta-sim/

O que pensas da utilização de artefactos para atingir um mesmo resultado (ou próximo) que atingirias com equipamento mais profissional? Poderias usar essas soluções alternativas (DIY) numa base mais regular ou servem-te apenas para ocasiões pontuais?

 Eu sou um curioso … sempre fui … e sempre serei! Foi assim que cheguei até aqui já que quando me apaixonei para a vida toda pela Fotografia. Não tinha condições de estudar em escolas de fotografia e, apesar disso, virei um frequentador assíduo de Bibliotecas Paulistanas onde tinha aulas particulares com os Grandes Mestres através dos livros. Aquilo que busco é experimentar para poder sentir se há algo ali (ou não) que possa satisfazer a minha fome de aprender, e desde o início criei alguns “home made“. De acordo com o que obtenho nos resultados, faço daquilo um hábito regular ou descarto do meu modus operandi.

O que achas das “chinesices”? Por vezes encontram-se soluções mais baratas em sites como o Ebay e semelhantes… Usarias um set de equipamento desses para um trabalho contratado?

Acho que há “chinesices” e Chinesices … e aproveito a pergunta para criar aqui um divisor de águas bastante vincado para pelo menos tentar mostrar que a expressão da pergunta limita a conclusão de que há uma gama de excelente qualidade fabricadas na China para além das “merdas” que também encontramos.

Isso vai ao encontro daquilo que escrevi na pergunta anterior pois vai depender da consistência que conseguir nos testes com “chinesices” ou quaisquer outras “ices” que vier a testar. Temos que quebrar o paradigma de que a China só faz “chinesices” porque isso não reflete, minimamente, a realidade. Muitas das “topo de gama mega profissionais” vêm de lá e talvez se assim não fosse nem teríamos como comprar nada pelos mesmos preços praticados hoje. A única coisa que uso como regra é só comprar dos sites Ebay (e semelhantes) produtos de baixo custo e quando tiver de comprar equipamentos mais caros só faço através de lojas de confiança no pós-venda em Portugal.

Adotavas um fotógrafo amador? Queres fundamentar a tua resposta?

Eu adotava um fotógrafo amador sim, aliás já o fiz, com um amigo. Ninguém nasce ensinado e eu quando comecei também era obviamente amadora. Como todos começamos assim é bom trabalhar com alguém que confie no nosso trabalho e acredite no nosso crescimento como profissionais. Foi-me dado esse voto de confiança e só assim cheguei onde estou hoje.  Ainda assim, tenho noção que é preciso muito esforço individual para evoluir; muita vontade de melhorar e procurar ferramentas para isso aconteça.

Acho que nesta área é preciso talento, mas é preciso ainda mais trabalho e muita auto-crítica, Nisso eu acho que sou muito exigente comigo e com o meu trabalho. É difícil não ter sempre algo a comentar, ou a achar que podia ter feito melhor. No entanto acho que é saudável… só assim evoluímos, certo? Se nos conformarmos com o que fazemos não é possível crescer!

És pessoa para que marca?

Canon e Nikon


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1 Comentário

  • Reply
    Fernando Bagnola
    7 Dezembro, 2017 at 14:43

    Olá Fotoguru!!!
    Só hoje vi que a nossa entrevista estava no ar … obrigado pela oportunidade!
    Abração

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