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DSLR e as razões para não comprar uma máquina destas!

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Tempo de Leitura: 3 minutos

A compra de uma máquina fotográfica é sempre uma decisão difícil. Há a questão financeira que contrapõe as configurações ideais. As DSLR são, na sua maioria, o principal objeto de desejo. Contudo, nem tudo o que reluz é ouro…

Na FOTO GURU damos valor à reciclagem e à utilização de produtos menos profissionais, desde que sirvam o propósito a que se destinam. Contudo, a compra de uma câmara fotográfica é algo que deva ser ponderado. Devemos adquirir uma solução que nos sirva e, preferencialmente, adie a compra de uma outra (nova) câmara, durante algum tempo mais. A formatação à qual estamos sujeitos, leva-nos a optar por uma DSLR. Talvez por culpa da imprensa da especialidade; talvez por causa do volume de vendas… O certo é que quando se pensa em câmara fotográfica, pensa-se em DSLR. Felizmente existem alternativas…

Mais uma vez, a FOTO GURU previne o gasto exagerado de dinheiro e aconselha à ponderação. Mas nem todos quantos nos lêem são iniciantes e, para esses, há uma novidade (que de novidade não tem nada) – Mirrorless!

aqui abordamos o tema e até fizemos uma experiência, mas decidimos voltar às razões que prometem a ascensão de um novo tipo de câmaras.

Viewfinder Digital

Nas câmaras mirrorless temos a possibilidade de ter o display da nossa câmara, tal como numa qualquer DSLR como modo Live View ativo, mas no “monóculo”. A possibilidade de ter sempre disponível a informação sobre a exposição, o zoom digital e até mesmo o preview da imagem final. Desta forma, em casos de muita luminosidade, a perceção da imagem recolhida é superior.

Foco

Para além das informações referidas anteriormente, e o caso da Sony A7R + RII, temos a possibilidade de perceber onde está a imagem focada. Para um foco manual, por exemplo, a imagem do viewfinder aparece enaltecida com uma mancha amarelada, significado dos pontos onde o foco (nitidez) é superior. Através da regulação (manual, no caso) existe sempre a noção de qual a área nítida.

Fotografa em Contraluz

Nas DSLR a imagem aparece “queimada”. Devido ao reflexo da imagem no espelho, a captação do momento perfeito fica um pouco à mercê da sorte e da experiência. Nas mirrorless, como tudo é digital, a imagem é mostrada conforme vai ficar gravada. Por outro lado, e pelo mesmo motivo, o zoom pode revelar-se um problema. O ponto de foco, por força da intensidade da luz, obriga a uma constante mudança e adaptação da própria lente. É regular sentirmos um “esforço” da lente na focagem, ouvindo inclusivamente o motor a trabalhar em busca do foco ideal, de acordo com o ponto selecionado. Nas mirrorless, com a indicação colorida do ponto de foco, podemos até proceder à focagem manual.

Pontos de Focagem

Nas câmaras DSLR é comum termos um reduzido número de pontos de focagem. Independentemente do modelo e da marca, o fotógrafo está limitado aos pontos existentes. Nas câmaras mirrorless, o fotógrafo pode escolher o ponto mais longínquo do centro que este é reconhecido e utilizado pela câmara.

Tamanho

A própria estrutura e tamanho das câmaras mirrorless tornam as DSLR menos apetecíveis. Há quem goste delas grandes e pesadas, mas o fim de algum tempo, é normal que o peso veja a ser um inconveniente.

Bateria

Nós sabemos que o principal ponto de desentendimento no que respeita às mirrorless é a duração da bateria. Contudo, isto está relacionado também com a existência de um viewfinder digital constantemente ligado. No caso de usarmos a nossa DSLR sempre com a opção live view ativa, a duração da bateria será com certeza bastante inferior ao normal. Ainda assim, será sempre mais simples, prático e leve carregar uma bateria extra (ou duas, caso venha a revelar-se necessário) do que usar uma câmara mais pesada durante todo o tempo. Diz-nos a experiência que são mais as vezes que regressamos a casa com bateria por gastar do que ao contrário. Assim, e neste ponto delicado, consideramos que as mirrorless poderão estar a ser alvo de publicidade “enganosa”.

