OPINIÃO

Desiste!! Não controlas as tuas limitações…


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Muitas são as desculpas que usamos para nos protegermos e mantermos na nossa zona de conforto. Queremos sobressair perante a concorrência, mas jogamos pelo seguro… Certamente que a grande maioria de nós confia nas suas próprias capacidades, mas ninguém é pleno senhor do conhecimento e detentor de todos os meios ideais para qualquer tipo de fotografia. Reconhecer as limitações faz parte do “jogo” e é normalmente uma vantagens confortável para admitirmos que não conseguimos porque… e justificamos!

As desculpas são as mais variadas: “não tenho uma máquina full frame”, “não tenho uma lente grande angular”, “hoje não tenho luz para fotografar”, “se o cenário fosse este em vez de aquele“… A desculpa é sempre a forma mais fácil de nos rendermos às evidências… Não conseguimos e ponto final e o mais fácil é desistir sem sequer tentar.

“O que não nos mata, torna-nos mais fortes”, diz a sabedoria popular. É bem utilizarmos estes chavões e provarmos que até estamos atentos às nossas raízes. “Os velhos é que sabiam… eles bem diziam!”. Mas dizer é uma coisa, agora ter consciência do que se diz é totalmente diferente. A este dizer poderia juntar um outro que é “o não está garantido! (o que vier a mais é bónus)”. Assim sendo, porque não tentarmos? Porque não usarmos as nossas fraquezas e limitações e transformá-las em forças e incentivos? Pior do que estar parado (em princípio) não fazemos… pelo menos damo-nos uma chance para triunfar. Tudo isto funciona quase como as casas de apostas: ganhamos mais quanto menor for a probabilidade de determinado ser alcançado. Se é um trabalho difícil, dar-nos à tanto mais gozo e realização quanto mais difícil for.

Então quais serão as principais desculpas de um fotógrafo para se esquivar de um trabalho?

Não tenho uma câmara topo de gama

Obviamente que quanto melhor a câmara, melhor o resultado final (isto caso o fotógrafo seja competente…) Casos há em que vemos gente equipada do bom e do melhor, sem tirar grande partido do investimento. Quase como comprar um Porsche ou um Ferrari e nunca ultrapassar os … 80Kms/h (não quero que as autoridades me chamem a atenção por incentivar a prevaricação).

Se existe a imensidão de câmaras que existe, com preços tão díspares e variados, por alguma razão é! É lógico que há máquinas que são muito melhores que outras, mas se não as podemos ter, não significa que não consigamos fazer um mesmo trabalho. Compromete-se a qualidade. Não se usa esta questão como desculpa, mas conscientemente conhecemos as limitações do equipamento e tentamos contorná-las.

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A qualidade do equipamento não é o fator mais importante

As minhas lentes não são as adequadas

Então façamos ao contrário; adequemos a sessão ao material existente. Imaginem que combinaram ir ao cinema com um grupo de 4 amigos, mas um falha… por uma qualquer razão não pode ir. Porque não vão só vocês? Algo mudou; algo não está como planeado nem encaixa naquele cenário perfeito que tinha sido, inicialmente, ponderado; mas isso não deve servir de impedimento.

As lentes são bem mais importantes que o corpo da máquina, é certo, mas também não são únicas. As melhores lentes são as fixas e as mais conhecidas são, sem dúvida, a 50mm e a 85mm. Tirando isso, e dependendo do trabalho que vamos realizar, tudo o resto é (como diz o “outro”) “peaners“. O objeto está longe? Aproxima-te! Está perto? Afasta-te… Este ângulo não funciona? Puxa pela cabeça e retrata a ação de uma forma mais criativa… Há sempre uma solução!

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Usa (apenas e só) as lentes que tens.

Não tenho a experiência suficiente

Esquece lá isso… Os treinos, a prática e os desafios ensinam-nos a fotografar. Pratica e perceberás como tirar melhor partido do teu equipamento. Se não aceitares o desafio e tentares ultrapassar esta limitação nunca terás experiência, nunca terás a prática necessária para nada! Costumo dizer que “antes de saber, também não sabia!”. Erra, mas corrige… Experimenta. No início tudo são limitações, tudo são incertezas. Como achas que os fotógrafos profissionais ganharam experiência? O conhecimento é um processo evolutivo pelo qual todos – até mesmo os bons – tiveram de percorrer.

Desistir é para os fracos! Posso nunca conseguir chegar onde pretendo, mas nunca por falta de tentativa, esforço e dedicação. As nossas limitações são as que quisermos impor a nós próprios. Temos de tirar partido da nossa zona de conforto para assegurar um trabalho mínimo, mas é fora dela que nos destacamos. Ao sairmos do “habitual”, do que sabemos que conseguimos fazer aumentamos a zona zona de conforto, impondo a nós próprios uma evolução eficaz. Encaro as minhas limitações apenas para identificar o grau de exigência e a “quantidade” de evolução que preciso de atingir para me realizar.


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