OPINIÃO SMARTPHOTO

Dia-a-dia de fotógrafo: que equipamento?


Tempo de Leitura: 4 minutos

No pico do verão, muitas são as alturas em que desejávamos ter uma câmara fotográfica pronta a disparar. Vamos para a praia e não é muito seguro levarmos a DSLR; vamos jantar fora e a DSLR é mais um “trambolho” que temos de carregar; vamos beber um copo e ainda somos assaltados… O melhor é deixar a máquina no carro; mas ainda assim nada é seguro, quando estamos fora da nossa zona (de conforto). Para o dia-a-dia, que máquina consideram ser a ideal?

Pessoalmente, e feliz por me conseguir “esconder” por detrás do meu assumido amadorismo, prefiro o smartphone… De vários tamanhos, várias marcas, vários preços. O smartphone tem uma pluralidade de opções que facilmente ultrapassam as DSLR (menos à noite, mas parece que isso também tende a mudar).

Smartphone

Pouca será a discussão em torno deste objeto. iPhone ou Android, qualquer um se pode assumir como “o escolhido”. Dependendo do preço, da qualidade fotográfica e da autonomia, o resto apenas fica a cargo do binómio “preço/qualidade”, à consideração de cada um. Muitos são os estudos acerca dos melhores smartphones para fotografia. Alguns testes são bastante exaustivos e permitem-nos extrapolar para uma utilização no dia-a-dia, mas certo é que “gostos não se discutem (lamentam-se)” e que há pessoas que preferem o que, para nós, parece ser inaceitável.

Considerações à parte, é conhecida a minha preferência pela tecnologia Android, mas não posso negar que a qualidade do iPhone é suberba (principalmente o iPhone6). Contudo, os preços podem torná-lo fruto proibido, mas fazendo bem as contas, se abdicarmos “disto” e “daquilo”, com algum esforço, até conseguimos comprar o melhor telemóvel para o uso que pretendemos. Lembro apenas que o sucesso do Huawei P9 e o Samsung S7 não podem passar despercebidos…

O dia-a-dia na praia

Esta é fácil… Qualquer loja de acessórios tem disponível uma gama variada de bolsas estanques para que possamos fazer-nos acompanhar do nosso “fiel amigo” para todo o lado. Com os meus filhos, este ano, andei sempre com o meu Xiaomi Redmi Note 3 na minha AquaPac. Não obstante de ser especificamente para o iPhone6, a versão que a própria marca me enviou para testes e review serve perfeitamente no meu smartphone. Considerando que, com 3 anos, eles pouco se afastavam da água, ou optava por uma solução realmente viável e confiável, ou mais me valia deixar o telemóvel em casa. Acontece que tive sempre comigo, bem mais do que simplesmente o telemóvel… a câmara fotográfica esteve igualmente presente, o que me permitiu juntar o útil ao agradável e ir registando uns momentos engraçados.

Os momentos (supostamente) mais mortos

Com 3 não há momentos mais mortos, mas ainda assim, aqueles que serão de menor interesse (supostamente) podem esconder registos únicos. Mais uma vez recorrendo à minha experiência, não fosse andar sempre de smartphone em riste, jamais conseguiria captar esta imagem num simples dia de compras…

Quando, por opção, resolvem todos participar

Quando, por opção, resolvem todos participar

Mas como eu, cada um de vocês já teve uma altura em que desejou estar equipado com a câmara fotográfica… “Tivesse eu um smartphone capaz…”

Em trabalho

Mesmo estando em férias fui chamado a “cobrir” o MEO Marés Vivas. Não ando no dia-a-dia com o meu equipamento fotográfico, mas quando vou fotografar não abandono o smartphone… Uso-o como câmara ou como acessório fotográfico. Achei engraçado poder captar o público durante uma música de Jimmy P (que não me recordo qual foi). Como tinha o equipamento preparado para outro tipo de fotografia, usei o smartphone

Lusco Fusco na praia do Cabedelo

Lusco Fusco na praia do Cabedelo

Outra utilização foi o envio imediato para as redes sociais (minha página de fotografia). Com o wifi da minha câmara, a ligação ao smartphone era inevitável e vantajosa, colocando-me à frente de alguma concorrência. O pessoal sabia que eu estava lá…

A noite

Esta é a caraterística pior dos smartphones… Tirando o Samsung S7 e o Huawei P9 (pelo que li, uma vez que ainda não consegui obter exemplares para revisão), conseguem uma qualidade muito, mas mesmo muito boa. Todos os outros (o meu incluido), … deixam um pouco a desejar.

Mas como nem todas as fotografias que tiro seguem para impressão ou para venda, há umas que gosto de relembrar, simplesmente pelo momento ou pela história que contam.

Um encontro inesperado...

Um encontro inesperado…

Conclusão

Para mim, e mesmo com toda a adoração que tenho pela fotografia e pelo equipamento fotográfico, não retiro qualquer  importância ao me smartphone. Pudesse eu estar constantemente a evoluir em qualidade de equipamento, provavelmente investiria mais neste tipo de solução do que propriamente em câmaras e objetivas, ou numa solução mais portátil…

Pronto, já sei… a partir deste ponto tenho a cabeça a prémio, mas é preciso lembrarem-se de que este artigo fala na utilização dia-a-dia de material fotográfico e em situações que não podem nem devem ser confundidas com sessões programadas. Para essas, o diálogo é completamente diferente…


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