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Cuidado com a evolução. Pode trazer-te dissabores!


Tempo de Leitura: 3 minutos

O processo evolutivo é natural. Querer evoluir é um ato intrínseco a qualquer pessoa. Contudo, a evolução programada pode vir a revelar-se uma chatice se não for devidamente acautelada. É preciso ter consciência do passo que vamos dar para não nos arrependermos mais tarde.

Todos queremos evoluir, fazer mais e melhor. Se nem sempre o equipamento é fundamental para tirarmos boas fotografias, vezes (e situações) há em que a evolução é bem-vinda. Podemos comprar mais lentes, com configurações diferentes, mas há uma peça fundamental que leva tudo a um outro nível – o corpo.

Existem dois grandes tipos de corpos de máquinas fotográficas. Esquecendo-nos um pouco do último grito tecnológico que são as mirrorless, temos as crop e as full frame. Essencialmente, em termos leigos, as full frame captam mais informação pois têm um sensor maior. As diferença não é apenas essa, mas esta é uma das principais.

Quando assisti ao afogamento da minha 70D, resolvi que seria altura de passar a ter uma full frame. Já as andava a namorar e se tinha de gastar dinheiro, mais valia aproveitar o azar para compensar a perda. Assim, depois de fazer uma pesquisa ligeira, comprei uma Canon 6D.

Contas feitas, encostei a 1000D que tinha comprado e da qual já nem pensava tirar mais partido. Contudo, vezes há em que dá jeito ter uma segunda câmara.

Crop e Full Frame

Como seria de esperar, a utilização da 6D passou a dominar praticamente a totalidade do meu tempo. É excelente, serve os meus propósitos e, … é bem melhor que a outra opção disponível!

Quando vou fotografar, costumo usar um Capture Pro e um Lens Kit, da Peak Design, para  me facilitar no transporte e na troca de lentes. Ainda assim, em situações extremas, pode não dar jeito perder tempo ou desviar a atenção para o manuseamento do equipamento. Então, a solução adotada por mim e por todos os fotógrafos, é recorrer a uma segunda câmara.

É sabido que não gosto de gastar dinheiro e tenho uma câmara parada. Então, montei a lente que considerei menos usada na 1000D e a outra na full frame, … e lá fui eu!

A desilusão

Desde o momento que me voltei para a Canon 6D, tenho melhores prestações e melhor resposta do equipamento. Em situações de pouca luz ou movimento, a diferença entre uma câmara e a outra é notória.

A escolha da câmara com que vou fazer o disparo relaciona-se, agora, principalmente com a distância a que estou do objeto. Se for num concerto e quiser um plano maior ou captar algo que está mais longe, uso a 1000D (por exemplo). Neste caso, raras sãs as vezes que a fotografia se aproveita!

A luz é parca, o artista não para quieto e as capacidades da câmara estão aquém do exigido. Pior do que isso, o resultado que obtenho da máquina crop é bastante inferior ao da full frame. É certo que isto é uma verdade de La Palisse, mas o problema é que tenho os dois sistemas e posso comparar. No final, ou desisto de fotografar com a 1000D ou então não aproveito nenhuma fotografia do cartão.

Conclusão

Sendo este apenas um dos vários exemplos, que repetidamente teimo em contrariar sem resultados favoráveis, a evolução tornou-se numa dor de cabeça. Habituamo-nos ao “bem bom” e depois não queremos voltar atrás.

Assim, e acredito que seja igual para outros colegas, a evolução acaba por nos trazer uma certa “pedra no sapato”. Obviamente que tudo depende do trabalho que realizamos. Se fotografarmos um casamento, podemos usar a 1000D para as poses, por exemplo. A crop serve-me perfeitamente para paisagens e outras situações em que as condições são menos exigentes. Mas o certo é que não posso contar sempre com ela!

A evolução trouxe-me mais um dilema: Ou fotografo com apenas uma máquina e tenho de trocar de lentes, ou tenho de comprar outra câmara… Venha o diabo e escolha. Eu, pessoalmente, continuo a preferir mudar as lentes.

 

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