GUIAS RÁPIDOS

Dicas para fotografar com frio

com a colaboração de Ana Isabel Sampaio

As condições meteorológicas, tal como as de iluminação, podem condicionar o exercício fotográfico. Com frio há menos propensão a sair, a captar imagens e a registar momentos importantes. As paisagens são mais frias, com cores menos contrastadas e, por conseguinte, resultam fotografias mais monocromáticas e tristes. Contudo, é preciso não desmoralizar e ver o “copo meio cheio”. Fazer das dificuldades, forças e dos inconvenientes, as nossas vantagens…

“Teoricamente é muito bonito, mas na prática..”, dirão muitos de vós! Este artigo tende a ajudar-vos a ver o outro lado do frio. Algumas das nossas dicas são:

 

  • Fazer as pazes com o tempo frio e relaxar. O inverno chega. Encarem esta verdade e não façam dela uma desculpa para ficar em casa. Felizmente, e graças à tecnologia, as roupas conseguem ser mais quentes e menos volumosas. Assim, não será por esta razão, ou pela falta de mobilidade que deixarão de fotografar. Relaxem. No verão está quente, no inverno está frio… so what?
  • Usar roupa por camadas (técnica da cebola). Caso a roupa ainda seja um entrave, planifiquem a indumentária. Vejam qual a roupa mais confortável e que vos permita ter liberdade de movimentos. Preparem-se para temperaturas cada vez mais baixas, com a inclusão de camadas de roupa extra. Lembrem-se que quanto mais frio estiver, menor liberdade de movimentos terão e, por conseguinte, mais reduzido o tempo de captura de imagens. Podendo controlar a sessão para que seja levada a cabo numa temperatura mais amena (dependendo da hora, do local, da incidência de luz direta, etc.) façam-no, pois aumentarão o tempo disponível para fotografar.
  • Fazer uma planificação cuidada e detalhada. Numa perspetiva de minimizar o tempo de exposição ás temperaturas menos agradáveis, a planificação da sessão fotográfica pode revelar-se num trunfo. Sabendo o resultado pretendido, façam o trabalho de casa. Estudem o local, a incidência de luz, as horas de por do sol e outras condicionantes que sejam previsíveis.
  • Joguem com a Profundidade de Campo. A profundidade de campo, de uma forma abreviada é a capacidade de fotografar um objeto tendo a imagem de fundo desfocada. Quanto menos a profundidade de campo maior contraste de focagem existe entre o elemento fotografado e o ambiente envolvente. Esta técnica pode disfarçar a fraca qualidade do local, enfatizando o objeto, dando-lhe o protagonismo que merece.
  • Céu/Nuvens. Pode parecer estranho, mas o céu pode ser uma valência a explorar. As nuvens, os raios de sol que espreitam por entre elas e a forma com se apresenta o contraste das mais carregadas, quando trabalhadas condignamente, resultam num espetáculo natural muito apreciado. A aproximação ao HDR, o aumento de contraste das cores evidenciando ainda mais as diferentes tonalidades de cinza que caraterizam as nuvens são um fator a considerar.

Não esperem que o tempo “feio” tenha a mesma conotação quando falamos de fotografia… Mais uma vez, vejamos o lado menos mau das situações e joguemos com as condições que temos ao nosso dispor. Consigamos utilizar o que muitos ignoram, para proveito próprio e como exercícios de resistência na prática do exercício fotográfico.

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