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As (únicas) 3 razões para fotografar de graça


Tempo de Leitura: 3 minutos

Já muito foi dito sobre o tema e sobre a viabilidade de trabalhar de graça, ou não. Há quem seja apologista de que devemos ser ressarcidos do nosso esforço e conhecimento. Por outro lado, há quem defenda um lado mais humanitário e “troca de favores”.

Por nós, apenas há 3 razões para trabalhar de graça, e é isso que aqui pretendemos apresentar. Já aqui falamos sobre o tema, mas sob uma perspetiva diferente. Este artigo, um pouco mais maduro e voltado para a realização financeira do hobby, apresenta algumas situações em que podemos/devemos trabalhar de graça. Não são dois artigos contraditórios, apenas se enquadram em realidades diferentes…

Projetos Pessoais

Pessoal-De-Graça

Este aspeto é óbvio. Se vão entrar em projetos pessoais, coisa de que somos bastantes apologistas, não se vão cobrar a vocês próprios. Depois, dependendo do grau de exigência que conferem ao vosso própprio trabalho, terão resultados (mais ou menos) brilhantes.

Esses resultados poderão servir para exporem os vossos trabalhos, vendendo-os, e assim alimentar o vosso portefólio. Por outro lado, podem simplesmente manterem-se ativos e evoluir fotograficamente. Mais tarde, pode esta ser uma das razões pela qual serão contratados para uma sessão paga. Não descurem esta possibilidade que apenas depende de vós próprios. Vejam aqui tudo sobre projetos pessoais.

Troca Direta de Favores

Troca-Direta-Pagar-Graça

Antigamente, ainda quando não havia moeda de troca, as transações faziam-se pagar em géneros.Eu pinto uma casa e em troca dás-me legumes para comer…“. Hoje, em muitas situações, esta continua a ser moeda de troca.

A utilização de favores em cadeia pode vir a ser vantajosa, dependendo das vossas necessidades. Imaginem poder utilizar a imagem de um modelo fotográfico ou até de uma marca/empresa local para benefício publicitário. Imaginem fazer uma sessão fotográfica em troco da impressão de alguns trabalhos vossos. Considerando que este seria um serviço pelo qual teriam de pagar, podem encarar esta tarefa como “dinheiro em caixa”.

Oferecer Graciosamente os Serviços

De-Graça-Pela-Caridade

Imaginem que na vossa comunidade local existe um evento social de grande importância. Imaginem que a organização é forte, mas a capacidade financeira é reduzida. Imaginem que, nesse evento, estão pessoas influentes!

Caso vejam que não vos causa qualquer transtorno e nem sequer vos vais alterar nada na vossa agenda, ofereçam-se para cobrir fotograficamente o evento. Dependendo do que se trate poderão cobrar pelas fotografias finais (a cada indivíduo e não à organização) ou até mesmo dar de barato e oferecer um bom par de horas à comunidade.

É provável que, numa base regular, venham a ser contratados no ano seguinte; e no próximo, e no outro. Aquilo que, inicialmente foi um trabalho de graça, pode muito bem vir a revelar-se numa fonte de receita. Mas atenção; aqui é muito importante saber distinguir um trabalho voluntário em que foram vocês a oferecer o serviço em detrimento de uma contratação! É importante que consigam fazer perceber que, sendo chamado por desejo de alguém, teremos de cobrar. Tudo depende do que pretendam fazer e de que forma queiram evoluir. Nada vos impede de continuar a trabalhar de graça, desde que possam identificar uma oportunidade maior de serem pagos.

 

Em tom de conclusão importa salientar que todos temos uma faceta mais humanitária (se assim podemos dizer). Considerem a vantagem que podem retirar do trabalho oferecido e considerem-no numa forma de se auto promoverem e publicitarem. Nem que seja apenas por um descargo de consciência, mas se não virem razão para não o fazerem, … façam!

Apenas depende de vós, terem a capacidade de retirar proveito de situações aparentemente inocentes em prol do vosso favorecimento profissional. Esqueçam o que outros possam dizer, façam-no por vocês próprios e pelo vosso futuro enquanto fotógrafos. O empurrão de que precisam pode ser este mesmo!


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