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Atualidade: Fotografia de Catástrofes “Naturais”


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Com a frequência a que os incêndios ocorrem, são muitos os que querem fotografar estas catástrofes. Porém, convém levar em linha de conta alguns aspetos.

Infelizmente são muitos os incêndios que lavram em Portugal! Como tudo que é diferente é alvo de desejo, os fogos são uma das catástrofes mais apetecidas para fotografar.

Se há uns tempos não havia onde praticar, é com enorme tristeza que constatamos a quantidade de pontos onde podemos praticar e, até mesmo, fazer bons registos fotográficos das tragédias que nos assolam. A beleza do horrível desperta em nós sentimentos contraditórios. Se por um lado gostamos de ver o fogo a avançar pelas matas adentro, o significado que esse avanço tem, deixa-nos revoltados e impotentes.

Fotografar catástrofes “naturais” (porque sendo fogo posto, não se pode considerar natural), tem mais que se lhe diga do que simplesmente pegar na câmara e avançar em direção às chamas. Os profissionais fazem-nos, mas estão habituados a viver infernos.

Segurança

Ao ler este título lembramo-nos logo da segurança pessoal. Pois bem, neste caso falamos mesmo da segurança do equipamento fotográfico. Lembramos as temperaturas que podem ser atingidas se nos aproximarmos de um incêndio ou, por contrapartida, se formos para uma zona polar. Essencialmente convém proteger o material do frio, do calor, da chuva. Um saco impermeável é fundamental, pois o que protege da chuva, protege do sol. Caso possamos ter algum tipo de revestimento térmico tanto melhor.

A segurança pessoal (agora sim) é um outro fator a levar em consideração. Devemos sempre estar cientes de uma eventual explosão ou da projeção de objetos provenientes (por exemplo) de uma derrocada de uma habitação. Lembramos que a proximidade da ação proporciona melhores imagens, embora eleve igualmente o risco de perigo.

Informação

Não basta saber que houve uma catástrofe. É importante conhecer o local (nem que seja através do Google Maps), saber os níveis de perigo a que nos podemos estar a expôr e saber como lidar em caso de “descontrolo”. Peçam ajuda às autoridades no sentido de perceberem qual o perímetro de segurança e procurem zonas onde não incomodem. Lembrem-se que forças policiais e bombeiros não estão lá por vossa causa. Não passem vocês também a ser parte do problema.

Sensibilidade

Quase sempre há perdas. Perdas humanas e perdas materiais… Há populações que ficam sem nada: sem casa, sem sustento, … sem família! Não queiram ser extra-profissionais; deixem-se levar pelas emoções e evitem captar o choque e o sofrimento. Já basta o que estão aquelas pessoas a passar e, por o que vão ganhar com aquela fotografia, mais vale respeitar quem está a sofrer.

Variedade

Embora cada vez mais comuns, não é todos os dias (felizmente) que podemos encarar um cenário destes. Utilizem todo o vosso conhecimento e material para captar o maior número de fotografias (no menor espaço de tempo). Ângulos e configurações diferentes costumam resultar em boas fotografias.

 

Mesmo tendo publicado este artigo, para bem da humanidade, esperamos que nunca se façam valer dele. Não pretendemos incentivar a captação de imagens de “desgraças”, mas faz parte do Ser Humano. Nesse sentido, e como sabemos que há sempre alguém que o deseja fazer, mais vale prevenir que remediar.

Acima de tudo nunca coloquem a vossa vida, ou a vida de terceiros, em risco. Não sejam parte do problema e não obriguem a mobilizar forças de segurança públicas em vosso auxílio quando elas já são escassas para combater, per si, aquela catástrofe.


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