ENTREVISTAS

Entrevista a RUI BANDEIRA


Tempo de Leitura: 1 minuto

De estudante de música a fotógrafo profissional, Rui Bandeira acredita que estamos sempre a aprender. Aberto a novas tendências e materiais, usa a imaginação em busca da solução idealizada para aquela fotografia. Dominante na fotografia de produto, só não faz casamentos e batizados…

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RUI BANDEIRA

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Apresentação



Chamo-me Rui Bandeira. Durante o liceu, fui estudar música no Conservatório de música do Porto, mas sempre tive uma atracção grande pela imagem. Desde muito pequeno que a minha mãe me levava a ver exposições de fotografia; lembro-me de, em miúdo, seguir o trabalho do Mestre Fernando Aroso, que na altura fazia muitas das capas para os discos das bandas portuguesas para além de outros trabalhos que sempre gostei.

Sempre tive acesso a câmaras fotográficas. Os meu pais tinham uma Canon analógica que me deixavam utilizar e cheguei a ter uma câmara da marca Diana, que acho que foi a minha primeira câmara, por isso não consigo dizer como apareci na fotografia, foi acontecendo…

Quanto ao trabalho que mais gosto de fazer é difícil responder assim. Eu gosto de fotografar e gosto de me desafiar na fotografia por isso, desde que seja um projecto que me desafie eu gosto. Costumo dizer que na fotografia só não faço casamentos e baptizados… As áreas onde tenho trabalhado mais, é talvez aquelas onde me sinto mais em casa – são a fotografia de produto, fotografia de concertos e fotografia de motos.

“Toda a gente é fotógrafa..” O que achas da “concorrência” que surgiu com o boom na compra de máquinas fotográficas digitais?

Eu prefiro separar as coisas, ou seja com o digital temos muita gente a fazer fotografia e muita gente a “tirar fotografias”. Das pessoas que fazem fotografia, e muitas fazem boa fotografia, algumas vão tentar ser fotógrafos, vão tentar viver da fotografia. Pelo que consigo verificar, apenas um pequeno grupo vai conseguir, porque no mercado fazer boas fotografias é apenas uma parte do negocio, por isso o próprio mercado vai acabar por seleccionar. Se selecciona bem ou mal, isso já não sou eu que vou dizer, mas é assim,

As pessoas que “tiram fotografias” provavelmente vão andar a tentar viver da fotografia mas com o tempo, certamente vão perceber que tal não é possível para elas.

De resto, devido à fotografia ser cada vez mais acessível pode ter vantagens, como por exemplo o facto de agora as pessoas estarem habituadas a ver muita e boa fotografia, o que faz subir, ou pelo menos devia, os padrões de qualidade exigidos pelos clientes.

Usas o smartphone para fotografar? Usa-lo meramente para diversão fotográfica ou consideras a eventualidade de utilização de uma fotografia captada por smartphone num artigo ou publicação tua. Porquê?

Utilizo o smartphone para fotografar principalmente com e para o instagram, quando vejo alguma coisa que me chama a atenção na rua, fotografo e publico no instagram, nunca pensei utilizar o smartphone para utilização profissional, para já porque o meu Samsung S4 não tem uma câmara que o permita e depois porque não posso controlar a câmara totalmente em manual.

contudo pelo que ja vi , os novos modelos como o Samsung S7, o HUAWEI P9 que so testei de fugida, ou o iPhone 7 ja tem capacidades que podem ser interessantes para algum projecto fotográfico, mas apenas para algo pontual.

Para trabalho contratado usas apenas material profissional ou consideras a utilização de outro menos “caro”?

O importante é utilizar equipamento que sirva para o trabalho em questão e que me dê confiança de que não vai falhar.

Por exemplo se me contratarem para fazer meia dúzia de imagens para uma loja online, não justifica ir fotografar com uma câmara médio formato, uma SLR de gama media serve perfeitamente.

Quanto a parte de confiar no equipamento, já uma questão que apesar de técnica pode ser também muito pessoal, e convém não esquecer que por muito fiável que o equipamento seja ela vai avariar e/ou precisar de manutenção, e nunca se sabe quando isso vai acontecer, Por isso é bom ter sempre equipamento de reserva e ter a garantia de um serviço técnico oficial.

Eu sempre utilizei equipamento Canon, sempre gostei e continuo a gostar, sim tem os seus problemas, tem algumas coisas que gostava de ver melhoradas mas é o equipamento que eu escolhi. Mesmo assim estou em busca de equipamentos de outras marcas para mudar, porque neste momento a parte da confiança foi completamente destruída quando decidiram fechar os serviços técnicos oficias da marca no Porto…ou seja quando eu precisar de fazer manutenção ao meu equipamento tenho que enviar o equipamento para Lisboa, para uma loja que não conheço e tenho que esperar que o material chegue la em condições e tenho que esperar que o material sobreviva a viagem de regresso e que não chegue pior do que foi…

Tenho sempre a opção de enviar para Espanha, que me agrada muito mais, uma vez que não me apetece enviar o meu material para uma empresa que decidiu mudar as regras do jogo sem sequer comunicar aos seus clientes…assim sendo e para trabalhar com material em que confio prefiro mudar de marca, ando neste momento a tentar testar equipamentos de outras marcar para poder escolher.

O que pensas da utilização de artefactos para atingir um mesmo resultado (ou próximo) que atingirias com equipamento mais profissional? Poderias usar essas soluções alternativas (DIY) numa base mais regular ou servem-te apenas para ocasiões pontuais?

O importante é o resultado final, nao importa se utilizamos um flash topo de gama ou um reflector de cartão,, se o resultado final ficar como pretendemos esta perfeito.

Eu, em estúdio, quando trabalho em fotografia de produto recorro a muitas soluções DIY, Tenho sempre uma colecção de diferentes materiais que me servem como reflectores ou como modeladores de luz, dessa colecção fazem parte coisas como espelhos , desde espelhos pequenos de makeup ate espelhos maiores, bases de cartão dourados, daquelas que se utilizam nas confeitarias para transportar os bolos, tijolos de vidro, placas de plástico coloridas ou incolores e até garrafões de água, tudo vai servindo para construir a luz e a textura que procuro.

O que achas das “chinesices”? Por vezes encontram-se soluções mais baratas em sites como o Ebay e semelhantes… Usarias um set de equipamento desses para um trabalho contratado?

As “chinesices” já não são como eram. Já não estamos a falar de equipamentos que avariam ao fim de pouco tempo, ou ate mesmo antes de sair da caixa, já se encontram “chinesices” com alguma qualidade e fiabilidade, por isso se for uma “chinesice” com qualidade e fiabilidade utilizaria sem problema nenhum.

Adotavas um fotógrafo amador? Queres fundamentar a tua resposta?

já tenho o meu filho de 8 anos que sempre que pode pega nas câmaras fotográficas, e esse já me dá muito trabalho 🙂

És pessoa para que marca?

Canon

Mostra-nos alguns dos teus trabalhos…


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