 

Conclusão

Por muito que nos custe admitir, as mirrorless vieram para ficar. A revolução fotográfica aconteceu e, aos poucos, a verdade está a ser reposta. Há cada vez mais fotógrafos a optarem por este tipo de máquinas. Não generalizamos e há sempre a questão do gosto pessoal – que não se discute – e de uma ou outra aplicação prática onde as DSLR poderão ser melhores. O preço pode também ser uma entrave! A possibilidade e facilidade de comprar equipamento usado é largamente superior nas DSLR

Nós, para já, continuamos a gostar das nossa câmaras e continuaremos a “amá-las e respeitá-las até que a morte nos separe“, mas há uma forte possibilidade de divórcio. Que se cuidem e que trabalhem a relação de modo a fomentar o amor e a manter a chama acesa!


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3 Comentários

  • Reply
    Carlos Martins
    5 Julho, 2017 at 10:32

    Bom dia. Não consigo entender o motivo de se fazer um artigo apenas a enaltecer os pontos positivos de um determinado tipo de máquina, sem falar nos ponto que carecem de melhoria. Faz parecer que as mirrorless são o mundo perfeito e que quem compra um DSLR é pouco inteligente. Nada tenho contra as mirrorless e certamente vieram para ficar. Mas como proprietário dos dois sistemas reconheço as vantagens e desvantagens de ambos. Não me levem a mal mas o vosso artigo é tendencioso e para quem não conhece bem os vários sistemas não é grande ajuda e pode até levar a enganos. Bem hajam.

  • Reply
    admin
    5 Julho, 2017 at 14:50

    Carlos Martins, nós próprios usamos DSLR… A nossa experiência com mirrorless é pequena e jamais quisemos confrontar as duas tecnologias de forma eliminatória. Não pretendemos moldar os nossos leitores para a compra de um equipamento X ou Y. Aliás, o fundamento deste blog é, acima de tudo, defender que nem sempre o material mais caro e mais avançado é o melhor.
    Defendemos a compra para satisfação de necessidades em vez de, como a imprensa da especialidade, vender sempre o último grito da moda.

    Não queremos, de forma alguma, “insultar” quem (mais uma vez, como nós próprios) usa DSLR. Foi um artigo, uma comparação. Obviamente que todos os sistemas têm falhas e pontos fortes. As análises profundas são feitas por blogs, sites e revistas especializadas.

    Lembramos que escrevemos, em tempos, um artigo onde a decisão de escolha vinha no sentido oposto. Convidamos para que leia em http://fotoguru.pt/trocar-dslr-mirrorless-6-razoes-nao/

    A FOTO GURU é um repositório de informação, NÃO PATROCINADO, que vive das experiências pessoais. Falamos do que conhecemos (que certamente não é a verdade absoluta) e respeitamos todas as opiniões e os utilizadores de todos os sistemas e marcas.
    Não pretendemos ser tendenciosos nem (mais uma vez) fazer uma análise profunda de qualquer sistema, máquina, objetiva ou outro utensílio e acessório fotográfico. A FOTO GURU pretende informar e ajudar quem se inicia na fotografia ou pretende conhecer a nossa opinião.

    Agradecemos TODOS os vossos comentários, mas preferíamos que a colaboração fosse mais produtiva. A FOTO GURU é aberta a qualquer participação. Assim, “desafiamo-vos” a enviarem as vossas análises e opiniões sobre este tema ou outros que julguem de interesse.

    Com a maior das sinceridades, o nosso MUITO OBRIGADO pelo comentário. Infelizmente, outros terão esta ou outras opiniões, simplesmente não as partilham, dificultando a aprovação de todos. Teremos todo o gosto e prazer em divulgar as vossas experiências e conhecimentos, considerando sempre que o nosso público não é exclusivamente o fotógrafo profissional.

    Cumprimentos

  • Reply
    X-T3, a Fujifim inimiga da FOTOGURU - Fotoguru
    10 Outubro, 2018 at 0:36

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