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Deixa-te de modas e fotografa para ti. Os cliente aparecerão…


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As modas são o fio condutor de milhares de pessoas. Todos querem estar na linha da frente, ao lado dos que mais sobressaem. Contudo, se não fizeres o que realmente amas, jamais terás sucesso.

Confúcio disse um dia “faz o que gostas e nunca trabalharás“. Palavras sábias de alguém que tinha plena consciência da força desta mensagem. Quando fazemos o que gostamos e o que realmente nos traz gosto e satisfação, não há modas que nos tragam tamanha satisfação.

A moda é fixe, mas é cíclica! As calças à boca de sino apareceram nos anos 60, mas depois voltaram na década de 80. As gangas, as calças arregaçadas até ao tornozelo… Até os modelos de sapatilhas voltam e, em vez dos tradicionais 50€, passam a custar mais do triplo. … é moda!

Na fotografia é a mesma coisa. Houve uma onda de HDR, depois apareceram os vignette, preto e branco, etc. Interessante é perceber quando devemos utilizar cada uma destas (e outras) técnicas ou formatações se estivermos a falar em pós produção digital. Fotografa-se assim, só porque sim, é o que “vende”, é o que toda a gente publica no Instagram ou no Facebook. Têm muitos likes e nós deixamo-nos levar. Queremos ser como os outros, conhecidos! Julgamos que o número de likes representam a a aceitação do público quando, na realidade, nada se converte em trabalho pago.

Pois bem, há uma moda que não se compara às outras modas; Confúcio (mais uma vez)! A verdade é que maior parte de nós iniciou-se na fotografia como passatempo. Poucos (ou nenhuns, arrisco-me a dizer) dos que se apresentaram desde cedo como profissionais, vingaram. Fotografamos por prazer, por paixão, por terapia até… e quando assim é, o trabalho reflete a nossa entrega, a nossa dedicação.

Esquece as Redes Sociais. Sendo um meio de divulgação em massa, não são a única (nem se calhar a melhor) forma de divulgares o teu trabalho. São modas como já o foram o Hi5 e o mIRC. Bem diferentes, eu sei, mas ainda assim tiveram os dias contados e o que era outrora o mundo rapidamente caiu em desuso. Mas nós, … nós continuamos por cá, a fazer o que mais gostamos – fotografar!

Assim, o erro que todos cometem é sermos escravos das modas. Não devemos adaptar-nos a elas, mas usá-las de forma proveitosa para o nosso sucesso. Com isto quero dizer que, começando a fotografar com o coração, facilmente colocamos amor e de dedicação na fotografia e os resultados saltam à vista. Não fotografam casamentos (que é uma área que dá muito dinheiro)? Não faz mal, … usem os bancos de imagens. Vendam quadros para cafés ou para outros locais que queiram investir em qualidade visual. Há sempre meia dúzia de lojas que gostam de ter fotografias da zona onde atuam. Locais míticos, turísticos ou com algum interesse em particular.

Depois de se sentirem confortáveis e de deixarem de procurar o sucesso, ele acaba por vir! As modas? Essas vão… a qualidade e a vossa paixão, ficam e perduram nos vossos registos. Depois, então sim, quando a moda colidir com o vosso estilo de fotografia, … abram os bolsos, consolar-se-ão de ganhar dinheiro. Até lá, fotografem para vocês próprios.

 

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